<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620</id><updated>2011-10-10T09:22:31.968-03:00</updated><category term='Autores Colombianos'/><category term='Autores Argentinos'/><category term='Autores Dominicanos'/><category term='Autores Brasileiros'/><category term='Autores Peruanos'/><category term='Autores Uruguaios'/><category term='http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/homem-nu/homem-nu.asp'/><title type='text'>¡Sopão de Letras!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Admin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03075331153833546306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-556771049548826984</id><published>2009-03-28T22:44:00.020-03:00</published><updated>2009-03-29T01:05:42.129-03:00</updated><title type='text'>Especulações sobre a Dor e a Morte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Outro dia certo professor indicou &lt;a href="http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/humbertodecampos/omonstro/omonstro.htm"&gt;um conto&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Humberto_de_Campos"&gt;Humberto de Campos&lt;/a&gt; durante uma aula de Laboratório de Jornalismo Impresso III. Em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Monstro&lt;/span&gt;, a dor e a morte teriam tentado participar do processo de criação, ao dar vida a um ser “plagiado da obra divina”. Mesmo diferente de tudo que já fora visto, ele possuía reminiscências dos outros seres. Tal ser alarmou a Criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Sc7Ua3eE4xI/AAAAAAAAAFY/Vul7iacYmcE/s1600-h/295063.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 137px; height: 142px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Sc7Ua3eE4xI/AAAAAAAAAFY/Vul7iacYmcE/s200/295063.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318421768002921234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dentre as especulações sobre o porquê disso, uma das possibilidades foi a de que a dor e a morte não costumam participar do processo de criação. Os debatedores - mesmo inseguros sobre o que diziam - explicavam que a morte e a dor seriam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coisas ruins&lt;/span&gt;, contrárias à vida e àquilo que é considerado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bom&lt;/span&gt;. Por isso, então, que um ser criado a partir delas seria rechaçado por aqueles naturalmente concebidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas inquietações surgiram então a respeito disso. Será que a dor e a morte realmente são vilãs? Será mesmo que o seu único objetivo é afastar o homem daquilo que ele procura (a felicidade, por exemplo)? Quais são os seus papéis? São questões difíceis de serem respondidas (se é que não são impossíveis). No entanto, podemos fazer aquilo que todos costumam fazer quando não conhecem algo: especular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que toda e qualquer criação tem por fim a excelência. Faz sentido. Afinal, aquilo que é gerado sobrevém graças a um ato de amor e dedicação, desde o títere produzido pelo seu artífice até a concepção de um ser. A diferença é que no primeiro caso o produto é produto de algo que também é criatura, sendo, dessa forma, potencialmente perfeito, mas refletindo em ato as imperfeições do seu criador; a segunda situação ilustra o ato que permite que a natureza continue seu ciclo. Mesmo que seja quase impossível decifrar esse movimento (já que somos criaturas limitadas), uma coisa é certa: a natureza sabe o que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Sc7YibV3E0I/AAAAAAAAAFo/85mVevS5VeY/s1600-h/top-mb3075.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 250px; height: 208px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Sc7YibV3E0I/AAAAAAAAAFo/85mVevS5VeY/s400/top-mb3075.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318426295937733442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;A criação de Adão &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(detalhe)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Michelangelo&lt;br /&gt;1508-1512&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E qual é o papel da dor e da morte na criação? Nenhum. A explicação está na observação da própria natureza. Ela revestiu o processo de concepção com a veste do prazer, e agraciou o seu produto com a vida. Tudo isso para ter os seus desígnios atendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enganam-se, no entanto, aqueles que crêem que a morte e a dor foram enganadas. Assim como as outras criações, elas também servem aos propósitos da natureza. Elas não erram, e também não se enganam. Elas não criam, mas agem naquilo que foi criado. E elas não são boas ou más, como o homem costuma rotulá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem caracterizou a dor como uma afecção negativa, definindo-a como algo oposto ao prazer. Enquanto que o prazer seria o prêmio pelo bom emprego dos esforços humanos, a dor seria o castigo pelas más ações. Suas mãos, no entanto, não servem simplesmente para magoar os corpos dos seres humanos; muito pelo contrário, ajudam a edificar o seu espírito. Seu toque é frio e triste, mas, durante a vida, é graças a ele que se aprende a dar valor às coisas que realmente valem o sacrifício. &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio” &lt;/span&gt;– disse certo Luther King Jr. E a dor está nesses tempos de medida sempre à espreita, tomando em seus braços todos aqueles que estão em dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caráter de alguém amadurece quando é posto a prova, seja na observação de um ato injusto, ou ainda no sofrimento alheio, ou ainda na perda de uma pessoa querida. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como viver bem? &lt;/span&gt;Normalmente essa pergunta é empregada a si mesmo somente quando se está sofrendo.  Sem falar na grande fonte de inspiração que ela é. Obras literárias, músicas... Enfim, são poucas as entidades que rendem tantos bons produtos quanto a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade? Alegria? Bonomia? São os fins últimos de todas as nossas ações, como já disse o velho Aristóteles. Afinal, tudo o que se faz é com o intuito de ser feliz. Mas para alcançar tais objetivos, o homem necessita passar por uma jornada solitária para definir quais são as condições e escolhas necessárias para tal. A dor é a sua fiel companheira nesse percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Sc7drvavTjI/AAAAAAAAAFw/RPbrKzRtX2c/s1600-h/top-mb3075.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 249px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Sc7drvavTjI/AAAAAAAAAFw/RPbrKzRtX2c/s320/top-mb3075.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318431953503866418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pietà&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Michelangelo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;esculpida entre 1497 e 1499&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Outra injustiçada, representada sempre em vestes negras e com uma grande foice na mão é a morte. É o seu sopro que apaga a luz oferecida pela natureza a todos os seres no momento da criação. Dela, muitos tentam fugir, seja não pensando na sua existência, seja ignorando a velhice e tentando agir como um gurizote, por mais que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;geada dos anos&lt;/span&gt; cubra de branco os seus cabelos. Eles Ignoram que a natureza colocou-a no fim do percurso de todo ser não para castigá-lo, mas porque ela necessita disso para continuar seu ciclo. &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Reparai que somos sábio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;s se seguimos a natureza como um deus, curvando-nos às suas coerções. Ela é o melhor dos guias”&lt;/span&gt;, observou Cícero a seus contemporâneos. Disse ainda ele, &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Aliás, não seria verossímil que, tendo disposto tão bem os outros períodos da vida, ela se precipitasse no último ato como o faria um poeta sem talento. Simplesmente, era preciso que houvesse um fim; que, à imagem das bagas e dos frutos, a vida, espontaneamente, chegada a sua hora, murchasse e caísse por terra. A tudo isso o sábio deve consentir pacificamente. Pretender resistir à natureza não teria mais sentido do que querer – como os gigantes – guerrear contra os deuses”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saber que um dia ela virá desempenhar seu papel não deve ser motivo de tristeza e de medo, pois é graças à ciência da sua inevitabilidade que o homem busca viver da melhor forma possível o tempo que lhe foi dado. É possível que um imortal de 800 anos não conseguisse aproveitar mais do que um homem que vivesse apenas 80, ciente que seu tempo acabaria um dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Sc7qsjY8N0I/AAAAAAAAAF4/7Rc0W0UB2U8/s1600-h/top-mb3075.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 248px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Sc7qsjY8N0I/AAAAAAAAAF4/7Rc0W0UB2U8/s320/top-mb3075.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318446261106128706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Tânatos era a personificação da morte na Mitologia Grega. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diz-se que Tânatos nasceu em 21 de agosto, sendo a sua data de anos o dia favorito para tirar vidas&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(fonte: Wikipédia)&lt;br /&gt;Autor da imagem desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sobre ela, os gregos conjeturavam que era impossível saber se existe algo após o seu abraço. Mesmo acreditando no Hades, sua maior preocupação era viver bem o tempo que lhes fora dado e, no final do percurso, ficar tranqüilo por saber que foi possível participar do ciclo natural e obedecer aos desígnios da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter consciência de que, cada uma a seu tempo, a dor e a morte fazem parte da existência humana permite que o indivíduo valore ainda mais o tempo que lhe é disponível; busque a melhor maneira de aproveitá-lo. É por isso, talvez, que o verdadeiro sábio vislumbra o amanhã sempre com tranqüilidade, e aproveita cada fase da sua vida da melhor maneira possível. Isso é ser Homem. E é essa a mensagem que os gregos quiseram passar ao eternizar a máxima &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“tenha coragem de ser homem e não queira ser um deus”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-556771049548826984?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/556771049548826984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=556771049548826984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/556771049548826984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/556771049548826984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2009/03/outro-dia-certo-professor-indicou-um.html' title='Especulações sobre a &lt;i&gt;Dor&lt;/i&gt; e a &lt;i&gt;Morte&lt;/i&gt;'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Sc7Ua3eE4xI/AAAAAAAAAFY/Vul7iacYmcE/s72-c/295063.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-4868683848409047775</id><published>2008-01-30T20:13:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T20:47:33.040-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Colombianos'/><title type='text'>O amor e o medo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em Memórias de minhas putas tristes, o colombiano Gabriel Garcia Márquez narra as memórias de um homem que está prestes a completar 90 anos e decide ter, como presente de aniversário, uma noite de amor com uma jovem virgem. Mas se engana quem pensa que se trata da história de um velho safado, acima de tudo é uma história de amor, esse sentimento tão falado e ao mesmo tempo tão temido. O narrador passou 90 anos fugindo da possibilidade de amar alguém – inclusive abandonou a noiva no altar – e depois de velho é que se rende a esse sentimento com uma jovem com quem tem uma relação pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um romance, Memórias... é uma reflexão sobre o tempo que passa sem que percebamos; e como deixamos de fazer coisas que desejamos, inclusive, e principalmente, amar, por medo ou acomodação. O tempo parece tão longo, mas passa rápido, muito rápido. Tal qual o narrador, muitas pessoas procuram em amores falsos a forma de não pensar em amores verdadeiros, e sobre isso ele diz uma frase emblemática: &lt;em&gt;“O sexo é consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Após ler esse livro me pareceu uma grande idiotice perder tempo e temer sentir algo por alguém, não apenas com uma conotação erótica, mas com todos os sentidos que a palavra amor pode ter. Afinal, por que tememos tanto se abrir e confiar em alguém? Não importa a idade, 20 ou 90 anos, o tempo é sempre o espaço curto de viver. Então, vamos aproveitar o momento para amar alguém, sem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Para ler começo deste livro, clique em &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT991765-1655,00.html"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT991765-1655,00.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No link &lt;a href="http://www.speculum.art.br/module.php?a_id=328"&gt;http://www.speculum.art.br/module.php?a_id=328&lt;/a&gt; é possível saber mais sobre a vida do escritor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para ler mais alguns textos de Gabo, é só ir ao site Releituras em &lt;a href="http://www.releituras.com/ggmarquez_menu.asp"&gt;http://www.releituras.com/ggmarquez_menu.asp&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-4868683848409047775?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/4868683848409047775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=4868683848409047775' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4868683848409047775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4868683848409047775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2008/01/o-amor-e-o-medo.html' title='O amor e o medo'/><author><name>Cibelli Fogliato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08124810732729981257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-4496543167522619973</id><published>2007-12-17T23:50:00.001-02:00</published><updated>2007-12-18T02:12:37.511-02:00</updated><title type='text'>Empeiría*</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R2c_pb1RjMI/AAAAAAAAAC4/m3gkkYHjEg4/s1600-h/blogosfera-feevy.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145151080372473026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R2c_pb1RjMI/AAAAAAAAAC4/m3gkkYHjEg4/s320/blogosfera-feevy.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Blogosfera segundo um gráfico de &lt;a href="http://blog.alexgirard.com/"&gt;Alex Girard&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*&lt;em&gt;Experiência&lt;/em&gt; em grego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Sobre ela já dizia o velho Aristóteles: “a ciência e a arte vêm aos homens por intermédio da experiência”&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=4496543167522619973#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;. A idéia é velha, muito velha, mas possui grande sentido até hoje. Foi sabendo disso que vestimos a camisa do &lt;strong&gt;¡Sopão de Letras!&lt;/strong&gt;, para começar a aprender (a locução indica modéstia) a fina arte de lidar com o meio digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse a nossa colega Cibelli Fogliato, o objetivo do blog de forma alguma foi fazer jornalismo, apesar de sermos estudantes de jornalismo. A idéia foi a de se ambientar com o meio digital, para aprendermos a lidar com o emaranhado de possibilidades de comunicação que constitui a &lt;em&gt;blogosfera&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=4496543167522619973#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;. A princípio a postagem regular e a pesquisa constante foram obrigações outorgadas pela disciplina de Laboratório de Jornalismo Digital II; por fim, essas atividades tornaram-se um prazer, o que transformou com o tempo a “amarga tarefa” da disciplina em “aprazível diversão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se considerarmos o contato com a &lt;em&gt;blogosfera&lt;/em&gt; como o objetivo geral do trabalho, então parece que conseguimos atingi-lo, como ressaltaram os colegas Piero Pedrazza e Maurício Sena. Entretanto, não creio que nosso contato tenha sido profundo. Com certeza ainda temos que amadurecer muito. Prova disso é o fato de que até o momento a maioria dos nossos leitores adveio de &lt;em&gt;sites&lt;/em&gt; de busca; poucos são os leitores que entram no blog diretamente pelo nosso endereço. A segunda maior fonte de acessos são os blogs dos nossos colegas, que nos &lt;em&gt;linkaram&lt;/em&gt; e que são &lt;em&gt;linkados&lt;/em&gt; por nós&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=4496543167522619973#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo continuar a postar escritos no &lt;strong&gt;¡Sopão de Letras!&lt;/strong&gt;, pois além de ser um exercício de aprimoramento no meio digital, é também uma forma de melhorar a qualidade da minha modesta redação (criticada em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://crateraurbana.blogspot.com/2007/11/na-rede-ii.html"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;outro blog&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;). Nosso objeto de discussão, a literatura latino-americana, é com certeza um prato deveras aprazível; por isso a partir de agora tentarei escrever de modo que o conteúdo da sopa não cause indigestão e nem esteja &lt;em&gt;caliente &lt;/em&gt;o suficiente para queimar o esôfago de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, eu gostaria de dizer que este relato é o último obrigatório dentre os membros do grupo responsável pelo ¡&lt;strong&gt;Sopão de Letras!. &lt;/strong&gt;A partir de agora, o &lt;em&gt;blog &lt;/em&gt;passa a funcionar de maneira autônoma, já que sua obrigação para com a disciplina de Laboratório de Jornalismo Digital II está cumprida. Aos leitores, sejam bem-vindos para participar, tanto escrevendo quanto dando sugestões de leitura. Algumas modificações serão feitas no blog (algumas por vontade nossa, outras involuntárias) . A principal, e que posso adiantar agora, é o fato de que a estrutura de postagens diárias será impossível. Entretanto, o blog será atualizado na medida do possível. Nesse aspecto o assunto abordado pelo blog facilita nosso trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;É a experiência que nos tornará virtuosos, já dizia o velho Aristóteles. Da memória à experiência, à arte e ao conhecimento. Sirvam-se, tem sopão para todos! &lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=4496543167522619973#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; Aristóteles, &lt;em&gt;Metafísica&lt;/em&gt;, I, 1, 981a 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=4496543167522619973#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; "Os blogs, de uma maneira geral, têm como um elemento constitutivo fundamental a criação de links com seus congêneres, num movimento de construção de comunidades de informação, que se retro-alimentam, checam e comparam dados e interpretações, produzindo a multivocalidade que caracteriza a Blogosfera" PALACIOS, Marcos. &lt;em&gt;Blogosfera e jornalismo on-line no Brasil: Porque Noblat, Josias e cia. não fazem Blogs.&lt;/em&gt; In: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://docs.google.com/View?docid=adf4grpvfm38_28gc7rm9"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;http://docs.google.com/View?docid=adf4grpvfm38_28gc7rm9&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;. Acesso em 17.12.2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=4496543167522619973#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; Essa análise é possível graças ao &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sitemeter.com/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Sitemeter&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-4496543167522619973?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/4496543167522619973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=4496543167522619973' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4496543167522619973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4496543167522619973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/12/blog-post_17.html' title='Empeiría*'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R2c_pb1RjMI/AAAAAAAAAC4/m3gkkYHjEg4/s72-c/blogosfera-feevy.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-5501548842840310818</id><published>2007-12-14T12:46:00.000-02:00</published><updated>2007-12-14T12:55:49.317-02:00</updated><title type='text'>Isso não é adeus, é até logo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Concordo plenamente com meus amigos e companheiros do blog: a experiência adquirida participando da blogosfera suplanta horas – e livros – de teoria. Para falar deste blog é imprescindível falar do semestre passado. Como esquecer todas as tardes que a turma passou discutindo sobre o ambiente digital? Não foram poucas as vezes que saímos do 74 de noite, um frio desgraçado, ainda discutindo os (muitos) textos que havíamos lido. Um dos temas que mais provocou estranhamento foi, justamente, a blogosfera. Como a maioria nunca tinha postado na vida, isso era algo realmente nebuloso, sem falar na grande questão: é possível fazer jornalismo em um blog? Isso, confesso, não sei responder: tem a teoria, o habitus, o nosso amado Bourdieu... De qualquer forma, a proposta não era fazer um blog de jornalismo, mas participar do ambiente digital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando montamos o grupo para construção do blog, tivemos dificuldades para escolher um tema capaz de agradar os cinco integrantes. Apesar de todos sermos amigos, os gostos, muitas vezes, são díspares. Como alguns integrantes gostam de Animes, “inscrevemos” nosso blog com esse tema no semestre passado; paralelamente, porém, discutíamos uma forma de conciliar o interesse de todos. A resposta veio uma semana antes de iniciar o blog, por sugestão do nosso filósofo Jorge Robespierre: se todos gostavam de ler, por que não um blog sobre livros? A proposta foi aceita por todos e começamos a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler um livro por semana foi a melhor e a pior coisa na construção do blog. A necessidade de cumprir a tarefa me obrigou a ler muitos livros que eu “namorava” na biblioteca, mas não lia por falta de tempo - foi graças ao blog que eu descobri Álvaro Mutis, um autor colombiano desconhecido até por aqueles que gostam de literatura latino-americana. Porém, conforme os trabalhos da faculdade se acumulavam, ler um livro por semana mostrou-se uma tarefa árdua: muitas vezes não dormi para ler “o livro do blog”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo inicial do trabalho – inserir-se na blogosfera e no ambiente digital –, creio, foi alcançado. Trabalhar com hipertexto, aliás, foi um aspecto bastante gratificante do trabalho, pois a necessidade de conseguir links interessantes para os nossos leitores nos obrigou a navegar muito na Internet. O blog continuará existindo, agora sem a pressão de valer nota para a cadeira de Digital II. Eu pretendo continuar como mestre-cuca com a companhia de meus valorosos amigos. Aos nossos leitores, até logo!&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-5501548842840310818?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/5501548842840310818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=5501548842840310818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5501548842840310818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5501548842840310818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/12/isso-no-adeus-at-logo.html' title='Isso não é adeus, é até logo...'/><author><name>Cibelli Fogliato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08124810732729981257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-189117842081331928</id><published>2007-12-13T23:43:00.000-02:00</published><updated>2007-12-14T01:54:54.100-02:00</updated><title type='text'>Experiência</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Experiência: ato ou efeito de experimentar; habilidade e perícia adquiridas com o exercício de uma arte ou ofício".&lt;/em&gt; Ratificando as palavras dos amigos Piero Pedrazza e Maurício Senna, experiência bastante válida e estimulante. Apesar de estar atrelada a uma disciplina do Curso de Jornalismo, a liberdade de escolha do tema e organização das postagens foi talvez um dos fatores que mais contribuíram para tornar a atividade tão gratificante.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No início, a idéia de participar pela primeira vez da construção de um blog, associando a literatura com esta ferramenta relativamente embrionária, pareceu-me um tanto incerta em relação a sua efetividade. Não são muitos os blogs construídos a partir de análises ou mesmo comentários de obras literárias. Além disso, por desconhecer a dinâmica de um blog, imaginei que dificilmente iríamos inserir nosso trabalho na blogosfera.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passadas as primeiras postagens, os resultados começaram a aparecer. Amigos e conhecidos para os quais eu jamais falei sobre a participação no "Sopão de Letras" elogiaram o nosso trabalho. Através dos comentários, concluí que essas pessoas estavam realmente lendo os nossos posts, assim como o que você leitor está fazendo neste exato momento. Isso prova que eu estava significativamente equivocado com relação à suposição inicial. Ainda bem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A disciplina de Laboratório de Jornalismo Digital será concluída, mas o "Sopão de Letras" vai continuar de forma independente e provavelmente com novos mestres-cucas. Independentemente das trocas de integrantes ou novas dificuldades relacionadas à conciliação da atividade com a graduação, pretendo continuar contribuindo com o blog. Então, para todos vocês leitores, até a próxima postagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-189117842081331928?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/189117842081331928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=189117842081331928' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/189117842081331928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/189117842081331928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/12/blog-post_13.html' title='Experiência'/><author><name>Lucas Faustino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12233872528026111250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-7786636719826602577</id><published>2007-12-13T11:18:00.000-02:00</published><updated>2007-12-13T11:19:08.371-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como já foi dito esse blog é uma proposta de trabalho da disciplina de Laboratório de Jornalismo Digital, uma experiência estimulante, que fez com que os mestres cucas, todos com a literatura latino americana em comum pudessem expor seus conhecimentos acadêmicos, e muitas vezes empírico. Como auto critica não posso deixar de falar no atraso de meus posts, como esse por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta-feira logo após o programa ao vivo que temos (já foi comentado pelo nosso querido amigo Piero Pedrazza), não é um dos dias mais livres para se postar. O esforço e perseverança do grupo para trazer o melhor conteúdo e fazer  uma analise que realmente trouxesse “sustância” para as pessoas que acessam o blog não foi pouca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior dos desafios que foi de estar inserido na blogosfera me parece que foi alcançado em parte, pois conseguimos até certo ponto um dialogo com interessados nessa área. As varias formas de ver determinada pelos integrantes desse grupo, sempre forma discutidas. Na verdade a escolha do tema nos favoreceu muito, em minha opinião, tem coisa melhor do que falar sobre livros?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora passamos a uma nova fase, é claro se eu convencer alguns malucos a continuarem postando, essa nova fase não estará atrelada à avaliação de uma disciplina da faculdade, onde eu e alguns mestres cucas continuaremos a recomendar bons livros da literatura latino americana. Os links de temas relacionados ao livro comentado a foto serão utilizados com freqüência para contextualizar e melhor ilustrar nossa proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos que acessaram muito obrigado  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-7786636719826602577?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/7786636719826602577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=7786636719826602577' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7786636719826602577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7786636719826602577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/12/como-j-foi-dito-esse-blog-uma-proposta.html' title=''/><author><name>Mauricio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11670673212982601926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-55agaW6Tssg/TpLjHhQNnTI/AAAAAAAAADE/SUYrQOJOUqw/s220/PICT0209.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-5264693494687494544</id><published>2007-12-12T00:40:00.000-02:00</published><updated>2007-12-12T00:41:43.880-02:00</updated><title type='text'>Muito obrigado</title><content type='html'>Post a post acredito que o objetivo do blog sopão de letras foi alcançado. Após o desafio de ler um livro por semana foi possível apresentar um panorama da literatura latino americana. Apesar de todos os meus posts serem de autores brasileiros e a maioria deles gaúchos, o grupo conseguiu fazer um apanhado mais geral da literatura do nosso continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A criação dos posts exigiu muito dos mestres-cucas, pois entre outros trabalhos e provas nem sempre disponibilizávamos de tempo para ler nossos livros. Fato que às vezes me fez comentar livros lidos em outros anos ou quando se tratava do estudo de um conto ou poema ler somente o analisado e não a obra completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            De quinze em quinze dias na cadeira de laboratório de rádiojornalismo II  apresentamos um programa ao vivo e como sua produção se acumulava para a terça-feira isso dificultou ainda mais a postagem na data e hora previstas. Apesar de não possuirmos dados consistentes do nosso alcance na blogosfera, através do sitemeter sabemos que nosso blog foi acessado por pessoas de diversas cidades e estados do país e que algumas dessas pessoas eram nos visitavam regularmente. Contudo vale a ressalva que, possivelmente, um terço de nossos acessos sejam obra de minha querida mamãezinha.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A experiência prática foi válida conforme foi à dedicação empenhada aos posts do blog. A oportunidade de aprender escrevendo mesmo qual é a linguagem que deve ser utilizada na internet foi o principal benefício do exercício. Bom, agora então encerro minha participação no sopão de letras entregando meu chapéu de mestre-cuca e me despedindo de meus leitores. De novo muito obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-5264693494687494544?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/5264693494687494544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=5264693494687494544' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5264693494687494544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5264693494687494544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/12/muito-obrigado.html' title='Muito obrigado'/><author><name>Piero Carlo Pedrazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12136214387180766463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-1269432570897647391</id><published>2007-12-11T23:52:00.001-02:00</published><updated>2007-12-11T23:52:56.329-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-1269432570897647391?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/1269432570897647391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=1269432570897647391' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1269432570897647391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1269432570897647391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/12/blog-post_11.html' title=''/><author><name>Piero Carlo Pedrazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12136214387180766463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-4845630311050016321</id><published>2007-12-10T09:10:00.000-02:00</published><updated>2007-12-10T22:14:46.565-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>A Arte de Flanar*</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R13NkveHJMI/AAAAAAAAACw/QG9DQ1Zv3nU/s1600-h/joaodorio_jcarlos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142492380628722882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R13NkveHJMI/AAAAAAAAACw/QG9DQ1Zv3nU/s320/joaodorio_jcarlos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João do Rio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Charge: J. Carlos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Revista Careta: 1910&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua continua, matando substantivos, transformando a &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;significação dos termos, impondo aos dicionários as palavras que&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;inventa, criando o calão que é o patrimônio clássico dos léxicons &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;futuros. (...) É preciso ter espírito vagabundo, cheio de&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;incompreensível, é preciso ser aquele que chamamos flâneur &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;e praticar o mais interessante dos esportes - a arte de flanar. (...)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, (...) ter o&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;vírus da observação ligado ao da vadiagem. (...) É &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;inteligência. Nada como o inútil para ser artístico. Daí o &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;desocupado flâneur ter sempre na mente dez mil coisas &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Trecho de &lt;em&gt;A Alma Encantadora das Ruas, &lt;/em&gt;de João do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Prezados leitores, convenhamos! Em geral estamos tão absortos em nossos deveres que nem percebemos o que ocorre por aí. Nossas excessivas preocupações dão sentido àquela estupidez de achar que o nosso umbigo é o centro do mundo. Em &lt;em&gt;A alma encantadora das ruas&lt;/em&gt; (1910), Paulo Barreto (conhecido como João do Rio) faz a crônica boêmia da cidade do Rio de Janeiro e de seus tipos populares no final do século XIX. Trago essa obra para a contemporaneidade porque hoje em dia parecem faltar &lt;em&gt;flâneurs, &lt;/em&gt;no nosso (aparente) pacato dia-a-dia&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Quando caminho pelas ruas de Santa Maria, o que vejo no semblante da maioria das pessoas é um olhar taciturno com a cabeça baixa, ou ainda com o olhar fixo em alguma coisa para além de onde a pessoa está, provavelmente devido a muitas preocupações e obrigações. Foi por causa disso que perdi meu velho costume interiorano de dar "bom dia" às pessoas. Cadê o nosso "espírito vagabundo"?&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Minha geração (tenho 22 anos) foi criada sob ditos do tipo “come o fígado do teu próximo senão ele comerá o teu. Seja o primeiro! Porque, se você não for, não passarás de uma doméstica ou de um gari”. O engraçado é que nos pedem para sermos caridosos e solidários com o próximo, mas nos criaram individualista e materialistamente. É óbvio que esses valores não são equivocados, claro que não. A auto-suficiência não será completa se não houver independência econômica. Essa é a base para se viver nos moldes atuais. Como dizia um conhecido, "até o mais vermelho dos marxistas quer, no fundo, virar burguês". Mas isso não é a garantia para se viver bem. Acredito que o mal-entendido esteja no “viver bem”. &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, ainda há &lt;em&gt;flâneurs &lt;/em&gt;em Santa Maria, tenho certeza. Todos aqueles senhores que têm o cabelo esbranquiçado pela &lt;em&gt;geada dos anos, &lt;/em&gt;sempre presentes no Calçadão pelas manhãs, são um bom exemplo. Onde mais podemos encontrá-los? Suspeito que em qualquer boteco barato da cidade. Deve ser por isso que me sinto tão faceiro ao ir com meus excelentíssimos colegas de faculdade a esses recintos. &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aluno universitário, eis outra estirpe muito adepta à arte de flanar. Analisar o modo dos outros, os próprios, os acontecimentos da política nacional e internacional, os esportes, os eventos da cidade, alguns conceitos filosóficos, sociológicos e antropológicos, gibis, filmes, músicas, personalidades, explanar algo sobre as mulheres (elas são sempre uma fonte muito rica de comentários). Sobre as mulheres já dizia o glorioso Erasmo de Roterdã (1466-1536) no seu &lt;em&gt;Elogio da Loucura&lt;/em&gt;: "Antes de tudo, têm elas o atrativo da beleza, que com razão preferem a todas as outras coisas, pois é graças a esta que exercem uma absoluta tirania mesmo sobre o mais bárbaro dos tiranos".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enfim, com uma(s) garrafinha de cerveja um universitário torna-se um exímio representante da classe dos &lt;em&gt;flâneur&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;João do Rio era jornalista, e já no início do século XX percebia que essa prática de se "admirar e reparar as coisas" era fundamental para a atividade jornalística. Uma das características do jornalismo atual é a pouca disponibilidade de tempo. Como dizem por aí, a famosa &lt;em&gt;deadline &lt;/em&gt;não perdoa! Se o tempo é tão escasso, como observar de maneira eficaz o que acontece na nossa volta? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, eu gostaria de dizer que doces são as tardes de um &lt;em&gt;flâneur&lt;/em&gt;. Alguns chamam estes intrépidos varões de vagabundos, mas na verdade são esses passeios ociosos e discussões despreocupadas que permitem aos indivíduos assimilar conceitos adquiridos nos mais variados ambientes. Até os gregos sabiam que para o exercício intelectual é necessário tempo, isso há mais de dois mil anos. &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;E então, acompanham-me a um bar para &lt;em&gt;jogar conversa fora&lt;/em&gt;?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Passear ociosamente; vadiar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre João do Rio: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_do_Rio"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_do_Rio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-4845630311050016321?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/4845630311050016321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=4845630311050016321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4845630311050016321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4845630311050016321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/12/arte-de-flanar.html' title='A Arte de Flanar*'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R13NkveHJMI/AAAAAAAAACw/QG9DQ1Zv3nU/s72-c/joaodorio_jcarlos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-1074960128829801840</id><published>2007-12-09T15:08:00.000-02:00</published><updated>2007-12-09T15:13:16.349-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>30 Anos sem Clarice</title><content type='html'>Nesta semana a grande escritora Clarice Lispector nascida na Tchecoslováquia e naturalizada brasileira comemoraria 87 anos. Clarice chega ao Brasil com apenas 2 anos, aos 5 sua mãe ficou paralítica devido a uma doença e então passou a ser cuidada pela irmã mais velha Elisa e aos oito anos aprendeu a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Um ano depois sua mãe morre, Clarice começa a estudar piano e hebraico e já escreve uma peça de teatro. A autora manda seus textos para o Diário de Pernambuco que os recusa. Em 1932 ingressa no Ginásio Pernambucano e em 1935 muda-se para o Rio de Janeiro. Aos 17 anos faz o curso complementar com o objetivo de mais tarde cursar direito na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Passando por mais uma crise financeira Clarice leciona português e matemática alem de aprender datilografia e inglês. Começa a cursar direito e a trabalhar secretaria de um escritório de Advocacia em 1939. No ano seguinte tem alguns de seus contos publicados e inicia sua carreira de jornalista na Agencia Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Escreve seu primeiro romance “Perto do Coração Selvagem” que é bem recebido pela critica, casa-se com Maury Gurgel Valente, seu colega de faculdade, e muda-se para Nápoles com ele. Na Itália lança seu segundo romance “O Lustre” em 1944 e ganha o premio Graça Aranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em 1948 Clarice tem seu primeiro filho Pedro, publica seu terceiro romance “A Cidade Sitiada” e então volta ao Brasil. Dois anos depois sofre um aborto espontâneo e após mais dois anos se forma em direito e vai morar nos EUA onde tem seu segundo filho Paulo.&lt;br /&gt;            Aos 39 anos se divorcia e volta para o Brasil com os filhos, aos 40 publica o livro de contos “Laços de Família”, que recebe o Prêmio Jabuti, aos 41 finalmente consegue publicar seu quarto romance “A Maçã no Escuro”, que começara a escrever 9 ano antes, e aos 44 publica outro livro de contos “A Legião”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em 1966, enfrentado mais uma crise financeira, tendo de cuidar da saúde e educação de seus filhos Clarice adormece com um cigarro aceso que acaba por incendiar seu quarto e a deixando por dois meses internada num hospital com queimaduras por todo o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Publica então dois livros infantis “O Mistério do Coelho Pensante” em 1967 e “A Mulher que Matou os Peixes” em 1968 e então os romances “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres” em 1969 e “Objeto Gritante” em 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Clarice não para de publicar livros até sua morte em 1977, sua obra é reconhecida principalmente depois de seu falecimento. Analisemos então o conto Laços de Família do livro de mesmo nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Laços de Família trata dos sentimentos que existem dentro da família mesmo sem que esses sejam expressos. Do amor que existe independentemente de declarações, do ciúme que esse pode causar e também fala do peso do silêncio na relação da personagem Severina e seu genro que apesar de não se gostarem muito manterem uma relação perfeitamente cordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Confira uma entrevista com a autora no link: http://www.youtube.com/watch?v=1aF7QwPGS1Y .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-1074960128829801840?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/1074960128829801840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=1074960128829801840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1074960128829801840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1074960128829801840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/12/30-anos-sem-clarice.html' title='30 Anos sem Clarice'/><author><name>Piero Carlo Pedrazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12136214387180766463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-5979672665268562876</id><published>2007-12-07T21:32:00.000-02:00</published><updated>2007-12-07T22:03:26.117-02:00</updated><title type='text'>A Descoberta da Identidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;post&lt;/span&gt; é sobre o livro “A Descoberta da América (que ainda não houve)” do escritor Eduardo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Galeano&lt;/span&gt;. Eu já comentei sobre o autor uruguaio em um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;post&lt;/span&gt; anterior (23 de Novembro), mas, como é o fim de um ciclo, resolvi escrever sobre um livro que trata desta parte do continente que foi o tema de nossas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;postagens&lt;/span&gt;: a América Latina. O continente latino-americano é tema recorrente deste autor e este livro discute, entre outras coisas, sobre o que representa o ofício de escritor no continente – seria este trabalho capaz de provocar verdadeiras mudanças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Galeano&lt;/span&gt; discorre sobre dez erros ou mentiras sobre a cultura e a literatura latino-americana. Entre os exemplos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;idéias&lt;/span&gt; criticadas está aquela que diz que a nossa literatura é barroca porque a nossa natureza é exuberante. O autor pensa, também, no problema do acesso aos livros – num continente onde nem todos têm o que comer, quantos têm acesso à literatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor oriental mostra nosso continente de uma forma nua e crua e lembra o quanto dos problemas de hoje são herança do período de colonização &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;européia&lt;/span&gt;. O modo de vida livre e sem propriedade dos habitantes pré-colombianos são reiteradamente citados pelo autor. Ele lembra, por exemplo, que a homossexualidade era uma prática aceita em boa parte do continente e que foi duramente reprimida pelos colonizadores. Hoje, a América Latina é um continente extremamente conservador e machista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conhecemos nosso continente. Lemos autores de várias partes do mundo, mas torcemos o nariz para quem escreve aqui. Imitamos modos culturais europeus e norte-americanos (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;estadunidenses&lt;/span&gt;?) e massacramos a nossa cultura, identificando-a como bárbara e atrasada. Nossa terra tem grandes problemas, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Galeano&lt;/span&gt; não se furta de mencioná-los nesse e em seus outros livros. Ele, porém, mostra a beleza de ser que nós temos, e é isso que me agrada tanto nele. Não consigo imaginar outro autor para comentar neste &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;post&lt;/span&gt;. A América Latina é um continente que precisa ser descoberto, principalmente pelos seus. Precisamos nos olhar sem procurar enxergar a imagem do colonizador, seja o europeu de antes ou o norte-americano de hoje. Ser um latino-americano não é ser um índio, um europeu ou um africano, mas não sabemos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o que é. A América continua sendo o Novo Mundo, aquele que espera para ser grande; quando, ninguém sabe. Deixar de ser a eterna promessa de bem-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;aventurança&lt;/span&gt; e ser o futuro agora depende de nós, de gostarmos e lutarmos pelo que somos. Não sei se os textos desse blog ajudam de alguma forma nessa tarefa, mas espero, sinceramente, que sim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Para ler alguns textos sobre a América Latina, clique em &lt;a href="http://antonioluizcosta.sites.uol.com.br/Alatina.htm"&gt;http://antonioluizcosta.sites.uol.com.br/Alatina.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Sobre a forma com o continente é representado no jornalismo brasileiro, veja o texto &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=557"&gt;http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=557&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E no link &lt;a href="http://www.latinoamericano.jor.br/"&gt;http://www.latinoamericano.jor.br/&lt;/a&gt; é possível ver algumas reportagens sobre a América Latina.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;"Somos o que fazemos, e sobretudo o que fazemos para mudar o que somos: nossa identidade reside na ação e na luta".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Galeano &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-5979672665268562876?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/5979672665268562876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=5979672665268562876' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5979672665268562876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5979672665268562876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/12/descoberta-da-identidade.html' title='A Descoberta da Identidade'/><author><name>Cibelli Fogliato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08124810732729981257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-2092390108733384543</id><published>2007-12-03T20:51:00.000-02:00</published><updated>2007-12-04T02:47:42.384-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Peruanos'/><title type='text'>LATINA, América.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R1TRQsDh_jI/AAAAAAAAACo/BzJZ0aQHdtk/s1600-R/sebastiao_salgado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139963159370661426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R1TRQsDh_jI/AAAAAAAAACo/z-GXK4HfCno/s320/sebastiao_salgado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Atillo, Equador, 1982.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foto de &lt;a href="http://www.terra.com.br/sebastiaosalgado/index.htm"&gt;Sebastião Salgado&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Durante minha última aula de Fotojornalismo, estava folheando as páginas do livro &lt;em&gt;Outras Américas&lt;/em&gt;, do renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. Esse livro contém fotos que expressam a extrema pobreza de algumas regiões da América Latina. São fotos marcantes, que nos fazem repensar se de fato vivemos em um mundo de tantas oportunidades, como dizem por aí. Essas fotografias são, de certa forma, uma representação visual daquilo já sustentado por autores como, por exemplo, Eduardo Galeano, no seu &lt;em&gt;As Veias Abertas da América Latina. &lt;/em&gt;Ao ler o texto de Eduardo Galeano, nos perguntamos: "mas será que não há exagero nisto?"; as fotos de Sebastião Salgado nos permitem negar essa hipótese. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Uma inquietação surgiu nesse momento: quantos outros escritores e intelectuais já refletiram sobre a América e suas mazelas? Quantos pseudo-intelectuais e demagogos se utilizam disso esporadicamente com fins fajutos? Quantos humildes agonizam diariamente por causa disso? Obviamente seria ingenuidade tentar delimitar um número, mas uma coisa é certa, há muitos personagens - independente da época - que se enquadram nessas três categorias, provavelmente ainda mais na terceira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Na &lt;em&gt;Blogosfera &lt;/em&gt;encontrei os nostálgicos versos de &lt;em&gt;Notas del Alma Indígena, &lt;/em&gt;do escritor peruano José Santos Chocano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Notas del Alma Indígena**&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¡Quién sabe!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Indio que asomas a la puerta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;de esta tu rústica mansión: .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;para mi sed no tienes agua?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;para mi frío, cobertor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¿parco maíz para mi hambre?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¿para mi sueño, mal rincón?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¿breve quietud para mi andanza?...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;-¡Quién sabe, señor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Indio que labras con fatiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Tierras que de otros dueños son:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¿ignoras tú que deben tuyas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;ser, por tu sangre y tu sudor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¿ignoras tú que audaz codicia,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;siglos atrás, te las quitó?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¿ignoras tú que eres el Amo?...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;-¡Quién sabe, señor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Indio de frente taciturna&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;y de pupilas sin fulgor:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¿qué pensamiento es el que escondes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;en tu enigmática expresión?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¿qué es lo que buscas en tu vida?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¿qué es lo que imploras a tu Dios?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¿qué es lo que sueña tu silencio?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;-¡Quién sabe, señor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;¡Oh raza antigua y misteriosa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;de impenetrable corazón,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;que sin gozar ves la alegría&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;y sin sufrir ves el dolor:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;eres augusta como el Ande,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;el grande Océano y el Sol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Ese tu gesto que parece&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;como de vil resignación,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;es de una sabia indiferencia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;y de un orgullo sin rencor..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Corre en mis venas sangre tuya,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;y, por tal sangre, si mi Dios&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;me interrogase qué prefiero&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- cruz o laurel, espina o flor,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;beso que apague mis suspiros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;o hiel que colme mi canción&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;responderíale dudando:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;-¡Quién sabe, señor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R1St68Dh_iI/AAAAAAAAACg/b-YjX-F0L9M/s1600-R/jose_santos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139924302801534498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 167px; CURSOR: hand; HEIGHT: 303px" height="286" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R1St68Dh_iI/AAAAAAAAACg/7qV5tKI77As/s320/jose_santos.jpg" width="167" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O autor peruano nasceu em Lima, Peru. Foi grande defensor do americanismo, revolucionário ferrenho, protetor dos índios e opositor do imperialismo norte-americano. Foi preso várias vezes. Foi assassinado no Chile.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;"fue un poeta peruano, conocido también con el seudónimo de &lt;strong&gt;El Cantor de América&lt;/strong&gt;. En su poesía describe y representa a su país, el Perú&lt;/em&gt;&lt;em&gt;. Es comúnmente conocido por la mayoría de peruanos y muchos escritores se refieren a él, abreviada y simplemente, como Chocano". &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(Extraído de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Santos_Chocano"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;José Santos Chocano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;José Santos Chocano &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(1867-1935)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O autor do poema pertence a primeira classe, a dos intelectuais que refletem sobre as agonias da América; os personagens deste seu poema - os índios - à terceira. Os índios foram aqueles que, durante o processo de exploração das Américas, padeceram por causa da ganância dos portugueses e espanhóis (isso sem citar os colonizadores ingleses da América do Norte, que simplesmente dizimaram os nativos do continente*). O poema retrata o índio após o processo exploratório, fazendo referência ao semblante triste que compõe a feição do indígena latino-americano, e também às incertezas quanto ao seu futuro, da mesma forma que as fotos de Sebastião Salgado. &lt;em&gt;Indio de frente taciturna /y de pupilas sin fulgor: / ¿qué pensamiento es el que escondes / en tu enigmática expresión? / ¿qué es lo que buscas en tu vida? / ¿qué es lo que imploras a tu Dios? / ¿qué es lo que sueña tu silencio? / -¡Quién sabe, señor!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Para comprovar as condições das pessoas que o poema de José Santos Chocano defende, não é necessário irmos muito longe, nem lermos autores com citações ameaçadoras como Eduardo Galeano ou ver fotos consagradas como as de Sebastião Salgado. Até aqui no calçadão de Santa Maria é fácil observarmos pessoas desgarradas com modos taciturnos, sem muitas expectativas em relação ao porvir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Para finalizar, eu gostaria de citar um dos elementos mais interessantes de se consumir literatura latino-americana: é uma forma de conhecermos a nossa gente, as nossas origens. Graças às misturas &lt;em&gt;do nosso sopão, &lt;/em&gt;tem sido possível conhecer realidades aparentemente novas. "Aparentemente" porque percebemos que, no fundo, essas realidades "estranhas" são tão similares a nossa a ponto de afirmarmos que brasileiros, peruanos, argentinos, paraguaios, uruguaios, dominicanos, mexicanos e outros, compõem todos um só corpo e uma só alma.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Observações: a foto de Sebastião Salgado foi retirada de seu &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.terra.com.br/sebastiaosalgado/index.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;site oficial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Para saber um pouco mais sobre a colonização norte-americana, e o massacre dos índios de lá, leiam &lt;em&gt;Enterrem Meu Coração na Curva do Rio, &lt;/em&gt;de Dee Brown. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;**O poema foi retirado do site PoesiaLatinoamericana, que consta na lista de sites sugeridos por este blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-2092390108733384543?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/2092390108733384543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=2092390108733384543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/2092390108733384543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/2092390108733384543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/12/latino-amrica.html' title='LATINA, América.'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R1TRQsDh_jI/AAAAAAAAACo/z-GXK4HfCno/s72-c/sebastiao_salgado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-4791640615232495879</id><published>2007-11-30T22:06:00.000-02:00</published><updated>2007-12-04T18:07:05.486-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Colombianos'/><title type='text'>Viagem às selvas tropicais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O escritor e poeta colombiano &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Alvaro&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Mutis&lt;/span&gt; é muito prestigiado na literatura de língua espanhola, apesar de não ser muito conhecido no Brasil – para variar, eu não sei quando os brasileiros perderão essa resistência à belíssima literatura latino-americana e conhecerão as maravilhas que foram escritas na língua de Cervantes. Enfim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Mutis&lt;/span&gt; já recebeu vários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;prêmios&lt;/span&gt; e sua personagem mais conhecida é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Maqroll&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;gaveiro&lt;/span&gt;, um marinheiro que se envolve em muitas aventuras. Na década de 90, foram publicadas as sete novelas que compõem a narrativa do aventureiro misterioso, algumas delas já editadas em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro comentado neste &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;post&lt;/span&gt; é “A neve do Almirante”, que narra a aventura de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Maqroll&lt;/span&gt; subindo o rio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Xurandó&lt;/span&gt; para negociar madeira. Mais importante do que o resultado final é a viagem em si, narrada em diário pelo marinheiro. As personagens encontradas no caminho beiram muitas vezes o grotesco e mostram a vida que passa mansa e sem esperança nas selvas tropicais. A floresta, aliás, é muito importante na narrativa. Assustadora, grandiosa e sufocante, a mata age &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;diretamente&lt;/span&gt; nas personagens. O livro mostra a realidade de abandono e a forma como os interesses de poderosos – &lt;em&gt;os mais espertos&lt;/em&gt; - interferem na vida da região. O livro, porém, está longe de ser um manifesto sobre os problemas desta parte do mundo. É, antes de tudo, uma viagem filosófica onde o protagonista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;reflete&lt;/span&gt; sobre a vida e a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do livro, há outros textos sobre a mesma personagem, vivendo outras histórias. Isso dá vontade de conhecer mais sobre a vida de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Maqroll&lt;/span&gt;, ler as outras novelas sobre ele. Não sei se todas estão disponíveis em português, provavelmente não (não achei referências à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;coletânea&lt;/span&gt; em português na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Internet&lt;/span&gt;). Para quem lê em espanhol ou em inglês, fica a dica das sete novelas. Para quem só lê em português, o jeito é conhecer o que já foi publicado por aqui e rezar para que os outros livros sejam traduzidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler uma entrevista que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Mutis&lt;/span&gt; concedeu ao jornal Estado de São Paulo, clique em &lt;a href="http://www.estado.com.br/editorias/2006/01/29/cad28218.xml"&gt;http://www.estado.com.br/editorias/2006/01/29/cad28218.xml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No blog de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Adelto&lt;/span&gt; Gonçalves – especialista em Literatura Espanhola, Literatura Hispano-Americana e Literatura Portuguesa – é possível saber um pouco mais sobre outro livro que narra as aventuras de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Maqroll&lt;/span&gt;, “A última escala do velho cargueiro”.É só clicar em&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blog.comunidades.net/adelto/index.php?op=arquivo&amp;amp;pagina=34&amp;amp;mmes=07&amp;amp;anon=2005"&gt;http://blog.comunidades.net/adelto/index.php?op=arquivo&amp;amp;pagina=34&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;mmes&lt;/span&gt;=07&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;anon&lt;/span&gt;=2005&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível saber um pouco mais sobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Mutis&lt;/span&gt; e sua poesia em&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.revista.agulha.nom.br/bh5mutis2.htm"&gt;http://www.revista.agulha.nom.br/bh5mutis2.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para ler um trecho do livro "A neve do Almirante ", vá até&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u58176.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u58176.shtml&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-4791640615232495879?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/4791640615232495879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=4791640615232495879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4791640615232495879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4791640615232495879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/viagem-s-selvas-tropicais.html' title='Viagem às selvas tropicais'/><author><name>Cibelli Fogliato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08124810732729981257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-3957433981887906448</id><published>2007-11-30T15:46:00.000-02:00</published><updated>2007-12-03T20:44:10.468-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>A Última Crônica</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1.25cm" align="justify"&gt;Fernando Tavares Sabino, mineiro de Belo Horizonte nasceu em 12 de outubro de 1923. Desde criança gosta de música e de ler, teve sua primeira obra publicada “Agus”, um romance policial, pela iniciativa de seu irmão Gerson pouco tempo depois contribui para a formação do jornal “A Inúbia”. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1.25cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao final do curso no Ginásio Mineiro Fernando ganha a medalha de ouro de melhor aluno da classe, e a partir daí tem seus textos publicados regularmente pelas revistas: “Belo Horizonte” e “Alterosas”, e vence também vario concursos de crônicas e contos sobre rádio. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1.25cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Disputou também vários campeonatos de natação e em muitos deles foi o vencedor. Ficou em segundo lugar na Maratona Nacional de Português e Gramática Histórica, perdendo apenas para Hélio Pellegrino, seu ex-colega de ginásio. Em resumo, sempre foi um aluno Brilhante. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1.25cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dos 18 aos 21 anos presta serviço militar a Arma de Cavalaria do CPOR. Então inicia o a faculdade de direito e ingressa no jornalismo como editor da “Folha de Minas” e tem seu primeiro livro lançado “Os Grilos não Cantam Mais”, que é muito bem recebido pela crítica. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1.25cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1942 foi funcionário da secretaria de finanças de Minas Gerais e leciona Português no Instituto Padre Machado. Em 1943 é nomeado oficial do gabinete do secretário da agricultura e faz um estágio no Quartel de Cavalaria de Juiz de fora. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1.25cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos depois se forma em Direito e se muda para o Estados Unidos onde trabalha no Escritório Comercial do Brasil e depois no Consulado Brasileiro e mais quatro anos depois, já de volta ao Brasil, reúne vários de seus textos escritos nos Estados Unidos e publica no livro “A Cidade Vazia” &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1.25cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1956 publica o romance “O encontro Marcado”, que foi um grande sucesso e parte a viver apenas de suas criações literárias. Também cria roteiros e textos documentários para varias empresas brasileiras. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1.25cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ganha o prêmio Cinaglia do Pen Club pelo livro “A Mulher do Vizinho” Em 1966 cobre a Copa do Mundo de futebol para o “Jornal do Brasil” e daí em diante não para mais de viajar e publicar contos, crônicas e livros pelo mundo inteiro. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1.25cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bom, vamos então ao que mais nos interessa “A Última crônica”. Basicamente esta crônica nos mostra que para sermos felizes devemos perceber cada pequeno detalhe do que acontece ao nosso redor e valorizar cada momento de alegria que temos. Para vivenciar mais um desses momentos acesse &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,255)"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.releituras.com/i_samuel_fsabino.asp"&gt;http://www.releituras.com/i_samuel_fsabino.asp&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt; .&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-3957433981887906448?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/3957433981887906448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=3957433981887906448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/3957433981887906448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/3957433981887906448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/ltima-crnica.html' title='A Última Crônica'/><author><name>Piero Carlo Pedrazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12136214387180766463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-3958120183265803805</id><published>2007-11-29T22:10:00.000-02:00</published><updated>2007-11-29T23:02:40.210-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>Cabeça de Bagre Histórias do futebol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ciro Knackfuss&lt;/em&gt;, nascido em Santa Maria da Boca do Monte em 15 de Abril de 1952, é doutor em Educação Física e professor titular do Centro de Educação Física e Desportos da UFSM. Segundo ele mesmo, um "Cabeça-de-Bagre" (jogador de futebol com habilidades não acima da média) apaixonado por futebol que "até hoje, faça chuva ou faça sol, corre atrás da bola nos campeonatos de veteranos da cidade universitária".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na noite de ontem, quarta-feira, lançou o livro "&lt;em&gt;Cabeça-de-Bagre histórias do futebol&lt;/em&gt;". As 23 crônicas da obra, com um toque de humor-pitoresco, trazem um pouco da história do futebol de Santa Maria. Algumas delas foram inclusive publicadas na revista "&lt;em&gt;Garganta do Diabo&lt;/em&gt;", da década de 90.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O livro apresenta histórias presenciadas pelo próprio autor, assim como narrativas curiosas sobre futebol que Ciro ouviu dos amigos. Algumas das suas experiências inusitadas no futebol amador e profissional estão presentes na obra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando jogava no poderoso "&lt;em&gt;Mustangue do Marqueto&lt;/em&gt;", "campeoníssima agremiação de veteranos fundada em 1986", Ciro foi o protagonista de uma das mais divertidas crônicas do "Cabeça-de-Bagre". O time chegara a mais uma decisão, dessa vez contra o "&lt;em&gt;Grêmio Atlético Imembuí&lt;/em&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de a bola rolar, Ciro aproximou-se do árbitro Carlos Gilberto Bertagnolli, o "Polenta", e sussurrou-lhe a seguinte frase: "Polenta, vou cair na área." O árbitro, então, olhou imediatamente para ele e disparou: "Azar é teu, vai te sujar todo."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Polenta" e as demais crônicas formam um conjunto de histórias divertidas, críticas e irresistíveis; mesmo para aqueles que não viveram aquele que é tido como o mais belo período do futebol brasileiro. Entre a primeira e a última crônica são muitas risadas e um único espaço de tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-3958120183265803805?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/3958120183265803805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=3958120183265803805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/3958120183265803805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/3958120183265803805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/cabea-de-bagre-histrias-do-futebol.html' title='Cabeça de Bagre Histórias do futebol'/><author><name>Lucas Faustino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12233872528026111250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-7085301608054835738</id><published>2007-11-28T21:38:00.000-02:00</published><updated>2007-11-28T21:43:01.471-02:00</updated><title type='text'>Sargento Garcia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/R038ZoQBEQI/AAAAAAAAAAs/SNTRg1VADHM/s1600-h/1171730262_caioovermundo_copia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138040267131130114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/R038ZoQBEQI/AAAAAAAAAAs/SNTRg1VADHM/s320/1171730262_caioovermundo_copia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto “Sargento Garcia”, entra como ingrediente de hoje, escrito por Caio Fernando Abreu, faz parte do livro “Morangos Mofados”. Caio é um escritor gaúcho natural da cidade de Santiago na fronteira oeste (meu conterrâneo). O escritor falecido em 25 de fevereiro de 1996, nos deixou uma ampla bibliografia com historias que contam exploram diversos conflitos, sociais e pessoais da classe media, nesse conto temos uma boa noção do estilo de como Caio trabalha os temas de sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é a seguinte, na década de 70 durante a ditadura militar, o jovem Hermes está na sala de recrutamento, quando o sargento chama seu nome caminha até o meio da sala para ser inspecionado, garoto tímido, com os pés chatos, taquicardia e pressão baixa, é entrevistado pelo recrutador Sargento Garcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dos insultos do sargento e das risadinhas dos soldados, se sente mais nu do que todos naquela sala, “nenhum amigo, só esta tontura seca de estar começando a viver, um monte de coisas que eu não entendo, todas as manhãs, meu sargento, para todo o sempre, amém.”, nesse trecho temos uma idéia do rapaz que não queria servir a pátria, trabalhava em um escritório e fazia pré-vestibular para filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao saber disso o “inquisidor” alivia o rapaz com a noticia de que ele estava dispensado do serviço, depois de ter posto a roupa desce em direção a Azenha, para pegar o bonde, no caminho é interceptado pelo sargento Garcia, que lhe oferece carona, no começo do percurso Hermes reflete e se espanta, o homem não parecia mais um leão ou um general e sim alguém normal dirigindo o carro, a atitude do sargento muda, apesar de continuar com alguns comentários truculentos, a conversa permanecia amena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando param no ponto do bonde, Garcia faz um convite, já com a mão em cima do garoto, para irem a um lugar, nessa virada, temos um estranhamento quando um sargento das forças armadas que convivia com “aquela bagualada mais grossa do que dedo destroncado”, e tinha como filosofia de vida, pisar nos outros antes que os outros te pisem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse momento em diante, é praticamente obvio o desfecho da historia, a chegada até a casa de Isadora, Valdemir na verdade, a entrada no quarto 7. A historia não se restringe a relação homossexual entre um jovem de 17 anos e um sargento de 33, mostra também a enorme dificuldade que nossa sociedade tem de tratar pessoas que “optam por viver de uma forma não ortodoxa”, os conflitos pessoais, a busca por identidade, o medo do preconceito, e a hipocrisia dos donos da verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;blog com varias obras de Caio F abreu&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://semamorsoaloucura.blogspot.com/search/label/Morangos%20Mofados"&gt;http://semamorsoaloucura.blogspot.com/search/label/Morangos%20Mofados&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Curta Metragem "Sargento Garcia" na integra...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.portacurtas.com.br/filme_abre_pop.asp?cod=1185&amp;amp;Exib=2573"&gt;http://www.portacurtas.com.br/filme_abre_pop.asp?cod=1185&amp;amp;Exib=2573&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-7085301608054835738?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/7085301608054835738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=7085301608054835738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7085301608054835738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7085301608054835738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/sargento-garcia.html' title='Sargento Garcia'/><author><name>Mauricio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11670673212982601926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-55agaW6Tssg/TpLjHhQNnTI/AAAAAAAAADE/SUYrQOJOUqw/s220/PICT0209.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/R038ZoQBEQI/AAAAAAAAAAs/SNTRg1VADHM/s72-c/1171730262_caioovermundo_copia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-4667012695067534018</id><published>2007-11-26T21:56:00.000-02:00</published><updated>2007-11-27T02:48:25.607-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Dominicanos'/><title type='text'>A Los Héroes Sin Nombre</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R0ufy4XGsxI/AAAAAAAAACE/sAdSdPLiW9g/s1600-h/llhanto+por+los+muertos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137375496417751826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R0ufy4XGsxI/AAAAAAAAACE/sAdSdPLiW9g/s320/llhanto+por+los+muertos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Llanto por los muertos - Aguillera &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O título é daqueles que causam calafrios só de ler. Aos &lt;em&gt;Heróis sem Nome&lt;/em&gt; (tradução livre) fala das pessoas que nascem sem muitas glórias, que dão seu sangue no dia-a-dia e às vezes morrem no esquecimento. Trata daqueles que durante suas vidas batalham ferozmente por um futuro melhor - tanto individualmente quanto coletivamente - e não têm seus nomes estampados em livros de história, apesar de contribuírem para tantos feitos... Pois bem, caro leitor, é sobre os humildes que trata este poema do dominicano Frederico Bermúdez y Ortega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta dominicano não parece ser muito conhecido, tanto que nem no &lt;em&gt;Wikipédia&lt;/em&gt; encontrei dados a seu respeito. De acordo com o site &lt;em&gt;PoesiaLatinoamericana&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=4667012695067534018#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;, Frederico Bermúdez y Ortega nasceu no ano de 1884 em San Pedro de Macorís, República Dominicana, e faleceu em 1921 na mesma cidade. O escritor colaborou com as revistas mais importantes do seu tempo, como “La Cuna de América”, “Renacimiento” e “Letras”. Chegou ainda a dirigir na sua cidade natal a revista “Mireya”. Até hoje é considerado um dos principais autores da literatura dominicana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A Los Héroes sin Nombre&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Vosotros, los humildes, los del montón salidos,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;heroicos defensores de nuestra libertad,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;que en el desfiladero o en la llanura agreste&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cumplisteis la orden brava de vuestro Capitán;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Vosotros, que con sangre de vuestras propias venas,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;por defender la patria manchasteis la heredad,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;hallasteis en la lucha la muerte y el olvido:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;la gloria fue, absoluta, de vuestro Capitán.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Cuando el cortante acero del enemigo bando&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cebó su torpe furia en vuestra humanidad,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;y fuisteis el propicio legado de la tumba,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;sin una cruz piadosa ni un ramo funeral,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;también a vuestros nombres cubrió el eterno olvido:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;¡tan sólo se oyó el nombre de vuestro Capitán!...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Y ya cuando a la cumbre de la soñada gloria&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;subió la patria ilustre que fue vuestro ideal,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;en áureos caracteres la historia un homenaje&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;rindió a la espada heroica de vuestro Capitán.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Dormidos a la sombra del árbol del olvido,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;quién sabe en dónde el resto de vuestro ser está!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nosotros, los humildes, los del montón salidos,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;sois parias; en la liza, con sangre fecundáis&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;el árbol de la fama que da las verdes hojas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;para adornar la frente de vuestro capitán!...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O poema refere-se a quais humildes? Camponeses dominicanos da época de Bermúdez e Ortega? Trabalhadores do nosso século? Um professor me disse certa vez que um poema torna-se universal porque, como sugere Umberto Eco em sua “Obra Aberta”, dá ao leitor a possibilidade de expandir sua interpretação. Analisando, percebe-se que &lt;em&gt;los humildes&lt;/em&gt; podem ser quaisquer pessoas que se enquadrem nos versos do poema, independente de época e lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Em Santa Maria, é só andarmos no calçadão e reparar na feição de muitos cidadãos batalhadores, com semblante firme e postura perseverante, lidando diariamente com seus afazeres, para compreender que muitos desses humildes, no fundo, são gigantes que fazem da vida um verdadeiro milagre... São pessoas com histórias às vezes incríveis, que contribuem para a sociedade de uma ou outra forma, mas não são lembradas pela coletividade da qual fazem parte, servindo simplesmente para adornar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;la frente de vuestro capitán!...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Através da mídia percebemos o quanto a sociedade - não só brasileira, mas latino-americana - é diversificada. Frederico Bermúdez y Ortega mostra-nos que, desde a sua época, dentro dessa diversidade existem elementos comuns entre os latino-americanos, independente de serem da República Dominicana ou aqui do Brasil. O que corrobora, de certa forma, a história que nos foi ensinada na escola, sobre a exploração da nossa terra e da nossa gente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Para finalizar, quando flanarmos por aí, é bom estarmos atentos aos rumores e pessoas que estiverem ao nosso redor. No meio de tanta estupidez e coisas que não fazem sentido, nossa vida ganha significado ao percebermos que na nossa volta existem &lt;em&gt;Héroes sin Nombre&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=4667012695067534018#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.cubaeuropa.com/cubarte/poesia/PoesiaLatinoamericana.htm"&gt;http://www.cubaeuropa.com/cubarte/poesia/PoesiaLatinoamericana.htm&lt;/a&gt; Acessado em 26/11/2007. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-4667012695067534018?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/4667012695067534018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=4667012695067534018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4667012695067534018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4667012695067534018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/blog-post_26.html' title='A Los Héroes Sin Nombre'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R0ufy4XGsxI/AAAAAAAAACE/sAdSdPLiW9g/s72-c/llhanto+por+los+muertos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-9153553781174504847</id><published>2007-11-23T21:27:00.000-02:00</published><updated>2007-11-27T08:07:48.130-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Uruguaios'/><title type='text'>O Bem e o Mal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano nasceu em Montevidéu, em 1940, e foi exilado político durante o período de Ditaduras na América do Sul. Galeano escreveu diversos livros sobre a história do continente latino-americano, enfocando sempre o lado dos povos que sofreram nas mãos dos colonizadores europeus e, mais recentemente, estadunidenses. Seu livro mais conhecido é “Veias Abertas da América Latina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro que eu apresento hoje é “O Teatro do Bem e do Mal”, uma coletânea de artigos publicados em jornais e revistas de diversos idiomas. Os textos são variados e bem-humorados, mesmo quando falam de assuntos tristes (o que não acontece poucas vezes). O autor faz duras críticas ao governo e ao modo de governar dos norte-americanos e, também, à mania destes de sair por aí invadindo países e bombardeando tudo. Além disso, mostra uma profunda preocupação com o futuro do planeta, citando exemplos de empresas que poluem e, ainda assim, apregoam-se como defensoras do verde. Exemplos de hipocrisia, aliás, é o que não falta no livro; o autor cita desde os slogans da publicidade até um grande cartaz na entrada do Banco Mundial, em Washington: &lt;em&gt;“Nosso sonho é um mundo sem pobreza”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos textos mostrarem a opinião do autor sobre o mundo louco em que vivemos, também há espaços para a linguagem SMS e frases de muros, epitáfios e ex-votos da América Latina. Chamam a atenção os textos sobre o preconceito racial, assunto em destaque nos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galeano tem um grande senso crítico e um profundo amor pelo nosso continente e pelo seu país. Em seus textos, não poupa o capital internacional, a dominação dos bancos e as contradições do mundo hoje. Ler Eduardo Galeano é encontrar alguém que não tem medo de escrever aquilo que todos – ou pelo menos muitos – pensamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro “O Teatro do Bem e do Mal” é um bom começo para conhecer o autor. Eu recomendo também “Mulheres”, o primeiro livro dele que eu li, ainda no colégio, que traz lendas do nosso continente sobre as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para saber um pouco mais sobre Galeano  &lt;a href="http://intervox.nce.ufrj.br/~valdenit/GALEANO.HTM"&gt;http://intervox.nce.ufrj.br/~valdenit/GALEANO.HTM&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto O teatro do bem e do mal, que dá nome ao livro está disponível em &lt;a href="http://www.espacoacademico.com.br/005/05dossie_galeano.htm"&gt;http://www.espacoacademico.com.br/005/05dossie_galeano.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para ler um artigo de Galeano, clique em&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lpp-uerj.net/outrobrasil/Artigos_Destaque.asp?Id_Sub_Artigo=223"&gt;http://www.lpp-uerj.net/outrobrasil/Artigos_Destaque.asp?Id_Sub_Artigo=223&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/museu/principios/default.asp?cod_not=947"&gt;http://www.vermelho.org.br/museu/principios/default.asp?cod_not=947&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://resistir.info/galeano/galeano_medo_global.html"&gt;http://resistir.info/galeano/galeano_medo_global.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-9153553781174504847?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/9153553781174504847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=9153553781174504847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/9153553781174504847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/9153553781174504847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/o-bem-e-o-mal.html' title='O Bem e o Mal'/><author><name>Cibelli Fogliato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08124810732729981257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-4506917909245825626</id><published>2007-11-22T22:09:00.000-02:00</published><updated>2007-11-22T23:11:56.395-02:00</updated><title type='text'>A Imitação da Rosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/R0YompU7DWI/AAAAAAAAABM/QnPjKEuW4Yw/s1600-h/img.jpg&amp;amp;v=O"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135837069456379234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/R0YompU7DWI/AAAAAAAAABM/QnPjKEuW4Yw/s320/img.jpg%26v%3DO" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Laços de Família" é o primeiro livro de contos da escritora brasileira Clarice Lispector. O universo feminino constitui-se no principal aspecto abordado em sua obra. A constante explosão diante da violência represada é um traço comum nas personagens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conto "A Imitação da Rosa", narrado em terceira pessoas, trata da condição to familiar. No conto, a personagem Laura, esposa de Armando, de volta ao lar após período de internamento numa clínica psiquiátrica, espera pelo marido para irem jantar. Sua amiga antiga, Carlota, e o marido desta também estarão presentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante a longa espera, Laura procura se prender obsessivamente a sua imperfeição singela de mulher afeita à rotina, pouco original e desinteressante. Enquanto reflete, a perfeição das rosas que comprara pela manhã torna-se cada vez mais sedutora. Ela, então, compara as rosas a uma das tentações de Cristo, lembrado do livro A Imitação de Cristo que lera quando estava no colégio sem entender o história; apenas tinha a certeza de que aquele que o imitasse estaria perdido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura ainda tenta se defender do abismo ao qual estava novamente se entregando: o abismo da perfeição de Cristo e das rosas. A beleza das rosas torna-se um transtorno. Assim, ela volta ao estado de transe que fez com que fosse internada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando Armando finalmente chega encontra a mulher num pedido de perdão que se confunde com a altivez de uma solidão quase perfeita. Ele percebe Laura alerta e tranquila como se fosse um trem. Trem, no entanto, que já havia partido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Links:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://turcoluis.blogspot.com/2007/11/clarice-lispector-uma-escrita-indigesta.html"&gt;http://turcoluis.blogspot.com/2007/11/clarice-lispector-uma-escrita-indigesta.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.releituras.com/clispector_bio.asp"&gt;http://www.releituras.com/clispector_bio.asp&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-4506917909245825626?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/4506917909245825626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=4506917909245825626' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4506917909245825626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4506917909245825626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/imitao-da-rosa.html' title='A Imitação da Rosa'/><author><name>Lucas Faustino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12233872528026111250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/R0YompU7DWI/AAAAAAAAABM/QnPjKEuW4Yw/s72-c/img.jpg%26v%3DO' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-2090894114105285228</id><published>2007-11-21T22:24:00.000-02:00</published><updated>2007-11-21T22:31:57.737-02:00</updated><title type='text'>Fulgor e Morte de Joaquín Murieta</title><content type='html'>O escritor chileno Pablo Neruda (1904-1973), foi sem duvida uma das maiores expressões da poesia mundial, e no livro “Fulgor e Morte de Joaquín Murieta”, traz a história deste “herói ladrão”, Joaquín Murieta um domador de cavalos e mineiro chileno, junto com milhares de compatriotas fazem parte da grande corrida do ouro na Califórnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A promessa de riqueza e aventura, com a descoberta dessas jazidas transforma a Califórnia, em especial a cidade de San Diego, um porto onde se ouviam todas as línguas, chilenos, mexicanos, irlandeses e chineses, saem de suas nações para colher desse fruto. Mas segundo Três Dedos um dos personagens “ onde há ouro existe problemas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a viagem Joaquín conhece uma camponesa chamada Teresa, e acabam se casando no navio durante a travessia, com aquela mistura de línguas e costumes, logo começam os desentendimentos e conflitos raciais, um grupo que pregava a superioridade branca, eram os Rangers, vigilantes que tentavam expulsar os “chicos” dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um ataque, dos Rangers onde os latinos acabaram levando a melhor, eles invadem a casa dos mineiros chilenos e matam a esposa de Joaquín, nesse momento é despertado o gigante adormecido, numa cruzada contra o grupo racista, em nome da vingança, os ataques contra os imigrantes não ficaram mais impunes, o “herói ladrão”, junto com seu bando começaram uma guerrilha sombria que durou um ano até sua captura, ele foi decapitado, e os homens que expunham o troféu enriqueceram com o espetáculo, a cabeça do homem mais perigoso da Califórnia que roubava e incendiava a casa dos colonos ianques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse livro temos uma boa idéia da ideologia política de Neruda, desde o combate direto até o exílio, onde o homem “subdesenvolvidinho”, é enganado pelo “cavaleiro astuto” e quando tenta recuperar o que é seu, morre “crivado de balas”.&lt;br /&gt;Uma das curiosidades é que essa peça teatral foi escrita por Pablo Neruda, quando tinha 16 anos, logo depois ele divide os diálogos, dando vida aos muitos personagens e faz a descrição dos quadros, mostrando o lado teatrólogo de Neruda.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No YouTube para ver:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/results?search_query=pablo+neruda+murieta"&gt;http://br.youtube.com/results?search_query=pablo+neruda+murieta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ Poemas de Nerauda&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pensador.info/autor/Pablo_Neruda/"&gt;http://www.pensador.info/autor/Pablo_Neruda/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-2090894114105285228?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/2090894114105285228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=2090894114105285228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/2090894114105285228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/2090894114105285228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/fulgor-e-morte-de-joaqun-murieta.html' title='Fulgor e Morte de Joaquín Murieta'/><author><name>Mauricio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11670673212982601926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-55agaW6Tssg/TpLjHhQNnTI/AAAAAAAAADE/SUYrQOJOUqw/s220/PICT0209.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-528546066244649551</id><published>2007-11-20T21:46:00.000-02:00</published><updated>2007-11-21T17:34:03.603-02:00</updated><title type='text'>Ana Terra</title><content type='html'>E é com grande prazer que vos falo sobre este grande escritor brasileiro do século XX, Érico Veríssimo. Somente para deixa-los com água na boca comentarei o primeiro livro da trilogia O Tempo e o Vento, Ana Terra, a partir daí sigam suas leituras por toda a obra que é mais do que recomendada, é excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veríssimo nasceu em 1905 em Cruz Alta e faleceu aos 70 anos em Porto Alegre. Filho de uma família rica, mas decadente não completou nem os estudos secundários. Devido à necessidade de trabalhar Érico conseguiu emprego em uma farmácia, mas não foi bem sucedido e então em 1930 foi morar em Porto Alegre e trabalhar na redação da revista do Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu primeiro grande sucesso foi o livro intitulado “Clarissa” em 1933. Morou por muito tempo nos Estados Unidos onde lecionou literatura brasileira na Universidade de Berkley e foi diretor do Departamento de Assuntos culturais da Organização dos Estados Americanos em Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Terra vivia com sua família distante do mundo em Rio Grande de São Pedro (Rio Grande do Sul) e alem de trabalhar, aos 25 anos esperava por seu amor e casamento. Um dia encontra um índio, Pedro, ferido em uma sanga perto de suas terras. A família o leva para o rancho para ajudar o índio, mas com o tempo Pedro vai se estabelecendo ali, mesmo contra a vontade do pai e dos irmãos de Ana Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que a família de Ana descobre que ela vai ter um filho de Pedro Missioneiro, ele é assassinado e enterrado forra das terras dos Terra, tudo pela honra familiar. Nasce o filho de Ana terra com o mesmo nome do pai em 1789. Algum tempo depois o rancho é atacado por castelhanos que matam o pai a mãe e os irmãos e destroem a casa dos Terra alem de estuprarem Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Ana sua irmã seu filho e sua sobrinha seguem viagem com as carretas de Marciano Bezerra até as sesmarias de Ricardo Amaral, Santa Fé. Pedro vai primeiro a guerra por ordem do coronel e quando volta se casa com Arminda Mello e junto com ela tem dois filhos: Juvenal e Bibiana.Pedro então é mandado de novo a guerra, mas desta vez já parte sem a ilusão de que ira voltar e pede para sua mãe tomar conta de tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-528546066244649551?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/528546066244649551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=528546066244649551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/528546066244649551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/528546066244649551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/blog-post_20.html' title='Ana Terra'/><author><name>Piero Carlo Pedrazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12136214387180766463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-3755551520035475054</id><published>2007-11-19T22:40:00.000-02:00</published><updated>2007-11-26T21:54:01.924-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>A Velhinha de Taubaté</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R0JKj4XGswI/AAAAAAAAAB8/uCbTDQsRPx8/s1600-h/velhinha_img.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134748505440957186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R0JKj4XGswI/AAAAAAAAAB8/uCbTDQsRPx8/s320/velhinha_img.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Não se sabe, exatamente, o seu endereço, mas tudo indica que seja em Taubaté. Outros detalhes - nome, estado civil, CIC - são desconhecidos. Sabe-se apenas que é uma velhinha, que mora em Taubaté e que passa boa parte do seu tempo numa cadeira de balanço assistindo ao Brasil pela televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alguém aí já ouviu falar na &lt;em&gt;Velhinha de Taubaté&lt;/em&gt;? É mais um dos cômicos personagens criados por Luís Fernando Veríssimo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Em um país de incrédulos quanto ao futuro da nação, a Velhinha de Taubaté é o último bastião da credulidade nacional! Ninguém acredita em mais nada nem em ninguém no país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Famosa por ser "a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo", Veríssimo contava que, tudo que acontecia de aparentemente sério no país era, na verdade, uma grande encenação para a velhinha de Taubaté.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;"Acreditava" porque em 25 de agosto de 2005, a velhinha teve o seu falecimento anunciado pelo seu criador, na crônica intitulada &lt;em&gt;Velhinha de Taubaté&lt;/em&gt; (1915-2005). Ela teria morrido em frente à TV, decepcionada com o quadro político brasileiro, em especial com o seu ídolo, &lt;/span&gt;&lt;a title="Antonio Palocci" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antonio_Palocci"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Antonio Palocci&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;: &lt;em&gt;Ela morreu na frente da televisão, talvez com o choque de alguma notícia. Mas a polícia mandou os restos do chá que a Velhinha estava tomando com bolinhos de polvilho para exame de laboratório. Pode ter sido suicídio.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Na comunidade de informação existe um código para a velhinha de Taubaté - VT, ou "jibóia", já que ela engole tudo - e é pensando nela que são preparados os comunicados oficiais para ó público externo. (...) De vez em quando acontece alguma coisa que faz a velhinha de Taubaté ficar tesa na sua cadeira de balanço e dizer: "Epa". Outro atentado de direita, por exemplo. Mas logo uma autoridade anuncia que haverá um "rigoroso inquérito e a velhinha de Taubaté descansa. Tudo se esclarecerá. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Para quem quer dar umas boas gargalhadas, a &lt;em&gt;Velhinha de Taubaté&lt;/em&gt; é excepcional&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;De qualquer forma, o mais engraçado (ou estranho) de toda a história é verificarmos que existem várias &lt;em&gt;Velhinhas de Taubaté&lt;/em&gt; por aí. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Sites relacionados: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.unb.br/ceam/nemp/velhinha.htm"&gt;http://www.unb.br/ceam/nemp/velhinha.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u71994.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u71994.shtml&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-3755551520035475054?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/3755551520035475054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=3755551520035475054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/3755551520035475054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/3755551520035475054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/blog-post_19.html' title='A Velhinha de Taubaté'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/R0JKj4XGswI/AAAAAAAAAB8/uCbTDQsRPx8/s72-c/velhinha_img.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-776130914731926324</id><published>2007-11-18T17:25:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T19:46:40.091-02:00</updated><title type='text'>Crônica de uma morte anunciada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/R0CysZU7DVI/AAAAAAAAABE/D-0SnRPD5N0/s1600-h/c.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134300050984996178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/R0CysZU7DVI/AAAAAAAAABE/D-0SnRPD5N0/s320/c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gabriel Garcia Marquez é um importante escritor colombiano, jornalista, editor e ativista político. Marquez em Aracataca, Magdalena, em 6 de março de 1928. Com o sucesso de suas novelas e histórias curtas, caracterizadas pela fusão entre a realidade e a fantasia, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura por sua obra no ano de 1982.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro trabalho literário foi o romance "La Hojarasca", publicado em 1955. Em 1957 publicou aquele que é considerado um marco na literatura latino-americana: "Cem Anos de Solidão". Com a obra, Marques tornou-se o responsável por criar o realismo mágico na literatura latino-americana. Suas histórias são bastante influenciadas pelo avô materno Nicolás Marquez, que era um veterano da Guerra dos Mil Dias, e pela avó materna Tranquilina Iguarán. Os personagens de "Cem dias de Solidão" reforçam essa influência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O livro "Crônica de uma morte anunciada" foi publicado em 1981, ano anterior ao do Nobel de Literatura, consagrando Marquez como um dos principais autores do século. No decorrer da narrativa sóbria e direta, o leitor pode perceber o rigor jornalístico que caracteriza a reconstituição dos fatos que levaram à morte da personagem Santiago Nazar. Porém, predominam a sensualidade e a beleza de sua narrativa, presentes em toda a sua obra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A obra é narrada por um amigo de Santiago Nazar que depois de alguns anos resolve reconstituir a história deste. Na noite anterior à tragédia, ambos estavam no casamento de Ângela Vicário e Bayardo San Román. Até então ninguém imaginava o que aconteceria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após o casamento, Román e Ângela vão para a casa onde futuramente iriam morar. Porém, a primeira noite íntima do casal acaba revelando ao marido o que ela tanto temia: não era a primeira vez de Ângela. Bayardo, então, ainda durante a madrugada, leva a mulher de volta para a casa dos pais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pedro e Pablo Vicário, os gêmeos irmãos de Ângela exigem que ela diga quem foi o responsável pela desonra da família. Ângela diz que o autor fora Santiago Nazar. Os irmãos, munidos das facas usadas para sacrificar os porcos, saem para matar Santiago. Mesmo não estando muito convictos do que fariam, fato comprovado pelas inúmeras pessoas a quem contaram suas intenções, os gêmeos cumprem o prometido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que mais surpreende no caso é o fato de várias pessoas próximas a Santiago Nazar saberem que os irmãos Vicário estavam procurando Santiago Nazar para matá-lo, mas nenhum teve a oportunidade de avisá-lo. A estranha suscessão de coincidências sugere que não haveria como impedir a morte dele. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Links:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://hasempreumlivro.blogspot.com/2006/06/crnica-de-uma-morte-anunciada-de.html"&gt;http://hasempreumlivro.blogspot.com/2006/06/crnica-de-uma-morte-anunciada-de.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bomlergarciamarquez.blogspot.com/2007/04/quem-foi-gabriel-garcia-mrquez.html"&gt;http://bomlergarciamarquez.blogspot.com/2007/04/quem-foi-gabriel-garcia-mrquez.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://almanaque.folha.uol.com.br/ilustrada_22out1982.htm"&gt;http://almanaque.folha.uol.com.br/ilustrada_22out1982.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://universodaspalavras.wordpress.com/category/literatura-latino-americana/"&gt;http://universodaspalavras.wordpress.com/category/literatura-latino-americana/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.fcraft.com.br/cafe/?p=98"&gt;http://www.fcraft.com.br/cafe/?p=98&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-776130914731926324?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/776130914731926324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=776130914731926324' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/776130914731926324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/776130914731926324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/gabriel-garcia-marquez-um-importante.html' title='Crônica de uma morte anunciada'/><author><name>Lucas Faustino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12233872528026111250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/R0CysZU7DVI/AAAAAAAAABE/D-0SnRPD5N0/s72-c/c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-6627428372197205069</id><published>2007-11-16T21:28:00.000-02:00</published><updated>2007-12-07T20:28:06.702-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Argentinos'/><title type='text'>O Dia em que Borges matou Martin Fierro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O escritor argentino Jorge Luis Borges foi degustado aqui no blog no dia 16 de outubro pelo nosso filósofo Jorge Robespierre. Eu me limitarei a comentar o livro Ficções, publicado pela primeira vez em 1944. Composto de diversos contos, a obra traz muitos elementos recorrentes na obra de “El Brujo”, como os labirintos, os espelhos e a questão do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando iniciamos a leitura do livro, a primeira impressão é de estranhamento com as narrativas fantásticas de Borges, porém, em pouco tempo, estamos absortos neste universo labiríntico de histórias que discutem, às vezes sutilmente, a questão do tempo. Ele nos é apresentado de forma metafórica e alegórica, muitas vezes simbolizado por caminhos ou pelos acasos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns contos tratam de livros imaginários, outros dos cenários do sul da América do Sul; este último aspecto torna a narrativa especialmente interessante para quem é do Rio Grande do Sul e provavelmente vai reconhecer e se identificar com muitas passagens. Outros contos têm a interessante característica de ser um conto dentro de um conto dentro de um conto: um narrador conta a história de alguém que está contando a história de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens borgianos são sempre complexos, como o autor Pierre Menard que dedicou sua vida à reescrever Dom Quixote, mas não outro Quixote e sim &lt;em&gt;O Quixote&lt;/em&gt;. Outros que poderiam servir de exemplo são o mago de “As Ruínas Circulares” e o personagem principal de “Funes, o memorioso”, um conto que segundo o próprio autor “é uma vasta metáfora da insônia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em falar de algum conto em especial, mas não sei se isso seria possível. Os contos de Borges abrem tantos caminhos quanto os caminhos de seus contos. Qualquer comentário que eu fizesse seria uma ínfima parte da realidade que ele encerra. Um conto de Borges nunca é &lt;em&gt;UM conto&lt;/em&gt; de Borges, é sempre infinitos contos dentro de um só, como dois espelhos postos frente a frente e que se refletem infinitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ler Borges para entender o que escrevo aqui. A minha dica para os navegadores da Internet – esse grande hipertexto que é um labirinto e lembra a biblioteca do conto “A Biblioteca de Babel” – é conhecer devagarinho o autor portenho, saboreando cada conto diversas vezes. Ao final da leitura de um dos contos deste livro será possível entender o porquê do título deste post. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Para ler alguns contos de Borges é só clicar em algum destes links&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Loteria da Babilônia &lt;a href="http://www.releituras.com/jlborges_loteria.asp"&gt;http://www.releituras.com/jlborges_loteria.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biblioteca de Babel &lt;a href="http://www.fcsh.unl.pt/borgesjorgeluis/textos_borgesjorgeluis/textos6.htm"&gt;http://www.fcsh.unl.pt/borgesjorgeluis/textos_borgesjorgeluis/textos6.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pierre Menard, Autor do Quixote &lt;a href="http://www.fcsh.unl.pt/borgesjorgeluis/textos_borgesjorgeluis/textos7.htm"&gt;http://www.fcsh.unl.pt/borgesjorgeluis/textos_borgesjorgeluis/textos7.htm&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-6627428372197205069?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/6627428372197205069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=6627428372197205069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/6627428372197205069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/6627428372197205069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/o-dia-em-que-borges-matou-martin-fierro.html' title='O Dia em que Borges matou Martin Fierro'/><author><name>Cibelli Fogliato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08124810732729981257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-1147887560395059457</id><published>2007-11-14T20:29:00.000-02:00</published><updated>2007-11-14T20:52:37.755-02:00</updated><title type='text'>A Aliança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O livro “As mentiras que os homens contam” é uma seleção de crônicas garimpadas de várias publicações do autor, é o primeiro livro da Série Ver!ssimo. E nós do “Sopão de Letras” trazemos mais um pouco do escritor gaúcho. Reunindo 41 histórias, algumas inéditas em livro. Depois de percorrer as 176 páginas, o leitor certamente vai se lembrar de algumas situações parecidas que ocorreram em sua vida. Então se junte a essa deliciosa galeria de mentirosos inventados por Veríssimo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das mentiras, ou seja, crônica do livro é “A Aliança” , conta a história de um homem que chegou, na idade na qual com certeza, não será o dono de um cassino. Nesse ponto só duas coisas podem acontecer com ele, ganhar na loteria, ou lhe furar o pneu, furou o pneu. O homem então, tira o macaco do carro, o levanta, troca o pneu, e quando já estava fechando o porta malas caba perdendo a aliança no bueiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse momento, ele começa a pensar em um possível diálogo com a esposa, onde contaria a versão de sua historia, assim como ela aconteceu, a saída do trabalho, o carro, o pneu, a aliança e o bueiro. Ma s tal dialogo imaginário, tem um desfecho trágico sua mulher não acredita em suas palavras, acusa-o de ter tirado a aliança para fazer um programa e sai de casa com as crianças.&lt;br /&gt;Ao chegar em seu lar, resolve contar para a esposa a mentira, que na verdade ele perdera a aliança, quando fez um programa, a mulher faz uma cara de choro, vai ao quarto, fica lá por dez minutos, e volta dizendo que isso apontava uma crise no casamento, e que com bom senso acabariam resolvendo. A crônica termina assim :&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O mais importante é que você não mentiu para mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi para o jantar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui está uma adaptação da crônica, muito boa...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=TNFBEwqezoc"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=TNFBEwqezoc&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=PmrgZoywLX0"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=PmrgZoywLX0&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-1147887560395059457?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/1147887560395059457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=1147887560395059457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1147887560395059457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1147887560395059457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/aliana.html' title='A Aliança'/><author><name>Mauricio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11670673212982601926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-55agaW6Tssg/TpLjHhQNnTI/AAAAAAAAADE/SUYrQOJOUqw/s220/PICT0209.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-8623677820474730010</id><published>2007-11-13T23:02:00.000-02:00</published><updated>2007-11-13T23:13:11.701-02:00</updated><title type='text'>Ratos...</title><content type='html'>Dyonélio Machado é autor do livro a ser estudado hoje. Nascido em 21 de agosto de 1895 na nossa queridíssima Quaraí terra natal do nosso grande colega de sopa Jorge Robespierre. Conhecidíssimo pelo romance “Os Ratos” que ganhou o prêmio Machado de Assis em 1933.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dyonélio não teve uma vida fácil, perdeu seu pai muito cedo e por isso aos oito anos teve de começar a trabalhar para ajudar a mãe e o irmão mais novo. Mas nada o impediu de se tornar jornalista, escritor e médico especializado em psiquiatria. Militante comunista foi preso duas vezes, o que não o impediu de ser eleito pelo PCB deputado estadual e se tornar chefe da bancada do seu partido na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance “Os Ratos” contam um dia da vida de Naziazeno. O endividado funcionário público passa o dia tentando ganhar dinheiro para pagar seus credores. A angustia tanto do protagonista quanto à do leitor aumenta conforme Naziazeno consegue quitar uma divida e fazer outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naziazeno sofre tanto que é tomado pelo desespero. Sente cansaço, fome, tenta ganhar algum dinheiro no jogo do bicho, aposta também em corrida de cavalos, pede dinheiro emprestado até com agiotas e entre outras coisas, não pode deixar de comprar o leite pro filho que a mulher faz tanta questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um livro de vocabulário simples, direto e de rápida leitura que em suas poucas páginas consegue relatar uma infinidade de situações enfrentadas por muitos brasileiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-8623677820474730010?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/8623677820474730010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=8623677820474730010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/8623677820474730010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/8623677820474730010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/ratos.html' title='Ratos...'/><author><name>Piero Carlo Pedrazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12136214387180766463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-1395389203400936150</id><published>2007-11-12T21:02:00.000-02:00</published><updated>2007-11-12T23:05:40.925-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>Ode aos Desgarrados</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RzjeKnARVMI/AAAAAAAAAB0/UT7vMITY1Ik/s1600-h/estrada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132096049238856898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RzjeKnARVMI/AAAAAAAAAB0/UT7vMITY1Ik/s320/estrada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;A estrada da vida pode ser longa e áspera. Faça-a mais suave, caminhando e cantando com as mãos cheias de sementes. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;(Cora Coralina)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O poeta Galdino Barreto nasceu em Quaraí, RS, em 1976. Começou na poesia divulgando versos de sua autoria em um dos jornais da cidade, publicando posteriormente os livros &lt;em&gt;Um Poeta e Seus Messenas&lt;/em&gt; (1998), &lt;em&gt;O Quilombo Contemporâneo&lt;/em&gt; (2003), &lt;em&gt;As Dores do Vento&lt;/em&gt; (2005), uma antologia de obras de poetas quaraienses chamada &lt;em&gt;A Nova Antologia da Poesia Quaraiense&lt;/em&gt; (2006) e &lt;em&gt;Breu, o lado escuro de um poema&lt;/em&gt; (2007). Amante das letras e possuidor de sensibilidade aguçada, Galdino Barreto está despontando como um dos futuros grandes nomes da poesia – não só quaraiense, mas também gaúcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia de Galdino, como bem destaca a Mestre em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria, Idene Mariano Godois, no prefácio de &lt;em&gt;Breu, o lado escuro de um poema&lt;/em&gt;, “&lt;em&gt;escreve aquilo que gostaríamos de dizer, (...) acorda em nós um ser há muito tempo adormecido”.&lt;/em&gt; Isso porque sua poesia trabalha temas cotidianos. Obviamente que &lt;em&gt;cotidiano&lt;/em&gt; não simboliza banal; ao contrário, cotidiano na poesia de Galdino Barreto denota &lt;em&gt;aquilo que presenciamos, aquilo que nos toca de alguma forma, mas temos dificuldade ao verbalizar&lt;/em&gt;. O poeta expressa essas inquietações em forma de verso, com uma linguagem simples e não rebuscada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os cinqüenta e seis poemas contidos no livro &lt;em&gt;Breu, o lado escuro de um poema&lt;/em&gt;, selecionei &lt;em&gt;Meta... de Sul&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A tristeza impera&lt;br /&gt;Um vazio corrompe o sorriso amarelo&lt;br /&gt;Um movimento morto provoca o riso em noite silenciosa&lt;br /&gt;Já me acostumei com a tua falência&lt;br /&gt;Com a tua face verde em dias de chuva&lt;br /&gt;Quanta terra mal aproveitada...&lt;br /&gt;Peleia Pai!&lt;br /&gt;Chora mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem progresso!&lt;br /&gt;Vem depressa&lt;br /&gt;Ainda cremos no amanhã&lt;br /&gt;Acorda interior... Do interior do teu sono passado&lt;br /&gt;Acorda... Um cego te chama&lt;br /&gt;Um surdo te ama... Te escuta&lt;br /&gt;Falta pão, saneamento, infra-estrutura&lt;br /&gt;Lenços...&lt;br /&gt;Creme anti-rugas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as esquinas reconheçam&lt;br /&gt;Tua virtude prudente&lt;br /&gt;Teu solo fértil...&lt;br /&gt;Ter não é te ter por metade&lt;br /&gt;O vento fuga em infinito farto...&lt;br /&gt;Rodoviárias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmãos em retirada...&lt;br /&gt;Mas vamos mudar o futuro em breve&lt;br /&gt;Mudar votando&lt;br /&gt;Sem pecar em carne fraca&lt;br /&gt;Nossos anjos convoco agora&lt;br /&gt;Por muitos... Enfim... Nós queremos&lt;br /&gt;Dignidade da boca&lt;br /&gt;Uma voz que mesmo rouca&lt;br /&gt;Fale...&lt;br /&gt;Lute...&lt;br /&gt;Grite por nós...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inquietude pelo progresso é o tema central deste poema. É por isso que a poesia de Galdino Barreto ultrapassa as fronteiras de Quaraí. Os versos de &lt;em&gt;Meta... do Sul&lt;/em&gt; operam como um espelho da realidade de muitos municípios gaúchos (quiçá também do resto do país), principalmente dos de interior, que têm seus filhos arrancados de si por não propiciarem condições de sustentabilidade e perspectiva de futuro. Essas localidades vêem seus jovens aventurando-se em outras cidades em busca de estudo ou trabalho. O pior de tudo é a tristeza de saber que provavelmente esses cidadãos desgarrados não mais voltarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Maria, apesar de não ter tanto problema com o êxodo de cidadãos, também enfrenta o “dilema do progresso”. Cidade cultura? Grande cidade ou urbe interiorana com aspecto de metrópole? Não se ter fundamentos claros e distintos para analisar esses problemas é incomodativo. O poema de Galdino Barreto traz à tona essas questões: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;“Quanta terra mal aproveitada... / Peleia Pai! / Chora mãe! / Vem progresso! / Vem depressa / Ainda cremos no amanhã” (2007, p. 37)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por fim, diferentemente de outros escritores gaúchos que exaltam as glórias e façanhas de gaúchos de outrora, Galdino Barreto – no poema &lt;em&gt;Meta... do Sul&lt;/em&gt; - segue, de certa forma, a linha de Cyro Martins, optando pelos “desvalidos do pampa” como personagens da sua poesia. O poema é uma espécie de &lt;em&gt;Tropa Amarga&lt;/em&gt; (do também quaraiense Luiz Menezes) adaptada para os dilemas do novo milênio, destinada a nós, pequenos desgarrados em busca de um futuro melhor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Ainda cremos no interior / Acorda interior... Do interior do teu sono passado / Acorda... Um cego te chama / Um surdo te ama... Te escuta (2007, p.37)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-1395389203400936150?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/1395389203400936150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=1395389203400936150' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1395389203400936150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1395389203400936150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/ode-dos-desgarrados.html' title='Ode aos Desgarrados'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RzjeKnARVMI/AAAAAAAAAB0/UT7vMITY1Ik/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-5464874621585278942</id><published>2007-11-09T21:12:00.000-02:00</published><updated>2007-11-09T21:33:28.612-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>Quando perdemos a inocência...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O livro "Ópera de Sabão" de Marcos Rey narra a história de uma família paulistana no dia do suicídio de Vargas. Assim como acontece no país, a vida da família vira de cabeça para baixo. Inspirado nas soap opera da Era do Rádio, o livro é “bem amarradinho”. A história dos integrantes da família Manfredi é cheia de idas e vindas e coincidências propícias para o conflito das personagens. Dividido em duas partes, o livro começa no ano de 1954 e depois dá um salto de quinze anos no tempo. A trajetória dos integrantes da família permite perceber as mudanças que estavam acontecendo no país naquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte da história é engraçada, flui doce e romântica, lembrando um país de muitos anos atrás. A segunda parte tem um clima diferente, triste. No enterro do patriarca é possível saber o que houve com as personagens e um clima de nostalgia e perda da inocência pode ser percebido. O voluntarioso pai, que não aceitava o casamento da filha com o homem mais velho e rico, decide não dar mais opiniões quando começa a receber uma pensão do genro. A mãe, uma defensora da moral e da luta contra o aborto, abandona seus ideais para “resolver o problema” do filho que engravidou a namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível fazer um paralelo com as mudanças culturais e a vida política do Brasil. Os filhos mais novos sacrificam o amor por “bons casamentos” e não se importam com os problemas do país, já que o Brasil vive o Milagre Econômico e todos estão ganhando muito dinheiro com isso – uma atitude semelhante à dos pais, citada acima, que trocaram os ideais e o direito de falar o que pensavam por vantagens. Em contrapartida, o filho mais velho decide lutar contra a Ditadura e recusa o dinheiro e as vantagens que o cunhado – o poder corruptor – oferece e se torna um foragido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, os personagens são uma representação de boa parte do povo brasileiro, que apoiou ou simplesmente se omitiu enquanto regime ditatorial ofereceu vantagens econômicas. As escolhas que eles fizeram mostram as mudanças no comportamento cultural do país, que se tornava industrial, moderno e menos inocente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.marcosrey.com.br/home.htm"&gt;http://www.marcosrey.com.br/home.htm&lt;/a&gt; é o endereço do sítio do autor na internet e no link&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/midia/dnov/midia1.htm"&gt;http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/midia/dnov/midia1.htm&lt;/a&gt; é possível saber como nasceram as soap operas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para ler uma breve biografia do autor, procure em&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.teledramaturgia.com.br/marcosrey.htm"&gt;http://www.teledramaturgia.com.br/marcosrey.htm&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-5464874621585278942?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/5464874621585278942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=5464874621585278942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5464874621585278942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5464874621585278942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/quando-perdemos-inocncia.html' title='Quando perdemos a inocência...'/><author><name>Cibelli Fogliato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08124810732729981257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-728131450834663030</id><published>2007-11-08T21:11:00.000-02:00</published><updated>2007-11-08T22:21:06.214-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>A Missa do Galo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/RzOnee53OPI/AAAAAAAAAA8/t6PmPrFeSAg/s1600-h/machadodeassisnova.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130628542638799090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/RzOnee53OPI/AAAAAAAAAA8/t6PmPrFeSAg/s320/machadodeassisnova.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Escrito em 1895, durante a maior fase do cronista Machado de Assis, "Missa do Galo" é talvez seu conto que mais fascínio desperta entre seus leitores e críticos. Em vez de um enredo repleto de lances e movimentos, o conto traz uma narrativa psicológica bastante intensa. O leitor tem a possibilidade de ir muito além daquilo que é aparentemente narrado.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conto é centrado em uma quase história de amor entre Nogueira, de apenas dezessete anos, e uma mulher de trinta anos, Conceição. Ela é casada com Menezes, escrivão, e Nogueira vive na casa deles devido ao parentesco com a primeira esposa do escrivão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na noite de Natal, o jovem está lendo, na sala da frente, enquanto espera por um amigo com quem iria à Missa do Galo. Nogueira, completamente envolvido na leitura, nem percebe a chegada de Conceição. Os dois iniciam, então, uma conversa carregada de insinuações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais velha e experiente, cansada da constante ausência do marido, ela parece querer conquistar o rapaz. As expressões faciais e corporais expressando sensualidade que acompanham suas falas demonstram suas pretensões. Porém, as atitudes ficam apenas no âmbito das tentativas, marcadas por avanços e recuos, que constituem o clima da história.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nogueira, tímido e bem mais jovem, tem o seu primeiro encantamento amoroso. A medida que a conversa avança, ele vai se envolvendo naquele clima de sedução. Contudo, após uma hora de conversa, chega o amigo que lhe fará companhia na ida à Missa do Galo, quebrando o encanto e impedindo a concretização do romance.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por ser narrado em primeira pessoa, o leitor conhece apenas a impressão que Nogueira tem do fato. Não há como afirmar se Conceição realmente está inserida no mesmo clima de sedução percebido por ele. Para Nogueira, no entanto, a noite foi profundamente marcante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O portal "Domínio Público" disponibiliza o download do conto na íntegra:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_obra=1931"&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_obra=1931&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-728131450834663030?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/728131450834663030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=728131450834663030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/728131450834663030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/728131450834663030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/missa-do-galo.html' title='A Missa do Galo'/><author><name>Lucas Faustino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12233872528026111250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/RzOnee53OPI/AAAAAAAAAA8/t6PmPrFeSAg/s72-c/machadodeassisnova.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-8793493511974017257</id><published>2007-11-08T16:55:00.000-02:00</published><updated>2007-11-08T17:35:55.826-02:00</updated><title type='text'>Comédias da Vida Privada</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/RzNkwALy2jI/AAAAAAAAAAk/cXZX1Xyma2E/s1600-h/lfverissimo1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130555176351095346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/RzNkwALy2jI/AAAAAAAAAAk/cXZX1Xyma2E/s320/lfverissimo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As Noivas do Grajaú&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em comédias da vida privada, temos um retrato da classe média, com heróis anôniomos, os grandes e pquenos gestos a complicada engenharia familiar, o ambiente de bares, o cotidiano de casais adulteros e fiéis, uma mescla que mostra com genilaidade e bom humor de Luis Fernando Verissimo, um retrato do que poderiamos chamar de "o homem médio brasileiro". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O crônica a ser analizada hoje, é "As noivas do Grajaú", a partir da colcha de retalhos cultural que é apresentada no livro, notamos nela um tipo de manual, para homens casados que querem uma noica no Grajaú, e olhe bem, é noiva e não amante, pois quem possue uma noiva naqule bairro, é mais fiél a esposa do que ela merece, essa afirmação parece um pouco descabida, porém os eventos que se sucedem, com a "noiva teórica" acaba confirmando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Basicamente as jovens do bairro, são mais castas que as outras, o noivo em potencial demora duas semanas para encostar não na moça mas no portão da casa dela, lembre-se não haverá na sua relação com ela nenhuma promessa sexual, com sorte só depois de um ano e meio de noivado firme você conseguirá dar uma mordidinha na orelha dela, e ela pedirá que você nunca mais fassa isso por que ela sente cócegas e quase perdeu o brinco. As recomendações seguem durante a crônica sempre exaltando a pureza dessas moças.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É claro que sua noiva tem uma familia muito atenciosa, o irmão ex-pára-quedista, o Irmãozinho que tem como principal brncadeira chutar sua canela e sair correndo, a mãe que tem bigodes e uma capacidade sobre humana de ver no escuro, e o pai da moça que está sempre com o coldre preso a cinta, é claro que não está armado, mas o tamanho do coldre já é um aviso a qualquer que queira macular sua filha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com tantos problemas e dificuldades, quando chega as seis horas e mãe da moça acende a luz do alpendre, é o sinal para que você vá embora, ela gospe o chiclé e pergunta se você vao voltar amanhã e infelizmente você volta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para saber mais sobre o autor:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.releituras.com/lfverissimo_bio.asp"&gt;http://www.releituras.com/lfverissimo_bio.asp&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-8793493511974017257?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/8793493511974017257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=8793493511974017257' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/8793493511974017257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/8793493511974017257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/comdias-da-vida-privada.html' title='Comédias da Vida Privada'/><author><name>Mauricio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11670673212982601926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-55agaW6Tssg/TpLjHhQNnTI/AAAAAAAAADE/SUYrQOJOUqw/s220/PICT0209.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/RzNkwALy2jI/AAAAAAAAAAk/cXZX1Xyma2E/s72-c/lfverissimo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-5875370948505645356</id><published>2007-11-06T23:03:00.000-02:00</published><updated>2007-11-06T23:39:50.332-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'></title><content type='html'>Mineiro de Juiz de Fora José Rubem Fonseca (11/05/1925), escritor e roteirista de cinema é formado em direito, e foi como comissário, na polícia, que começou sua carreira. Não trabalhou em campo por muito tempo e cuidou do departamento de relações públicas até ser exonerado. Foi estudar na New York University administração de empresas e exerceu tal função na Light. José Rubem também se especializou em psicologia na Escola de Polícia e lecionou na Fundação Getúlio Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pai de três filhos e viúvo, hoje se dedica exclusivamente a literatura. Preferindo o anonimato é descrito por amigos e familiares como uma pessoa simples afável e de ótimo humor. José Rubem foi muito influenciado, pelos anos dedicados a polícia. Muitos fatos de sua vida são relatados em seus textos que tratam da violência urbana mostrando por diferentes ângulos as mazelas da sociedade e o grande abismo entre as classes alta e baixa. Seus livros foram lançados tanto no Brasil como no exterior e fez muito sucesso tanto entre os leitores quanto à crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ganhador por cinco vezes do Prêmio Jabuti, (1970, 1984, 1993, 1996 e 2003); também recebeu o Prêmio Luis de Camões, pelo conjunto de sua obra; Coruja de ouro, roteiro Relatório de um homem casado; Kikito de ouro do Festival de Gramado, roteiro de Stelinha e Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte,  roteiro de  A grande arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O conto a ser analisado é “Feliz Ano novo”. Recomendado apenas para os de estômago forte, tem uma linguagem seca e direta. Narra um assalto de três ladrões sem escrúpulos algum a uma “casa bacana que ta dando festa”. Surpreendente ,não é algo que se lê em qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Para conferir este e vários outros contos além de entrevistas e até partes dos filmes de José Rubem Fonseca acesse &lt;a href="http://portalliteral.terra.com.br/rubem_fonseca/index.htm"&gt;http://portalliteral.terra.com.br/rubem_fonseca/index.htm&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-5875370948505645356?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/5875370948505645356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=5875370948505645356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5875370948505645356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5875370948505645356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/blog-post_06.html' title=''/><author><name>Piero Carlo Pedrazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12136214387180766463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-8631288953380348653</id><published>2007-11-05T23:36:00.000-02:00</published><updated>2007-11-06T04:52:11.130-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>Piedra Sola</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RzAGsLMtFCI/AAAAAAAAABs/Y1T5o1N9-QA/s1600-h/webc3898.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129607331565081634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RzAGsLMtFCI/AAAAAAAAABs/Y1T5o1N9-QA/s320/webc3898.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Cena de&lt;em&gt; Netto Perde sua Alma&lt;/em&gt;, filme de Tabajara Ruas e Beto Souza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O pampa gaúcho&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=8631288953380348653#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; foi palco de gloriosas batalhas e angustiantes derrotas. Foi o local onde nossos antepassados forjaram sua identidade pranchando adagas em vastas extensões de campo. Esses cruentos conflitos perpassaram séculos e deram origem a diferentes nações (Uruguai, Argentina, Paraguai, sul do Brasil). O massacre dos nativos, o estabelecimento e a caída do vice-reino do Rio da Prata&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=8631288953380348653#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, a Guerra da Cisplatina&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=8631288953380348653#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; e a independência do Uruguai, a Revolução Farroupilha, as guerras de fronteira, enfim, o pampa foi cenário desses e de outros acontecimentos. Ainda nesses locais, imigrantes de diferentes pátrias estabeleceram colônias, pondo em prática a eterna busca pela felicidade. Nossas cidades - inclusive Santa Maria - e nossa gente são conseqüência das ações desses tempos remotos. Guerras e calmarias, farturas e misérias, suor e sangue – eis o pampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Trecho de Tropa Amarga,&lt;br /&gt;De Luiz Menezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No êxodo triste&lt;br /&gt;Os olhares são preces&lt;br /&gt;Num cântico bárbaro;&lt;br /&gt;Perduram só lendas&lt;br /&gt;Oriundas de glórias&lt;br /&gt;De há muito sepultas.&lt;br /&gt;Olhai essa tropa&lt;br /&gt;Senhores de terra&lt;br /&gt;De nomes ilustres,&lt;br /&gt;E vejam o abismo&lt;br /&gt;Cavado na senda&lt;br /&gt;Por forças ocultas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penetrem no rancho&lt;br /&gt;Senhores de terra&lt;br /&gt;De nomes ilustres,&lt;br /&gt;E vejam o Pampa&lt;br /&gt;Aquecendo tristezas&lt;br /&gt;Num fogo de chão...&lt;br /&gt;E ouçam o ronco&lt;br /&gt;De cuia de mate&lt;br /&gt;Gritando revolta,&lt;br /&gt;Da terra que amamos&lt;br /&gt;Do amor que é fartura&lt;br /&gt;Do trigo que é pão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Por esses e por outros motivos que a &lt;em&gt;llanura pampena&lt;/em&gt; tornou-se objeto da literatura. Personagens como &lt;em&gt;Martín Fierro&lt;/em&gt;, de José Hernandez; &lt;em&gt;Pablo Luna&lt;/em&gt;, de Eduardo Acevedo Díaz; e &lt;em&gt;Blau Nunes&lt;/em&gt;, de João Simões Lopes Neto, são algumas das muitas figuras criadas que retratam algumas características do pampa e das pessoas que o habitam. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;br /&gt;Escrevi esse intróito sobre o pampa para tentar contextualizar o cenário da obra que será abordada neste post: &lt;em&gt;Netto Perde a Sua Alma, &lt;/em&gt;de Tabajara Ruas. A história é uma ficção sobre o general farroupilha Antônio de Souza Netto&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=8631288953380348653#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;. Apesar disso, o livro mescla no enredo datas e acontecimentos reais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;br /&gt;Tabajara Ruas é escritor e cineasta gaúcho, nasceu em Uruguaiana, no dia 11 de agosto de 1942. É autor das obras &lt;em&gt;O Amor de Pedro por João, A Região Submersa, Perseguição e Cerco a Juvêncio Gutierrez&lt;/em&gt;, dentre outras. Em 1999, co-redigiu com Beto Souza, roteirizou e produziu o longa-metragem &lt;em&gt;Netto Perde a Sua Alma&lt;/em&gt;, baseado em seu livro de mesmo nome. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;br /&gt;A história começa no dia 1o de julho de 1866, no Hospital Militar de Corrientes, República Argentina, para onde o general Antônio de Souza Netto foi levado após ser ferido na batalha de Tuiuti, no segundo ano da Guerra do Paraguai (1864-1870). Ali percebe coisas estranhas acontecendo com outros pacientes ao seu redor. Numa noite, recebe a visita de um antigo companheiro, sargento Caldeira, ex-escravo. Juntos rememoram o passado comum durante a Revolução Farroupilha (1835-1845). Eis uma passagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- O conselheiro recebeu uma carta do capitão Garibaldi.&lt;br /&gt;- Oigaletê! Uma carta do corsário! Então ele ainda está vivo.&lt;br /&gt;- Bem vivo e campeante. É uma carta da Itália. Parece que hoje ele é general. (...) Pergunta pelos companheiros da Revolução de 35.(...)&lt;br /&gt;- O conselheiro Domingos teve a bondade de copiar trechos da carta do capitão Garibaldi, general, e pediu que se fosse possível, que eu le mostrasse.&lt;br /&gt;- Leia no más.&lt;br /&gt;O sargento Caldeira empostou a voz:&lt;br /&gt;- “Eu vi batalhas mais disputadas, mas nunca vi em nenhuma parte homens mais valentes nem cavaleiros mais brilhantes que os da cavalaria rio-grandense, em cujas fileiras comecei a desprezar o perigo e a combater dignamente pela causa sagrada das gentes”&lt;br /&gt;Netto Aprovou com a cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Netto acredita que o médico do hospital de Corrientes, o tenente-coronel Philippe Fointainebleux era um “francês pedante, falso no sorriso e brutal no tratamento com os inferiores” (2001, p.14). Deduziu isso a partir do procedimento do médico junto ao capitão de los Santos – um de seus companheiros de quarto - que teve suas pernas amputadas. De acordo com Netto, Fointainebleux fez isso por não gostar do capitão de los Santos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;br /&gt;Na seqüência do livro, no hospital, o general Netto e o sargento Caldeira lembram ainda do jovem escravo Milonga, que se alista no Corpo de Lanceiros Negros, sob o comando de Caldeira. O personagem “Milonga” é muito interessante no decorrer da narrativa, pois é ele quem representa os anseios dos escravos que lutaram na Guerra dos Farrapos, e também da revolta dos soldados negros após a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vilarejo de Poncho Verde, município de Dom Pedrito, Província de São Pedro do Rio Grande, 2 de março de 1845.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram um cavaleiro carregando uma lança se aproximar num galope urgente, levantando uma poeira rosada. O cavaleiro entrou no acampamento investindo sobre a soldadesca que precisou saltar para os lados para não ser atropelada, avançou até diante da tenda de Netto e estacou o cavalo a cinco metros dele.&lt;br /&gt;Milonga era o cavaleiro. Ergueu a lança e atirou-a na direção de Netto. A lança cravou no chão, entre as botas de Netto, e ali ficou balançando.&lt;br /&gt;- General mentiroso!&lt;br /&gt;Netto sentiu uma dor súbita e estranha&lt;br /&gt;- Vim pra le matar, general.&lt;br /&gt;Osório levou a mão à culatra da pistola. Netto segurou seu braço. Olhou para o rapaz que um dia salvara sua vida. Tirou o palheiro da boca.&lt;br /&gt;- Há quanto tempo, amigo Milonga.&lt;br /&gt;- Eu não tenho amigos!&lt;br /&gt;A mão esquerda de Milonga desceu até o coldre. Vários oficiais acorreram, mas Netto tornou a fazer o gesto. (...)&lt;br /&gt;- A guerra terminou, Milonga.&lt;br /&gt;- A guerra terminou e eu continuo escravo.&lt;br /&gt;- Para mim tu não és escravo, Milonga.&lt;br /&gt;- General, onde está a República que vosmecê proclamou?&lt;br /&gt;- Ela não existe mais, Milonga.&lt;br /&gt;- Vosmecê mentiu para nós.&lt;br /&gt;- Não, Milonga, eu não menti. Apenas perdi a guerra. (2001, p.101-102)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São várias histórias, encontros trágicos, amigos e inimigos, amores e desafetos. Netto recorda o exílio em Piedra Sola, Uruguai, depois da derrota dos farroupilhas; o convívio com os fantasmas do passado; a descoberta do amor, com a uruguaia Maria Escayola e a Guerra do Paraguai. Naquela noite, no hospital, unidos por duras lembranças, revelações surpreendentes e um terrível segredo, os dois veteranos enfrentam o que parece ser o derradeiro desafio, que é assassinar o tenente-coronel Philippe Fointainebleux. Mas será que é só isso? Não. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;br /&gt;Parece tudo muito simples, só que o final do livro reserva surpresas. Obviamente que não serei eu a dizer quais são, senão perde a graça! Há certos detalhes no meio das recordações que permitem pensar no final, só que na primeira leitura do livro esses detalhes passam desapercebidos e são tidos como insignificantes (pelo menos foi a minha impressão na primeira vez que li o livro); mas não são.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando se viaja para a região pampiana em noites de inverno, observam-se campos que se perdem no horizonte, aparentemente desolados e despovoados, iluminados unicamente pela luz da lua e preenchidos por um &lt;em&gt;minuano&lt;/em&gt; (vento) cortante que às vezes sopra tão forte pelo descampado que chega a parecer vozes de personagens de noites antigas, o que causa um sentimento de angústia. Em geral nem ao menos pensamos no que deve ter ocorrido nesses locais em épocas passadas. &lt;em&gt;Netto Perde sua Alma&lt;/em&gt; traz à tona eventos sucedidos nestas mesmas terras há mais de um século e meio. Quando adquirimos consciência que sabemos tão pouco sobre os lugares que chamamos de ‘casa’, sentimos uma profunda nostalgia. É esse sentimento que estou sentindo agora, enquanto termino de escrever.&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=8631288953380348653#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; http://es.wikipedia.org/wiki/Pampa_%28Sudam%C3%A9rica%29&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=8631288953380348653#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; http://es.wikipedia.org/wiki/Virreinato_del_R%C3%ADo_de_la_Plata&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=8631288953380348653#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; http://es.wikipedia.org/wiki/Cisplatina&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5764886784838608620&amp;amp;postID=8631288953380348653#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_de_Sousa_Netto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-8631288953380348653?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/8631288953380348653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=8631288953380348653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/8631288953380348653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/8631288953380348653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/blog-post.html' title='Piedra Sola'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RzAGsLMtFCI/AAAAAAAAABs/Y1T5o1N9-QA/s72-c/webc3898.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-2349017374601464246</id><published>2007-11-02T21:46:00.000-02:00</published><updated>2007-11-02T21:49:19.197-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>Testemunho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O escritor e jornalista Eric Nepomuceno é conhecido por traduzir os principais autores contemporâneos da literatura hispânica. Amante da cultura latino-americana, ele atuou por vários anos como correspondente de jornais brasileiros no exterior. É desse período que nasceu o livro “Caderno de notas: um repórter na América Latina”, que foi reeditado alguns anos depois com novos textos. Foi essa segunda edição que eu “descobri” por acaso, hoje, na biblioteca. Desisti do livro que eu iria comentar e li “Caderno de notas” de uma vez só. Não me arrependi: o livro é muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro foi organizado com textos que tinham sidos alterados ou não publicados por motivos políticos e anotações, daquelas que os repórteres fazem para serem utilizadas um dia. Escrito com uma linguagem coloquial, o texto se aproxima muito mais da oralidade do que da gramática, é como estar ouvindo a história de uma testemunha que conta tudo o que viu, ouviu e sentiu. Nepomuceno nos conta, por exemplo, o dia em que a Argentina chorou a morte do general Perón, um relato impressionante que causa arrepios mesmo em quem não era nascido naquela época. Também narra momentos importantes da história recente do continente, que muitas vezes desconhecemos, como algumas atrocidades das ditaduras que abalaram vários países da região e a dura situação dos mineiros bolivianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor mostra, ainda, a vida na Nicarágua durante o ataque dos Contras e o embargo econômico ao país, além de contar a história do Canal do Panamá – e a esperança do país em conseguir a soberania de volta. No fim, um texto em homenagem ao amigo Julio Cortázar e uma entrevista com o escritor mexicano Juan Rulfo, na qual o autor de Pedro Páramo explica porque parou de publicar seus textos. Nepomuceno abre seu caderno de notas para mostrar o que presenciou como jornalista. Seu livro lembra momentos históricos que teimamos em esquecer ou não nos interessamos em conhecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;É possível ler alguns textos de Nepomuceno na internet, é só clicar em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/dubitoergosum/arquivo85.htm"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;http://paginas.terra.com.br/arte/dubitoergosum/arquivo85.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jobim.com.br/colab/ericnepo/eric.html"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;http://www.jobim.com.br/colab/ericnepo/eric.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernob/2005/12/05/jorcab20051205012.html"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernob/2005/12/05/jorcab20051205012.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; Para saber mais sobre seu livro “O Massacre” que narra o massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará em 1996, clique no link: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=734"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=734&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-2349017374601464246?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/2349017374601464246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=2349017374601464246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/2349017374601464246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/2349017374601464246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/testemunho.html' title='Testemunho'/><author><name>Admin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03075331153833546306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-3351438200564494479</id><published>2007-11-01T19:10:00.000-02:00</published><updated>2007-11-01T19:51:44.334-02:00</updated><title type='text'>O Guardador de Águas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Manuel de Barros é considerado um dos principais poetas contemporâneos do Brasil. Nasceu no Beco da Marinha, em Mato Grosso, no ano de 1916. Com suas obras recebeu diversos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;prêmios&lt;/span&gt;, como o "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Prêmio&lt;/span&gt; Orlando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Dantas&lt;/span&gt;", conferido pela Academia Brasileira de Letras, em 1960, ao livro "Compêndio para Uso dos Pássaros".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O Guardador de Águas é tido como uma das principais obras do autor. De acordo com a crítica Berta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Waldman&lt;/span&gt;, "a eleição da pobreza, dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;objetos&lt;/span&gt; que não tem valor de troca, dos homens desligados da produção (loucos, andarilhos, idiotas de estrada), formam um conjunto residual que é a obra da sociedade capitalista; o que ela põe de lado, o poeta incorpora, trocando os sinais."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As águas que o autor guarda não são passíveis de serem consideradas límpidas e cristalinas. Ao invés de abordar a beleza das coisas, "O Guardador de Águas" mostra a doença delas. Aspectos normalmente ignorados em outras circunstâncias de construção de narrativas constituem grande parte da obra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A poesia de Manuel de Barros traz os pequenos seres como a coisa que pulsa, apesar de serem menos que personagem, menos que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;objetos&lt;/span&gt; evocados pela voz do guardador:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;"Eles &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;enverdam&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;jia&lt;/span&gt; nas auroras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;São viventes de ermo. Sujeitos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Que magnificam moscas - e que oram&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Devante&lt;/span&gt; uma procissão de formigas...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;São &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;vezeiros&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;brenhas&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;gravanhas&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;São donos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;nadifúndios&lt;/span&gt;."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como as águas escorrem tranquilas diante do olhar distante de Bernardo, também a narrativa segue um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ritmo&lt;/span&gt; uniforme. Através da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;metapoesia&lt;/span&gt;, o autor apresenta inflexões, elipses, que o leitor identifica na própria voz do guardador e nas águas que o mesmo guarda:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;"Escrever nem uma coisa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Nem outra&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;A fim de dizer todas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Ou pelo menos, nenhumas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Assim,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Ao poeta faz bem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Desexplicar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Tanto quanto escurecer acende os vaga lumes."&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portal de Língua Portuguesa:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=literatura/docs/metapoesia"&gt;http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=literatura/docs/metapoesia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Site da Fundação Manuel de Barros:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.fmb.org.br/index.php?idp=3"&gt;http://www.fmb.org.br/index.php?idp=3&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-3351438200564494479?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/3351438200564494479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=3351438200564494479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/3351438200564494479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/3351438200564494479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/11/o-guardador-de-guas.html' title='O Guardador de Águas'/><author><name>Lucas Faustino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12233872528026111250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-9136904670224489950</id><published>2007-10-31T21:31:00.000-02:00</published><updated>2007-10-31T22:57:16.684-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/homem-nu/homem-nu.asp'/><title type='text'>O homem nu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/RykjTIqYZYI/AAAAAAAAAAc/QKRVs-UcAg8/s1600-h/homem-nu-poster01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127668462387750274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/RykjTIqYZYI/AAAAAAAAAAc/QKRVs-UcAg8/s320/homem-nu-poster01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essa crônica de Fernando Sabino, dá uma prova de seu talento de transformar casos cotidianos em reflexões sobre a condição humana, temos a história do bom cidadão, que ao acordar pela manhã, antes de partir para o trabalho, vai para a porta de seu apartamento buscar o pão deixado pelo padeiro, como qualquer outra manhã de sua vida, um evento corriqueiro, que por um descuido quase se transforma em um desastre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao acordar sua mulher, ele pede que quando o cobrador da tv chegasse eles fizessem silencio, já que no momento ele "não tinha nenhum" , essa história de pagar outro dia, parecia coisa de picaretagem para o bom cidadão, era melhor que o cobrador pensasse que não havia ninguem na casa. O trato estava feito e ele poderia conviver com sua consciencia limpa e pagar no outro dia, tira seu roupão, e vai até o banheiro, mas sua mulher ja havia se trancado lá, vai até a cozinha e prepara um café, vai até a porta do apartamento, olha bem para os dois lados caminha em direção ao pãozinho e por um infortunio a porta acaba batendo ás suas costas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pronto, agora nasce o homem nu, até o momento desse acidente a nudez dele não era um problema, fechado na sua casa era apenas uma pessoa que não tinha o dinheiro para pagar a prestação de sua televisão, mas agora estava ele preso do lado de fora de seu mundo, pelado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;quando aperta a campainha de sua casa ouve o chuveiro desligar e um silencio toma conta do apartamento"ela deve achar que ja é o cobrador".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A história se complica quando a empregada começa a subir as escadas , desesperado ele pula para dentro do elevador escondedo-se do flagrante, pensa que está a salvo ,e a máquina começa a se movimentar, a indignação toma conta dele, apavorado por estar cada vez mais longe de sua casa, aperta o botão de emergencia abre a porta entre os anadres e sobe até seu andar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sua condição começa a lhe irritar golpeia a porta com força e se põe aos gritos chamando sua esposa, a velha do apartamento ao lado e alguns vizinhos saem para ver o que aconteceu, a velha se depara com a cena do "padeiro" nu a sua frente e liga para a polícia. sóSuma questão a ser pensada estranho como as pessoas que vivem ao nosso lado não nos conhecem, bom voltando para a história , sua mulehr(Maria) finalmente abre a porta e ele entra como um foguete dentro de casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ja vestido e no momento em que a situação começa a esfriar la fora, tocam a campainha, ele pensa meu Deus é a polícia, não era, eis que chegava o cobrador. Uma pequena mentira um pequeno descuido e o homem estava nu fora de sua casa, tentando se esconder das pessoas que moravam perto dele mas que não conhecia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-9136904670224489950?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/9136904670224489950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=9136904670224489950' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/9136904670224489950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/9136904670224489950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/o-homem-nu.html' title='O homem nu'/><author><name>Mauricio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11670673212982601926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-55agaW6Tssg/TpLjHhQNnTI/AAAAAAAAADE/SUYrQOJOUqw/s220/PICT0209.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/RykjTIqYZYI/AAAAAAAAAAc/QKRVs-UcAg8/s72-c/homem-nu-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-1692714594102713954</id><published>2007-10-31T01:51:00.000-02:00</published><updated>2007-10-31T01:53:29.872-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>A Cartomante</title><content type='html'>Descendente de escravos alforriados, Machado de Assis, 1839, é considerado um dos mais importantes escritores brasileiros. Autodidata, dominou três línguas alem do português, que lhe permitiram traduzir importantes obras como o romance “Trabalhadores do Mar” de Victor Hugo e o conto “O Corvo” de Edgar Allan Poe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com quinze anos seu primeiro texto foi publicado em um jornal, apesar disso seu primeiro livro é lançado apenas em 1864, “Crisálidas”. Foi após ter se aposentado que Machado escreveu grande parte de sua obra. As obras mais importantes do autor são: “Dom Casmurro” (1900), “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881) e “Quincas Borba” (1892).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto “A Cartomante” faz parte dos livros “Varias Historias” e “Contos: Uma Antologia”. Um dos motivos que torna a leitura deste texto em especial muito interessante é o fato de ter sido escrito em 1884 e mesmo 124 anos depois tratar de um tema tão atual. O drama é vivido por Camilo: melhor amigo de Vilela e amante de Rita, esposa de Vilela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suspense criado é enorme e é capaz de fazer suas seis páginas de desenvolvimento parecerem dezenas até culminar em seu clímax e um descrente buscar os conselhos de uma cartomante. Machado torna o texto tão envolvente que impossibilita o leitor de não sentir a mistura de sentimentos de Camilo ou de não ler o conto até seu desfecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conferir o conto acesse &lt;a href="http://www.releituras.com/machadodeassis_cartomante.asp"&gt;http://www.releituras.com/machadodeassis_cartomante.asp&lt;/a&gt; e verás que mesmo que tivesse centenas de paginas lerias todo de uma só vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-1692714594102713954?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/1692714594102713954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=1692714594102713954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1692714594102713954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1692714594102713954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/cartomante.html' title='A Cartomante'/><author><name>Piero Carlo Pedrazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12136214387180766463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-4081869571291636663</id><published>2007-10-29T23:53:00.000-02:00</published><updated>2007-11-02T02:46:20.380-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>A Natureza do Escorpião</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Ryan07MtFBI/AAAAAAAAABk/xO1aOlEFgp0/s1600-h/Nella-mia-natura-(scorpio).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126969753493902354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Ryan07MtFBI/AAAAAAAAABk/xO1aOlEFgp0/s320/Nella-mia-natura-(scorpio).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Um escorpião quer atravessar um rio, mas não sabe nadar. Pede carona a um sapo. Desconfiado, o sapo recusa-se a carregá-lo nas costas. O escorpião insiste. "Não posso", diz o sapo, "por que tu vais me picar". "Deixa de ser burro, se eu te picar, morremos afogados os dois". O argumento faz o sapo ceder. No meio do rio, ao sentir o fogo do veneno nas costas, o sapo, perplexo, ainda tem tempo de perguntar por quê. "Não consegui resistir à minha natureza", explica o escorpião.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(2002, p.17-18)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Dentre as tantas palavras possíveis de se utilizar para descrever &lt;em&gt;O Escorpião da Sexta-feira, de Charles Kiefer&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;instigante&lt;/em&gt; com certeza é uma delas. Alguns livros nos causam tédio, outros nos fazem ficar pensando no enredo por cinco dias ou mais depois de ler a última página. Esta obra é daquele tipo que nos leva a ficar de olhos arregalados durante toda a leitura, e quando chegamos ao final da história, permanecemos pensando no desfecho por dias! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O início da história se dá em uma noite comum de Porto Alegre. Nela, Antônio – nosso protagonista, busca uma acompanhante. A companhia encontrada é uma prostituta chamada Maura que, com pouco esforço, ele consegue levá-la para casa. Para quê? Ora, caro leitor, use sua imaginação!&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Se você pensou “naquilo”, errou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Charles Kiefer é um escritor gaúcho natural de Três de Maio. Tem trinta livros editados e ganhou por três vezes o &lt;/span&gt;&lt;a title="Prêmio Jabuti de Literatura" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%AAmio_Jabuti_de_Literatura"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Prêmio Jabuti de Literatura&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;, entre outros. Mesmo com títulos lançados por editoras regionais, obteve, no total, mais de 300 mil volumes vendidos. A reconhecida qualidade literária de seu trabalho em romances, contos , ensaio literários e poesia, levou a &lt;/span&gt;&lt;a title="Editora Record" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Editora_Record"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Editora Record&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt; a contratar a reedição de todos os seus livros, a partir de 2006. Há vinte anos dirige uma prestigiosa oficina literária, sendo o formador de uma leva de bons autores do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Sua obra tem sido adaptada para o cinema e para o teatro, como &lt;em&gt;O chapéu&lt;/em&gt;, filme dirigido por Paulo Nascimento; &lt;em&gt;Dedos de pianista&lt;/em&gt;, dirigido por Paulo Nascimento; &lt;em&gt;Escorpião da sexta-feira&lt;/em&gt;, peça de teatro, e &lt;em&gt;Quem faz gemer a terra&lt;/em&gt;, peça de teatro. Esta última já foi encenada mais de setenta vezes, inclusive na França, Suíça e Polônia. Tem livros editados na França e em &lt;/span&gt;&lt;a title="Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Portugal"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Portugal. (dados extraídos de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Kiefer"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Kiefer&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;-Tu não gostas de mulher?, Maura indaga. Desiste de retorcer-se a minha frente.&lt;br /&gt;-Claro que gosto, respondo.&lt;br /&gt;-Então, o que eu preciso fazer pra te deixar de pau duro?, pergunta, subitamente cansada. Volta a sentar-se ao meu lado, no sofá.&lt;br /&gt;-Um pouco mais de perversão, eu digo.&lt;br /&gt;-Não entendi, ela responde e enxuga o suor da testa.&lt;br /&gt;-Me deixa eu te amarrar, deixa?&lt;br /&gt;-Vamos ver. Se eu me apaixonar por ti, deixo.&lt;br /&gt;-Luísa gostava de ser amarrada, vendada, sadomizada.&lt;br /&gt;-É que ela te amava.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;-Quem é Luísa?&lt;br /&gt;-A primeira, eu digo. Deita aqui. (2002, p. 29-30)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;É a partir deste diálogo com Maura, caro leitor, que Antônio, um sujeito frio, calculista e aficionado por escorpiões começa a contar a sua história. O início dela é parecido com o de muitas pessoas. Foi para a cidade grande, vivia sozinho, sustentava-se com o seu trabalho. Era um sujeito inteligentíssimo, com gostos excêntricos: condimentos, músicas antigas e, em especial, escorpiões. Certa vez conheceu Luísa, a mulher que o arrastou num turbilhão de desejo e paixão.&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Luísa era uma pessoa que alternava estados de euforia e depressão com "a rapidez dos ataques dos escorpiões". De acordo com Antônio, foi ela quem o fez abandonar horas de estudo e meditação por paixões altamente instáveis. Começaram a namorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A personalidade de Antônio era representada metaforicamente pelo seu primeiro escorpião, chamado Gandhi, que era um aracnídeo manso e não venenoso. Luísa odiava escorpiões, a ponto de em um momento de loucura esmagar o coitado. Esse evento, somado a turbulentas paixões que atormentavam a alma de Antônio, em especial os ciúmes, já que Luísa era uma pessoa, digamos, “liberal por demás”, fizeram com que o nosso protagonista canalizasse todos seus sentimentos de forma assustadora. Essa segunda fase de Antônio pode ser identificada através do seu segundo escorpião, chamado Gengis Khan, que era um escorpião extremamente venenoso e agressivo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A história é contada por Antônio, e nela Luísa é o “monstro” responsável por tudo de ruim que passa a acontecer na sua vida. O sofrimento torna-se tão grande a ponto de servir de desculpa para as ações que se seguem. Não, caro leitor, Antônio não se suicida por amor! Este seria um conto romântico se esse fosse o desfecho. Ao invés de morrer por amor, Antônio começa a matar por prazer. Luísa, o estopim, foi sua primeira vítima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Apanhei um frasco de óleo de amêndoas no armário, encharquei as mãos e passei-as nos seus ombros, nas suas costas, nas suas nádegas.&lt;br /&gt;-Ai, assim tu me deixas excitada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Ignorei a provocação e continuei a massagem lustral, como se a preparasse para o sacrifício. Esfreguei-a por longo tempo, até que a pele absorvesse a fina camada de gordura vegetal. Depois, tomei-a nos braços. Era leve como uma criança. Carreguei-a até o quarto, escolhi um conjunto de calcinha e sutiã pretos, meias de nylon e cinta-liga, e o vestido de cetim azul.&lt;br /&gt;-Foge de mim – implorei.&lt;br /&gt;-Agora, que estás tão querido?&lt;br /&gt;Luísa confundia a premeditação paciente com carinho, ternura. O escorpião, antes do ataque, aquieta-se, distende os pedipalpos, abaixa a cauda, mimetiza-se com o ambiente, para que o inseto não tenha a menor chance de reação. (2002, 113-114)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Luísa, no caso, era o inseto.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Em síntese, &lt;em&gt;O Escorpião da Sexta-feira&lt;/em&gt; é um livro de leitura agradável, com linguagem simples, possuidor de personagens que, no ápice de suas “loucuras”, tornam-se extremamente atraentes, por serem influenciados por causas bem cotidianas, o que – em certos momentos – faz-nos parecer “Antônios” ou “Luísas”. Recomendo o livro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Vocês devem estar se perguntando o que aconteceu com Maura, a prostituta para a qual Antônio contou toda sua história. Bem... &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;os escorpiões são calmos, metódicos e pragmáticos. Durante o dia, deprimidos pelo excesso de luz, dormitam escondidos em pequenos buracos, debaixo de pedras, sob a casca de madeiras apodrecidas. À noite, revitalizados e famintos, partem em busca de insetos, aranhas e outros escorpiões. Atacam sempre da mesma forma... (...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (2002, p. 13) Antônio também, é de sua natureza.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Bibliografia utilizada: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;KIEFER, Charles. &lt;strong&gt;O Escorpião da Sexta-feira. &lt;/strong&gt;Porto Alegre: Mercado Aberto, 2002. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Charles Kiefer: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Kiefer"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Kiefer&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.charleskiefer.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;http://www.charleskiefer.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Comentário de Volnyr Santos sobre o Escorpião da Sexta-feira:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.charleskiefer.com.br/oficina/textos/absurdo.htm"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;http://www.charleskiefer.com.br/oficina/textos/absurdo.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-4081869571291636663?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/4081869571291636663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=4081869571291636663' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4081869571291636663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4081869571291636663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/blog-post_29.html' title='A Natureza do Escorpião'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/Ryan07MtFBI/AAAAAAAAABk/xO1aOlEFgp0/s72-c/Nella-mia-natura-(scorpio).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-7178204274808584917</id><published>2007-10-26T19:15:00.000-02:00</published><updated>2007-10-26T19:48:06.076-02:00</updated><title type='text'>Ah, o amor...</title><content type='html'>&lt;div style="margin: 1ex; font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O escritor portenho Adolfo  Bioy Casares é mais conhecido no Brasil por sua amizade com o mitológico  Jorge Luis Borges do que por sua literatura: uma injustiça! Bioy é  um dos grandes escritores latinos e era admirado por Borges, com quem  escreveu muitas obras “a quatro mãos” sob os pseudônimos de H.  Bustus Domecq e B Suarez Lynch. &lt;i&gt;El Brujo&lt;/i&gt; considerava o amigo  um dos maiores ficcionistas da Argentina. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O autor nasceu e morreu em  Buenos Aires (1914-1999) e desde cedo mostrou talento para escrita.  Sua obra mais conhecida é o romance “A Invenção de Morel”, mas  o autor não escondia sua paixão pelos contos, que considerava mais  difíceis de fazer, pois exigiam do autor criatividade e concisão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O livro de contos “Histórias  de Amor” trata deste sentimento tão falado, mas pouco compreendido.  Bioy nos mostra o amor em suas mais diversas formas, sempre com um narrador  masculino, mas com personagens femininas marcantes. As personagens masculinas  vivem as voltas com as mulheres e com as diferenças entre esses dois  seres, porém - diferente do que ocorre em muitos livros - as mulheres  são vistas como seres superiores, indecifráveis e que muitas vezes  conduzem a situação. Mesmo mortas elas marcam presença na vida do  narrador, como acontece no conto “Reverdecer”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com um tom realista e bem humorado,  o autor mostra o amor nem sempre romântico, mas sempre mágico. Um  sentimento que, mesmo por um curto espaço de tempo, faz a vida ficar  bela e completa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para saber um pouco mais sobre  a forma de escrever de Bioy e sobre sua relação com as mulheres, é  só clicar no texto do Portal Literal &lt;/span&gt;&lt;a href="http://portalliteral.terra.com.br/Literal/calandra.nsf/0/D08777156515B16F0325735B003C4E67?OpenDocument&amp;amp;pub=T&amp;amp;proj=Literal&amp;amp;sec=Agenda" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;http://portalliteral.terra.com&lt;wbr&gt;.br/Literal/calandra.nsf/0&lt;wbr&gt;/D08777156515B16F0325735B003C4E&lt;wbr&gt;67?OpenDocument&amp;amp;pub=T&amp;amp;proj&lt;wbr&gt;=Literal&amp;amp;sec=Agenda &lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para entender sua literatura realista, que  fala dos conflitos cotidianos e saber mais sobre seu livro “Diário  da Guerra aos Porcos”, vá até &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cavalodeferro.com/index.php?action=review&amp;amp;reviews_id=193" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;http://www.cavalodeferro.com&lt;wbr&gt;/index.php?action=review&lt;wbr&gt;&amp;amp;reviews_id=193&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E para saber alguma coisa sobre  os contos do livro “Histórias Fantásticas” (uma coletânea de contos  publicada na década de 70), procure em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.seculodiario.com.br/arquivo/2006/dezembro/09_10/cadernoatracoes/colunistas/erly.asp" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;http://www.seculodiario.com.br&lt;wbr&gt;/arquivo/2006/dezembro/09_10&lt;wbr&gt;/cadernoatracoes/colunistas&lt;wbr&gt;/erly.asp&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bioy era um amante das mulheres. Seus contos não julgam a forma de proceder de suas personagens femininas e demonstram a profunda admiração do autor por elas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-7178204274808584917?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/7178204274808584917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=7178204274808584917' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7178204274808584917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7178204274808584917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/ah-o-amor.html' title='Ah, o amor...'/><author><name>Cibelli Fogliato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08124810732729981257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-5026020285231545286</id><published>2007-10-25T21:10:00.000-02:00</published><updated>2007-10-26T08:42:45.248-02:00</updated><title type='text'>O Ouro de Tomás Vargas</title><content type='html'>&lt;a href="http://i133.photobucket.com/albums/q77/jacintogomes/allende_isabel.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://i133.photobucket.com/albums/q77/jacintogomes/allende_isabel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A escritora chilena Isabel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Allende&lt;/span&gt;, nascida em 1942, primeiramente trabalhou como jornalista, aos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;dezessete&lt;/span&gt; anos, e depois como escritora. Com o livro "Casa dos Espíritos", de 1982, tornou-se um dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;principais&lt;/span&gt; nomes da narrativa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;contemporânea&lt;/span&gt; em língua espanhola. A obra, publicada em mais de vinte idiomas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;projetou&lt;/span&gt; a autora no círculo literário mundial. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir do primeiro sucesso, o desafio era manter o lugar de destaque entre os grandes romancistas. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;objetivo&lt;/span&gt; foi alcançado e a obra "De Amor e de Sombra" manteve-se à altura da primeira. "Eva &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Luna&lt;/span&gt;" foi o terceiro livro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Allende&lt;/span&gt;, adquirindo notoriedade pelo fato de muitos críticos atribuírem-lhe sentido autobiográfico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No livro "Contos de Eva &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Luna&lt;/span&gt;", o leitor reencontra personagens das obras que o precederam. A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;estratégia&lt;/span&gt; contribui para manter "um foi narrativo narrativo da unidade nessas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;histórias&lt;/span&gt; de amor e violência". Através dessa obra de vinte e três contos, a autora "transforma este &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;gênero&lt;/span&gt; numa arte maior".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conto "O ouro de Tomás &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Vargas&lt;/span&gt;" traz a história de Tomás &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Vargas&lt;/span&gt;, "&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;homem&lt;/span&gt; sem qualquer decência", que escondia o ouro ganho &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;enquanto&lt;/span&gt; "mantinha os filhos esfomeados e a mulher em farrapos". &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Vargas&lt;/span&gt; orgulhava-se de ser o maior "brigão, bebedor e mulherengo" de Água Santa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A única pessoa que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Vargas&lt;/span&gt; res&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;peitava&lt;/span&gt; era o turco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Riad&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Halabi&lt;/span&gt;, dono do armazém, a quem recorriam os vizinhos quando suspeitavam que Tomás tinha exagerado na bebida. A mulher, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Antonia&lt;/span&gt;, era constantemente espancada por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Vargas&lt;/span&gt;. Somente o turco e a professora Inês intervinham a favor dela. Na verdade, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Antonia&lt;/span&gt; resignava-se com a situação, chegando ao ponto de tolerar a presença de uma concubina em sua própria casa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A concubina era Concha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Díaz&lt;/span&gt;, "muito jovem, morena e de pequena estatura", que chegou a cidade dizendo estar grávida de Tomás &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Vargas&lt;/span&gt;. Ele, então, levou a jovem para sua casa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Antonia&lt;/span&gt; ficou ainda mais difícil. Além de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;trabalhar&lt;/span&gt; fora, era obrigada a conviver com a concubina em um clima deveras distante do amigável. A chegada de Concha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Díaz&lt;/span&gt; despertou nela um profundo desprezo pelo pelo marido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os meses passavam e a gravidez de Concha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Díaz&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;gerava&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;crescentes&lt;/span&gt; complicações para a moça. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Vargas&lt;/span&gt;, cansado das reclamações da jovem, somente voltava a casa para dormir. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Antonia&lt;/span&gt;, compadecendo-se da moça, decidiu ajudá-la, juntamente com o turco. A relação entre elas passou a ser de mãe e filha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Antonia&lt;/span&gt; e Concha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Díaz&lt;/span&gt; passavam a reagir às ameaças de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Vargas&lt;/span&gt;. A cumplicidade das duas acabou fazendo com que ele cedesse ao vício do jogo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Atacado pela comichão do dinheiro fácil", as apostas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Vargas&lt;/span&gt; tornavam-se cada vez maiores. Até que um dia apostou mil pesos com o tenente e perdeu. A única alternativa era desenterrar o ouro para pagar a sagrada dívida de jogo. Entretanto, quando chegou no local, descobriu que haviam roubado todo o ouro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns dias depois da aposta, encontraram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Vargas&lt;/span&gt; morto, "aberto de cima a baixo, como uma rês". &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Antonia&lt;/span&gt; e Concha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Díaz&lt;/span&gt; continuaram a viver juntas e pouco tempo depois do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;funeral reformaram&lt;/span&gt; o rancho, compraram roupas novas para toda a família e "instalaram uma cozinha a gás, onde começaram uma indústria de culinária para vender a domicílio".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Blog relacionado: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://livroslivroslivros.blogspot.com/2004/11/eva-luna.html"&gt;http://livroslivroslivros.blogspot.com/2004/11/eva-luna.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-5026020285231545286?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/5026020285231545286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=5026020285231545286' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5026020285231545286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5026020285231545286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/o-ouro-de-toms-vargas.html' title='O Ouro de Tomás Vargas'/><author><name>Lucas Faustino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12233872528026111250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-6522185499043186190</id><published>2007-10-23T22:29:00.000-02:00</published><updated>2007-10-23T22:57:15.475-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>Capitães da areia</title><content type='html'>Em 1932, Jorge Amado publica “Cacau”, livro que se esgota em apenas um mês. Ainda no mesmo se torna editor chefe da Rio Magazine e se casa em Sergipe com Matilde Garcia Rosa. Em 1934 lança o livro “Suor”, em 1935 “Jubiabá” e em 1936 “Mar Morto” quando é preso pela primeira vez, acusado de ter participado da “Intentona Comunitas” mas logo sai da prisão. Em 1937 atua no filme “Itapuã” de Ruy Santos interpretando um pescador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Amado então viaja pela América Latina e Estados Unidos e enquanto está no exterior, o livro “Capitães da areia” é publicado aqui no Brasil. Logo que retorna toma conhecimento do golpe de Getúlio Vargas e então foge para Manaus, mas logo é preso em Porto Alegre, de lá é levado para Brasília e então Salvador onde fica confinado por um curto tempo. Seus livros foram considerados subversivos são queimados por ordem da Sexta Região militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1939 é editor chefe das revistas Dom Casmurro e Diretrizes, dois anos depois lança “ABC de Carlos Prestes” em Buenos Aires e quando volta ao Brasil é novamente preso e solto. Em 1944 publica “O Amor de Castro Alves” e “São Jorge de Ilhéus” e se divorcia. No próximo ano Jorge foi novamente preso e liberto por razões políticas, elege-se deputado federal e escreve “Terras do Sem Fim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1946 lança os livros “Seara Vermelha” e “Homens e coisas do Partido Comunista”, após dois anos seu mandato de deputado federal é cassado, seus livros novamente considerados subversivos e então viaja para Paris e escreve “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” para um de seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1950 é expulso da França por motivos políticos e se muda para Tchecoslováquia. Bom, aqui foram mais dezoito atribulados anos deste grande autor brasileiro conhecido e premiado pelo mundo inteiro. Para conhecer um pouco sobre sua a vida entre seus amigos leia a crônica de João Ubaldo Ribeiro em &lt;a href="http://www.releituras.com/jorgeamado_bio.asp"&gt;http://www.releituras.com/jorgeamado_bio.asp&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente vamos Saborear nosso prato especial de hoje. O livro Capitães de areia conta à história de meninos de rua de Salvador, primeiramente é apresentada às vidas dos integrantes do grupo separadamente. Pedro Bala é o líder; João Grande, o segundo no comando; Volta seca, afiliado de Lampião; Professor, que lia muito bem; Gato, que tinha fama de conquistador e Pirulito, religioso fervoroso são os meninos mais citados do grupo que tinha quase cem participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após quase ser estuprada pelos capitães de areia Dora acaba a participar do grupo e é com sua morte que os meninos deixam de viverem juntos e cada um segue seu caminho. Pedro Bala abandona o grupo e se torna um revolucionário comunista; João Grande se forma marinheiro; Volta Seca mata mais de sessenta soldados antes de ser condenado sendo cangaceiro; Professor vai morar no Rio de Janeiro onde faz grande sucesso como pintor; Gato abandona sua amante e viaja para ilhéus e pirulito se torna Frade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-6522185499043186190?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/6522185499043186190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=6522185499043186190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/6522185499043186190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/6522185499043186190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/capites-da-areia.html' title='Capitães da areia'/><author><name>Piero Carlo Pedrazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12136214387180766463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-5457986850442625559</id><published>2007-10-22T23:03:00.000-02:00</published><updated>2007-10-23T03:29:51.700-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Brasileiros'/><title type='text'>O Rapaz que não cantou de Galo.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/32/Machado_assis.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 132px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px; TEXT-ALIGN: center" height="231" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/32/Machado_assis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Joaquim Maria Machado de Assis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ah, doces sentimentos que afloram no coração de um jovem de 17 anos! É nessa idade que muitos “projetos de varões” começam a descobrir algumas novidades. Os agouros do coração, os hormônios desenfreados que catalisam paixões profundas e desesperadoras, a ingenuidade fútil que os leva a parecerem bobos diante de outras pessoas, são algumas características dos garotos dessa idade... Claro que essas características perduram – modificadas talvez – em idades mais avançadas, mas o legal do alvorecer da vida é a sensação de novidade.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É uma dessas sensações que experimentou o nosso “herói”, o jovem Nogueira, ao esperar, nos anos 1861 ou 1862, para ir à Missa do Galo que ocorreria na corte do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite. (...) ouvi bater onze horas, mas quase sem dar por elas, um acaso. Entretanto, um pequeno rumor que ouvi dentro veio acordar-me da leitura. Eram uns passos no corredor que ia da sala de visitas à de jantar; levantei a cabeça; logo depois vi assomar à porta da sala o vulto de Conceição&lt;/em&gt; (O Sr.Meneses estava fora de casa. Interessante, não?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De acordo com a descrição do nosso jovem Nogueira, a dona Conceição era descrita como “uma pessoa simpática”; mesmo assim, transmitia sempre um ar de passividade, como se não sofresse e nem fruísse muito. Agora imaginem a cena: o garoto de 17 anos, à noite, na espera da missa do galo, sentado à frente de uma mesa, sozinho, lendo à luz de lampião, na sala de um casarão no século XIX, quando aparece a dona da casa para conversar, envolta em um roupão, e o marido fora. Para o garoto isso era, no mínimo dos mínimos, estranho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sobre a cadeira (...) pouco a pouco, tinha-se inclinado; fincara os cotovelos no mármore da mesa e metera o rosto entre as mãos espalmadas. Não estando abotoadas, as mangas, caíram naturalmente, e eu vi-lhe metade dos braços (...) A vista não era nova para mim, posto também não fossem comum; naquele momento, porém a impressão que tive foi grande (...) A presença de Conceição espertara-me ainda mais que o livro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não é difícil imaginar o que poderia estar passando na cabeça do pequeno Nogueira. Garoto de hoje ou do século XIX, ainda era garoto. O espanto aumentou quando Conceição decidiu sentar-se ao seu lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em uma dessas vezes creio que deu por mim embebido na sua pessoa, e lembra-me que os tornou a fechar (os olhos), não sei se apressada ou vagarosamente. Há impressões dessa noite, que me aparecem truncadas ou confusas. Contradigo-me, atrapalho-me. Uma das que ainda tenho frescas é que, em certa ocasião, ela, que era apenas simpática, ficou linda, ficou lindíssima. Estava de pé, os braços cruzados; eu, em respeito a ela, quis levantar-me; não consentiu, pôs uma das mãos no meu ombro, e obrigou-me a estar sentado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lembrem os leitores que o conto A Missa do Galo foi escrito pelo estupidamente brilhante contista, dramaturgo, poeta e romancista Joaquim Maria Machado de Assis, no século XIX. Os contos Machadianos possuem uma característica interessante, que é o do fim inesperado. Durante o conto são “lançados” indícios que permitem ao leitor formular diferentes hipóteses. A certa altura pode-se pensar que dona Conceição não estivesse interessada no garoto, ou talvez sim, já que, de acordo com o que Nogueira diz, ela em alguns momentos sai do seu estado de indiferença habitual, mostrando interesse no diálogo (imaginem só o que deveria ser mostrar os braços para um garoto no século XIX!); além, é claro, de sentar-se ao lado dele, de fitar-lhe com olhos penetrantes (lembrem ainda que o marido, que possuía amante conhecida, não estava em casa). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O único personagem previsível na história é Nogueira. Durante toda a Missa do Galo a figura de Conceição &lt;em&gt;interpôs-se mais de uma vez&lt;/em&gt; entre ele e o padre. Obviamente que se esse conto fosse transposto para os dias atuais não seria bem na "missa" que dona Conceição seria lembrada pelo nosso varão, mas isso já seria outra história. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Conto na íntegra:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.biblio.com.br/conteudo/MachadodeAssis/missadogalo.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.biblio.com.br/conteudo/MachadodeAssis/missadogalo.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Biografia de Machado de Assis: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_assis"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_assis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-5457986850442625559?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/5457986850442625559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=5457986850442625559' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5457986850442625559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5457986850442625559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/blog-post.html' title='O Rapaz que não cantou de Galo.'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-7615518648108164826</id><published>2007-10-20T11:01:00.000-02:00</published><updated>2007-10-20T11:05:05.388-02:00</updated><title type='text'>O que foi isso?!</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Não estranhem o meu título, essa foi a primeira coisa que passou na minha cabeça quando eu terminei de ler&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Pega pra Kaput!”, um livro do final da década de 70 escrito por Josué Guimarães, Moacyr Scliar e Luis Fernando Veríssimo, com ilustrações de Edgar Vasques. Não por acaso, todos gaúchos: a “naturalidade” dos autores é óbvia, já que a maior parte da narrativa se passa no Rio Grande do Sul, em cidades como Capão da Canoa, Santa Maria e Porto Alegre. Mas não é aqui que ela começa. O começo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Tudo começa (acreditem) no bunker do Fuehrer, um pouco antes da queda do III Reich. Hitler aceita uma idéia de seu médico, Morell, para fugir da Alemanha, mas o resultado não é exatamente o esperado e o vidrinho entra na história (eu me recuso a dizer o que tem no vidro!!!). O não-direi-o-que é encontrado por Dona Raquel, que acaba amaldiçoada quando resolve abri-lo. Anos – e muitas desgraças – depois, um grupo de Nazis aparece querendo o dito cujo de volta. A coisa parece doida? Vai piorar: o ano é 1964, Jango foi deposto e o país está um caos. Após muitas peripécias, golpes de karatê misturado com mambo e uma guerrilheira...(não sei o que dizer dela), o cobiçado vidro vai parar em Brasília – o que talvez explique as estranhas e nefastas coisas que ainda acontecem lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Eu sei que quem está lendo esse post não deve estar entendendo nada, mas o processo de feitura do livro explica as idas e vindas da narrativa. Ele foi escrito pelos três autores, um escrevia um capítulo e mandava para o outro, que escrevia e passava para o outro. Posteriormente, Edgar Vasques ilustrou a narrativa em alguns trechos como uma história em quadrinhos. O resultado é um livro divertido, anárquico e surpreendente, não se sabe quando o próximo capítulo vai seguir a seqüência ou se tudo vai mudar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Os escritores são conhecidos do público pelas suas obras. Josué Guimarães é conhecido pelo épico “A Ferro e Fogo”, LFV é célebre pelos seus livros de humor e Moacir Scliar pelas narrativas que mostram a influência judaica – Dona Raquel e seu filho Teva são judeus moradores do bairro Bom Fim, em Porto Alegre. Edgar Vasques é cartunista, conhecido pelo personagem Rango e um de seus desenhos pode ser visto neste blog, no post que discorre sobre o “O Analista de Bagé”, personagem de LFV (postado no dia 9/10).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Não se assustem com o meu atual estado de choque com o livro. Ele é bom, diversão garantida para quem não está muito disposto a torrar neurônios com Kafka e permite que o leitor conheça o traço de Vasques, um cartunista que participou do boom do quadrinhos de humor brasileiros na década de 70. Os outros três autores dispensam comentários – dois já foram degustados no blog – por isso decidi &lt;i style=""&gt;linkar&lt;/i&gt; Vasques. É sempre bom relembrar da história do país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;No blog&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;SantaSaliência é possível ler uma entrevista de Vasques &lt;a href="http://santasaliencia.blogspot.com/2007/03/entrevista-com-edgar-vasquez-melhor.html"&gt;http://santasaliencia.blogspot.com/2007/03/entrevista-com-edgar-vasquez-melhor.html&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e para saber um pouco mais do cartunista é só clicar em &lt;a href="http://www.coletiva.net/perfilDetalhe.php?idPerfil=179"&gt;http://www.coletiva.net/perfilDetalhe.php?idPerfil=179&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ah, alguém está curioso para saber o que tem no vidro?&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-7615518648108164826?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/7615518648108164826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=7615518648108164826' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7615518648108164826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7615518648108164826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/o-que-foi-isso.html' title='O que foi isso?!'/><author><name>Cibelli Fogliato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08124810732729981257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-5785236210524284534</id><published>2007-10-18T21:55:00.000-02:00</published><updated>2007-10-18T22:37:23.730-02:00</updated><title type='text'>"AURA"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/Rxf7A2ht-OI/AAAAAAAAAA0/-4NwoM1qBZU/s1600-h/auras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122839093212739810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/Rxf7A2ht-OI/AAAAAAAAAA0/-4NwoM1qBZU/s320/auras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nascido no Panamá, em 1928, filho de um diplomata mexicano neste país, Carlos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Fuentes&lt;/span&gt; é considerado um dos maiores escritores do México. Com uma obra bastante extensa, trabalhou com teatro, contos, ensaios e romances. O conto "Aura" está entre suas obras de maior destaque.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Aura" apresenta, narrada em segunda pessoa, uma história que se passa praticamente num único espaço: a casa de Dona &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Consuelo&lt;/span&gt;. A atmosfera sombria da residência é talvez o principal elemento que dá suporte à constante exploração do sobrenatural.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seguindo um estilo renovador, Carlos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Fuentes&lt;/span&gt; aborda o universo de algumas culturas bastante específicas, sobretudo da feitiçaria. Em vários pontos da narrativa, aparecem símbolos geralmente associados a esse universo: o sacrifício animal, a boneca de pano, as plantas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;alucinógenas&lt;/span&gt;, as imagens de santos e as cores verde e vermelha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;gênero&lt;/span&gt; fantástico no qual a obra se insere começa a ser percebido já nas primeiras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ações&lt;/span&gt; do protagonista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Felipe&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Montero&lt;/span&gt;. O motivo do seu deslocamento até a casa de Dona &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Consuelo&lt;/span&gt; era a oferta de emprego, para um jovem historiador, com uma remuneração considerável. Quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Felipe&lt;/span&gt; chegou no local, sentiu-se como que conduzido por uma estranha força.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de nunca ter estado na casa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Montero&lt;/span&gt; deslocou-se "sozinho" através das várias portas que o levaram ao quarto de Dona &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Consuelo&lt;/span&gt;. A Senhora, então, apresentou a tarefa que ele deveria desempenhar. O trabalho consistia em organizar as memórias escritas por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Llorente&lt;/span&gt;, marido de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Consuelo&lt;/span&gt;, para que fossem publicadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No mesmo dia de sua chegada, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Felipe&lt;/span&gt; conheceu Aura, sobrinha de Dona &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Consuelo&lt;/span&gt;, por quem acabou se apaixonando. A relação entre a tia e a sobrinha, a partir do momento em que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Felipe&lt;/span&gt; hospedou-se na casa, passou a causar-lhe estranhamento. O historiador desconfiava que a jovem era obrigada a viver com Dona &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Consuelo&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na medida em que a história vai sendo construída, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Felipe&lt;/span&gt; acaba sendo envolvido no ambiente sombrio e sobrenatural da casa. As leituras, os sonhos e o crescente desejo por Aura passam a confundir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Felipe&lt;/span&gt;. "As imagens do sonho alteram a realidade ou a realidade se vê contaminada pelo sonho."Quanto mais tempo permanecia, menos entendia a relação que existia entre a jovem e a tia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Felipe&lt;/span&gt; acaba o trabalho de leitura das memórias, a fronteira que até o momento distinguia a irrealidade do tangível deixa de existir. O surpreendente final do conto revela a história de um amor acima do tempo e da morte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Blog relacionado:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://universodefeiticariaemaura.blogspot.com/2007/07/resumo.html"&gt;http://universodefeiticariaemaura.blogspot.com/2007/07/resumo.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-5785236210524284534?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/5785236210524284534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=5785236210524284534' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5785236210524284534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/5785236210524284534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/aura.html' title='&quot;AURA&quot;'/><author><name>Lucas Faustino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12233872528026111250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/Rxf7A2ht-OI/AAAAAAAAAA0/-4NwoM1qBZU/s72-c/auras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-4856652883526860516</id><published>2007-10-17T20:46:00.000-02:00</published><updated>2007-10-17T21:20:56.723-02:00</updated><title type='text'>A culpa da Sociedade, Fernando Sabino</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/RxaYK_VRNlI/AAAAAAAAAAU/mCXNZhUaBTo/s1600-h/foto8.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122448940747273810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/RxaYK_VRNlI/AAAAAAAAAAU/mCXNZhUaBTo/s320/foto8.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conto, "A culpa da Sociedade" de Fernando Sabino é um dos temperos, do livro "A Mulher do Vizinho", no livro o escritor, juntamente com seu amigo de infância Otto Lara Resende, faz uma coletanea de 70 trabalhos, entre crônicas e contos escritos na sua carreira. O livro que surpreende pelo realismo, leva o leitor para as situações do cotidiano apresentadas pelo escritor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com um discurso que inspira simpatia a condição humana, um dos contos que melhor define o livro é o "A culpa da sociedade", onde " Na praça 15 um rapaz de cor preta..." é acusado de roubar a carteira de uma senhora, mas espere um pouco ele nem chegou a roubar, sim nao roubou pois o senhor gordo e meio calvo que estava no onibus, o pegou com a "boca na botija", ainda assim o "Ladrão", tenta se defender das acusações, nessa parte da história nós ainda sentimos um pouco de pena e simpatia pelo meliante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com um batalhão de inquisidores e o gordo meio calvo agarrado em seu braço, o jovem continua se defendendo enquanto o acusador aos berros chama o guarda, seguindo a afirmação, de que o livro nos faz pensar de forma mais simpatica sobre a condição humana, seguimos onde o "Ladrão" diz que a culpa não foi dele, e a resposta do "gordo" perguntando de quem era, dando um tapa no meliante, ele responde que a culpa é da sociedade. Um conto realmente curto como a maioria dos contos escritos por Sabino, no final o "gordo" encontra um amigo larga o rapaz e entra no carro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A linguagem muito bem arquitetada por Fernando Sabino é um dos atrativos dessa leitura. Como um bom gramatico, a escolha de palavras, que enriquecem o texto mas não o deixa denso, as histórias que continuarei contando desse livro, terão novos aspectos sobre o cotidiano. Para saber mais sobre o escritor...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.fernandosabino.kit.net/index2.htm"&gt;http://www.fernandosabino.kit.net/index2.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.fernandosabino.kit.net/fotos_7.htm"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-4856652883526860516?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/4856652883526860516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=4856652883526860516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4856652883526860516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4856652883526860516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/culpa-da-sociedade-fernando-sabino.html' title='A culpa da Sociedade, Fernando Sabino'/><author><name>Mauricio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11670673212982601926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-55agaW6Tssg/TpLjHhQNnTI/AAAAAAAAADE/SUYrQOJOUqw/s220/PICT0209.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/RxaYK_VRNlI/AAAAAAAAAAU/mCXNZhUaBTo/s72-c/foto8.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-400732559962770663</id><published>2007-10-16T22:03:00.000-02:00</published><updated>2007-10-16T22:06:32.931-02:00</updated><title type='text'>O País do Carnaval</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Nascido em 10 de agosto de 1912 em Ferradas, distrito de Itabuna – Bahia, Jorge Amado com seis anos, e já alfabetizado por sua mãe, começa a freqüentar a escola e apenas quatro anos após criou um jornalzinho “A Luneta” no colégio Antonio Vieira em salvador, que era distribuído para visinhos e parentes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; No Ginásio Ipiranga dirige o jornal do grêmio da escola “A Pátria”, mas pouco tempo depois funda “A Folha” de oposição ao primeiro. Em 1927 é repórter policial no “Diário da Bahia” e trabalha também no “O Imparcial”. Ainda no mesmo ano é nomeado ogã (protetor).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Participou da Academia dos rebeldes liderados pelo jornalista e poeta Pinheiro da Veiga, que segundo Jorge Amado "uma arte moderna sem ser modernista", contra o grupo Arco &amp;amp; Flexa.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Em 1929 publica a novela “Lenita” em “O Jornal” com o pseudônimo Y. Karl em parceria com Dias da Costa e Edison Carneiro, que assinavam como Glauter Duval e Juan Pablo. E em 1931 é aprovado na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro no mesmo ano que publica seu primeiro romance “O País do Carnaval” pela editora Schmidt.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; “O país do carnaval” é surpreendente. Jorge Amado com apenas 19 anos faz uma forte crítica aos intelectuais brasileiros. O Romance Conta a historia de Paulo Rigger Baiano que vai estudar na Europa e volta sua terra natal às vésperas da eclosão da Revolução de 1930, liderada por Getúlio Vargas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Paulo afirma que sua vida e a de seus amigos, no Brasil, país que não amava, eram tão inúteis quanto à de sua mãe, que nunca havia estudado. Apesar de terem tentado promover algumas modificações sociais exercendo suas profissões o clímax do grupo se da nas discussões a teoria criada por um de seus amigos na qual a felicidade só poderia ser obtida através da ignorância e que, portanto todos eles estavam fadados à tristeza.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Para conhecer o resto da biografia deste grande autor e uma analise do livro “Capitães da Areia” Acessem nosso blog na próxima terça-feira.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-400732559962770663?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/400732559962770663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=400732559962770663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/400732559962770663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/400732559962770663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/o-pas-do-carnaval.html' title='O País do Carnaval'/><author><name>Admin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03075331153833546306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-7674424176363114237</id><published>2007-10-15T19:10:00.000-02:00</published><updated>2007-10-16T01:22:45.109-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Argentinos'/><title type='text'>O Gigante</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RxQPjPQ3uJI/AAAAAAAAAAs/14351S5i3j0/s1600-h/borges.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121735774294227090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RxQPjPQ3uJI/AAAAAAAAAAs/14351S5i3j0/s320/borges.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RxQPjPQ3uJI/AAAAAAAAAAs/14351S5i3j0/s1600-h/borges.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Moeda de 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Pesos Argentinos comemorativa ao centenário do nascimento de Jorge Luis Borges, do ano de 1999.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Sabem aquela sensação que dá quando lemos algum texto que nos toca profundamente? Em um primeiro momento não tanto pelo conteúdo da obra em si - esta dimensão do deleite vem depois - mas por sabermos que nesse texto há tantas informações valiosas que nós simplesmente não sabemos por onde começar! &lt;em&gt;Pues Entonces, &lt;/em&gt;apresento-lhes o escritor argentino Jorge Luis Borges, considerado pela &lt;em&gt;Enciclopédia Encarta &lt;/em&gt;(e por outras tantas enciclopédias e sites) como um dos mais importantes nomes da literatura latino-americana e universal. &lt;em&gt;Te queda grande?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Enquanto escrevo este humilde (mas de coração) texto, tenho em mãos o livro &lt;em&gt;Obras Completas &lt;/em&gt;de Jorge Luis Borges. É uma espécie de seleção de obras da última fase da vida do autor, são textos que foram escritos entre os anos de 1975 e 1985. Para vocês terem idéia do quanto devem ser interessantes todos os textos - confesso que li só uma obra por enquanto - o livro está um caco, apesar de a edição ser relativamente nova, de 1989. A capa é remendada, algumas páginas são coladas, há algumas poucas manchas de café e todas as páginas são amareladas (creio que não tanto pelo tempo, e sim pelo uso excessivo). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Abri o livro de 510 páginas e fui até o índice procurar alguma obra por onde começar. Vários títulos me interessaram, dentre os quais &lt;em&gt;El Libro de Arena (1975), La Rosa Profunda (1975), La Moneda de Hierro (1976), Historia de la Noche (1977), Nueve Ensayos Dantescos (1982);&lt;/em&gt; enfim, mas o que mais me chamou a atenção de início foi a obra cujo nome é &lt;em&gt;Siete Noches (1980).&lt;/em&gt; Posteriormente fui descobrir que essa é uma seleção de sete ensaios -primeiramente proferidos oralmente por Borges em diferentes conferências - onde o escritor fala de vários dos seus temas favoritos. &lt;em&gt;Siete Noches &lt;/em&gt;possui os ensaios &lt;em&gt;La Divina Comedia, La Pesadilla &lt;/em&gt;(o pesadelo)&lt;em&gt;, Las mil y una Noches, El Budismo, La Poesía, La Cábala &lt;/em&gt;(a cabala)&lt;em&gt;, La Ceguera. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Não criei personagens. Tudo o que escrevo é autobiográfico. Porém, não expresso minhas emoções diretamente, mas por meio de fábulas e símbolos. Nunca fiz confissões. Mas cada página que escrevi teve origem em minha emoção.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Jorge Luis Borges&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Eu não posso resumir aqui todo o conteúdo dos sete ensaios por causa de, pelo menos, dois motivos: primeiro, se assim fosse, ao invés de ter vontade de ler Borges, você ia querer fechar este blog para nunca mais abrir, tamanho seria o enfado de ler tudo; segundo, para mim livro é como filme - não se conta o final, já que minha intenção é a de que vocês, leitores do blog, sintam o mesmo prazer que estou experimentando ao folhear estas amareladas páginas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Entretanto, eu disse no início do &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; que a obra de Borges possui um vastíssimo conteúdo. E deveras tem! Eu assinalarei a seguir - baseando-se no &lt;em&gt;Siete Noches&lt;/em&gt; - alguns nomes e áreas do conhecimento que o escritor cita nesses sete ensaios, bem como algumas passagens que para mim podem ser aplicadas perfeitamente na nossa vida comum, para vocês terem uma pequena noção da dimensão do que deve contemplar a obra Borgiana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A análise que Borges faz de &lt;em&gt;La Divina Comedia &lt;/em&gt;é gigante. A lembrança de trechos da Divina Comédia, de Dante Alighieri, vai sendo acompanhada de analogias com diversos autores, dentre os quais destaco John Milton (poeta inglês do século XVII), Cervantes, Paul Claudel (escritor francês dos séculos nascido no século XIX), Virgílio, Homero, Santo Agostinho, Sêneca, Nietzsche, Herman Melville (autor de Mob Dick), Gustav Spiller, Escoto Erígena, Stevenson, Groussac, Vítor Hugo, Aristóteles, Platão; enfim, até Cristo é citado. Notem que os nomes que compõe essa lista remetem a pelo menos quatro áreas do conhecimento humano: literatura, teologia, psicologia e filosofia. No final desse ensaio há uma passagem que me deixa arrepiado só de transcrevê-la, pois serve como uma dica para nós - simples leitores sem muita metodologia de leitura - de como devemos proceder com os livros. A passagem remete à obra de Dante Alighieri, entretanto, ela pode ser ampliada para qualquer livro que leiamos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Quiero solamente insistir sobre el hecho de que nadie tiene derecho de privarse de esa felicidad, la Comedia, de leerla de modo ingenuo. Después vendrán los comentarios, el deseo de saber qué significa cada alusión mitológica, ver cómo Dante tomó un gran verso de Virgilio y acaso lo mejoró traduciéndolo. Al principio debemos leer el libro con fe de niño, abandonarnos a él: después nos acompañará hasta el fin. A mí me ha acompañado &lt;/em&gt;&lt;em&gt;durante tantos años, y sé que apenas lo abra mañana econtraré cosas que no he encontrado hasta ahora. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(1989, p.220) &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Não vou me estender, já que o post está ficando muito longo. Entretanto, saibam que é nesse processo - posterior à "leitura ingênua" - de querer saber e investigar o que significam diferentes coisas ditas por diversos autores que Jorge Luis Borges continua nos seus outros ensaios. Em todos eles, nota-se um componente autobiográfico, apesar de não ser explícito: &lt;em&gt;yo he tenido - y tengo - muchas pesadillas. A la más terrible, la que me pareció más terrible, la usé para un soneto.&lt;/em&gt; (1989, p. 228)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aquela sensação que descrevi no início do texto, sobre ficar fascinado com a quantidade de informações preciosas, é verdadeira... Mas vejam bem, quando digo que os ensaios "possuem uma grande carga de conteúdo", não quero afirmar com isso que o texto é chato. Não chega a ser daquele tipo de excesso fatigante, ao contrário, é do tipo de excesso desafiador, que nos arrepia a pele e nos impulsiona a tentarmos ser melhores. Tudo bem que em certos trechos eu me sinto como&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;o&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;longo verme gordo, &lt;/em&gt;presente na obra &lt;em&gt;Dom Casmurro, &lt;/em&gt;de Machado de Assis, que simplesmente rói, sem saber nada sobre os textos que rói. Entretanto, como Borges mesmo disse no trecho já citado acima&lt;em&gt;: "nadie tiene derecho de privarse de esa felicidad, (..) de leer de modo ingenuo (...) Al principio debemos leer el libro con fe de niño, abandonarnos a él". &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Não comecei a adentrar no &lt;em&gt;universo borgiano &lt;/em&gt;pelas suas obras mais conhecidas, é verdade, mas não creio que isso tenha sido prejudicial. Ao contrário, quem fizer esse percurso, acho que poderá conhecer bem o autor antes de adentrar no vasto campo de suas principais obras. Uma coisa lhes digo: depois da fascinação que &lt;em&gt;Siete Noches &lt;/em&gt;me causou, Borges com certeza passará a ser um dos principais temperos do nosso sopão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RxQhUPQ3uNI/AAAAAAAAABM/w6xJlABV1oY/s1600-h/Jorge_Luis_Borges_Hotel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121755307805489362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 192px; CURSOR: hand; HEIGHT: 245px" height="224" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RxQhUPQ3uNI/AAAAAAAAABM/w6xJlABV1oY/s320/Jorge_Luis_Borges_Hotel.jpg" width="243" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Foto do escritor Jorge Luis Borges no Hotel &lt;em&gt;des Beaux Arts&lt;/em&gt;, lugar onde morreu &lt;/span&gt;&lt;a title="Oscar Wilde" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Oscar_Wilde"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Oscar Wilde&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt; e o mesmo Borges quis morrer, tirada em 1969. Extraído de &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Jorge_Luis_Borges"&gt;http://es.wikipedia.org/wiki/Jorge_Luis_Borges&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;24 /08/1899 Buenos Aires, Argentina.&lt;br /&gt;14/07/1986, Genebra, Suíça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Bibliografia Utilizada: BORGES, Jorge Luis. &lt;strong&gt;Siete Noches&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; in: &lt;strong&gt;Obras Completas&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;1975-1985&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;Buenos Aires: Emecé Editores S.A., 1989,&lt;/span&gt; p. 207-276.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Biografias: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/ult1789u221.jhtm"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/ult1789u221.jhtm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Jorge_Luis_Borges"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;http://es.wikipedia.org/wiki/Jorge_Luis_Borges&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; (Aqui há a relação de todas as suas obras)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://amaivos.uol.com.br/templates/amaivos/amaivos07/noticia/noticia.asp?cod_noticia=7483&amp;amp;cod_canal=34"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;http://amaivos.uol.com.br/templates/amaivos/amaivos07/noticia/noticia.asp?cod_noticia=7483&amp;amp;cod_canal=34&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Mais informações sobre &lt;em&gt;Siete Noches: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://sololiteratura.com/bor/borsietenoches.htm"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;http://sololiteratura.com/bor/borsietenoches.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Alguns textos do autor, textos acadêmicos sobre o assunto, linha cronológica e outros materiais (bom site): &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.fcsh.unl.pt/borgesjorgeluis/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;http://www.fcsh.unl.pt/borgesjorgeluis/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-7674424176363114237?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/7674424176363114237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=7674424176363114237' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7674424176363114237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7674424176363114237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/moeda-de-2-pesos-argentinos.html' title='O Gigante'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RxQPjPQ3uJI/AAAAAAAAAAs/14351S5i3j0/s72-c/borges.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-1067311271470360657</id><published>2007-10-12T19:51:00.000-03:00</published><updated>2007-10-12T20:47:37.482-03:00</updated><title type='text'>O amor e a perdição.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um verme devora o corpo de uma jovem mulher. Assim começa "À Beira do Corpo" do escritor gaúcho Walmir Ayala, um livro que narra uma história de amor e perdição em uma cidade do interior. Em uma crítica à hipocrisia que transpassa as cidades, em especial as pequenas, o autor traz a história de Bianca, uma jovem apaixonada e trágica que sonha em viver o seu grande amor, apesar de saber que se trata de um sentimento proibido. Já na primeira página sabe-se que o final de Bianca é triste: ela é o corpo devorado pelo verme que serve de narrador de sua vida e desgraça. Filha de um homem rude e próspero da cidade, a moça está noiva do trabalhador Vicente, um homem que admira e com quem se sente segura. Esse conto de fadas, porém, é interrompido quando ela conhece Sebastião, um tenente da brigada militar casado por quem a personagem sente uma atração incontrolável. Bianca casa-se com Vicente e engravida, mas não tarda a começar um caso com Sebastião. Com a ajuda da empregada, Flora, ela mantém um rumoroso caso que escandaliza a pequena cidade. A jovem briga com a família e posteriormente com a cúmplice que, como vingança, conta para o marido a traição. O final é sabido: Vicente mata os dois amantes para se vingar e limpar a sua honra perante a sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na segunda parte, o livro mostra o ponto de vista do marido traído, Vicente, seu sofrimento e seu amor pela esposa. Nesta parte é revelada a participação do pai de Bianca no assassinato: foi ele quem deu a arma para Vicente matar a filha e o neto - a mulher estava grávida - para limpar a honra da família e diminuir sua vergonha perante a cidade. No julgamento é revisto o caso pelo ponto de vista de outras pessoas e o assassino é absolvido. O advogado que o defendeu, porém, antes de ir embora resolve agir como a consciência da cidade, expondo a todos sua vilania e insensatez ao julgar o casal de adúlteros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Walmir Ayala não é muito conhecido, mas tem uma vasta bibliografia que inclui ficção, poesia e literatura infantil. Atuou como jornalista e ganhou muitos prêmios com suas poesias. Para conhecer algumas poesias do autor, clique em &lt;a href="http://www.revista.agulha.nom.br/wayala02.html"&gt;http://www.revista.agulha.nom.br/wayala02.html&lt;/a&gt; ou em &lt;a href="http://www.antoniomiranda.com.br/Brasilsempre/walmir_ayala.html"&gt;http://www.antoniomiranda.com.br/Brasilsempre/walmir_ayala.html&lt;/a&gt; , no último link é possível ver traduções em espanhol de seus poemas. Só para dar um gostinho:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;CRER&lt;br /&gt;Creio em mim. Creio em ti. Deus, onde mora?&lt;br /&gt;Na vontade de crer que me consente&lt;br /&gt;humano e ardente.&lt;br /&gt;No meu repouso em ti, que me alimenta.&lt;br /&gt;No que vejo e recebo, nesta vara&lt;br /&gt;florida num deserto, em meu maná&lt;br /&gt;de agora e de jamais. Saber-me hoje&lt;br /&gt;tão digno do tempo que me mata&lt;br /&gt;é arder-me em Deus, e este saber me basta. CRER&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-1067311271470360657?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/1067311271470360657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=1067311271470360657' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1067311271470360657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/1067311271470360657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/o-amor-e-perdio.html' title='O amor e a perdição.'/><author><name>Cibelli Fogliato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08124810732729981257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-80845377254851161</id><published>2007-10-11T21:35:00.000-03:00</published><updated>2007-10-11T23:53:28.306-03:00</updated><title type='text'>O Negrinho do Pastoreio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/Rw7fhGht-NI/AAAAAAAAAAs/oCFyGyP8RHo/s1600-h/negrin04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120275586147547346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/Rw7fhGht-NI/AAAAAAAAAAs/oCFyGyP8RHo/s320/negrin04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A lenda "O Negrinho do Pastoreio" foi publicada pela primeira vez no "Correio Mercantil" em 26 de Dezembro de 1906. No livro "Lendas do Sul", de João Simões Lopes Neto, a obra aparece juntamente com outras histórias da cultura popular gauchesca. O autor, incorporando a fala simples, em gestos e prosa, do personagem Blau Nunes, gaúcho pobre mas de bom causo, traz a história de um menino negro, sem nome, a quem todos chamavam Negrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negrinho era escravo de um estancieiro conhecido por ser um homem muito mau e cauíla, que a ninguém ajudava. Seu filho,mais o cavalo baio cabos-negros e o Negrinho eram os únicos que ele olhava nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este estancieiro desafiou seu vizinho em uma carreira. O baio, montado pelo Negrinho, corria contra o cavalo mouro do outro fazendeiro. Apesar de todas as preces do escravo à Virgem, Nossa Senhora, da qual ele mesmo se dizia afilhado, o vencedor foi o cavalo mouro. De volta à fazenda, o estancieiro mandou açoitar Negrinho. Na madrugada, ordenou-lhe que fosse pastorear, auxiliado apenas pelo cavalo baio, trinta tordilhos negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negrinho passou o dia inteiro sem comer e à noite não conseguia dormir com o medo, frio e fome que o incomodavam. Somente após pensar em sua madrinha Virgem Nossa Senhora conseguiu acalmar-se e adormecer. Mas, enquanto dormia, vieram os guaraxains e cortaram a corda que prendia o cavalo baio. Este, assim que se viu solto, espantou toda a tropilha e fugiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao amanhecer, o filho do estancieiro foi até a coxilha onde deveriam estar os cavalos. Quando chegou ao local, vendo que os animais não estavam ali, voltou para a fazenda e disse ao pai que o Negrinho deixara a tropilha fugir. O estancieiro novamente mandou dar-lhe uma surra e ordenou-lhe que fosse buscar a tropilha. O Negrinho, auxiliado apenas por um pedaço de vela aceso, que havia pego no oratório da casa, saiu para encontrar os cavalos. Por onde passava, os pingos de vela permaneciam acesos e chegaram a tal número que clareavam toda a estância. Assim, o menino escravo encontrou os animais. Porém, no início da manhã seguinte, o filho do estancieiro foi até a coxilha e enxotou todos os cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, o castigo foi tão forte que o menino acbou morrendo. Não contentando-se com a morte do escravo, o estancieiro pôs seu corpo em um formigueiro, para que fosse devorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os peões da fazenda procuraram a tropilha durante dias, mas nada encontraram. "Então o senhor foi ao formigueiro para ver o que restava do corpo do escravo." Quando chegava perto do local, avistou o menino, o cavalo baio e toda a trpilha, acompanhados da Virgem, Nossa Senhora. O estancieiro, então, caiu de joelhoes diante do Negrinho, que montou no cavalo baio e foi embora com os trinta tordilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história espalhou-se e todos acreditavam ter ocorrido um milagre. Dessa época até hoje, o Negrinho ajuda a encontrar objetos perdidos. Para coneguir sua ajuda, basta acenter "um coto de vela, cuja luz ele leva para o altar da Virgem Senhora Nossa, madrinha dos que não a têm."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simplicidade da narrativa popular, presente em todas as rodas de chimarrão, e o sentido religioso abordado pelo autor, são os principais ingredientes dessa história. Ao dar "a palavra a um interlocutor ideal de roda galponeira que, entre um mate e outro mate, retoma o fio da prosa, para contar mais um causo", como afirma Augusto Meyer, o autor, na obra "Lendas do Sul" relata uma uma criação anônima, que surgiu exatamente no âmbito popular, sem deturpar sua magia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O texto você encontra em &lt;a href="http://www.terrabrasileira.net/folclore/regioes/3contos/negrinho.html"&gt;http://www.terrabrasileira.net/folclore/regioes/3contos/negrinho.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Mais informações sobre a lenda e o autor em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Negrinho_do_Pastoreio"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Negrinho_do_Pastoreio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-80845377254851161?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/80845377254851161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=80845377254851161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/80845377254851161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/80845377254851161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/o-negrinho-do-pastoreio.html' title='O Negrinho do Pastoreio'/><author><name>Lucas Faustino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12233872528026111250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MJAUa2cWWpE/Rw7fhGht-NI/AAAAAAAAAAs/oCFyGyP8RHo/s72-c/negrin04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-4706413109407562518</id><published>2007-10-10T20:43:00.000-03:00</published><updated>2007-10-10T23:30:18.397-03:00</updated><title type='text'>A Senha, Moacyr Scliar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moacyr_Scliar"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119863009657828930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/Rw1oR_VRNkI/AAAAAAAAAAM/1O5NSVQ1H0M/s320/moacyr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Mais um pedaço do pra encorpar essa refeição, o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;conto “ A Senha” tem como autor o escritor gaúcho Moacyr Scliar, e faz parte do livro “Os jogos do poder e Fortuna”. Nele existem dois personagens, o cabo como personagem principal e o soldado, o ponto de conflito que determina a quebra da normalidade da obra, é o fato do cabo não se lembrar da senha, de acordo com a ordem que foi dada pelo tenente, niguém poderia entrar no acampamento sem pronunciá-la, e essa foi transmitida aos soladados pelo próprio cabo, para a análise levaremos em conta, o tipo de narração apresentada, o tempo da obra, e as caracteristicas dos personagens em questão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Com um narrador em terceira pessoa e onisciente, a história se desenrola do ponto de vista do cabo, ” Detém-se aborrecido (não se agüenta em pé, quer deitar-se de uma vez),...” desde a chegada do persongem ao acampamento, as possíveis senhas, lembranças de sua família até o desfecho da história. Enquanto o personagem tenta se lembrar das palavras que o fariam “logo estar na cama...” a história inclina-se muito mais para o lado psicológico da questão, com muita pouca coisa acontecendo “fora da cabeça” do personagem, (apenas alguns passos e perguntas com respostas monossilábicas, do soldado), ele se detém a falar mais sobre a busca que o personagem faz por sua memória, a fim de encontrar a resposta para a pergunta insistente do soldado, também nota-se a agonia do personagem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O tempo, no conto é principalmente psicológico, tem-se a sensação de que toda a ação se passa em poucos minutos, porém as lembraças e devaneios do personagem principal, dão mais profundidade à narrativa, grande parte do conto ocorre no “impreciso molde” da cabeça do cabo, que por não se lembrar da senha, procura em seu pensamento algo que lhe de as palvras certas, quando a memória lhe falha, ele apela para seus “bolsos”, onde poderia encontrar uma dica para tais palavras, la ele encontra coisas que o remetem a sua vida civil documentos, dinheiro, uma nota fiscal com uma lista de compras, num jogo de palavras o autor faz com que a tenção aumente cada vez mais, as ações dos personagens mudam de acordo com esse tempo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O eu lírico cria uma espécie de jogo entre o velho (cabo) e o novo (soldado), explorando as duas realidades, que se encontraram naquele momento, o soldado com sua noção de dever, ainda que deturparda, apenas cumpre suas ordens, sem se exaltar ou demonstrar ironia com a situação, permanece firme, já o cabo, “que passara a noite bebendo” ao perceber que se lembrar da senha não seria tão fácil, tenta persuadir o subordinado, passa por picos de emoção, a camaradagem “cabe ao irmão mais velho ser tolerante e compreensivo...” da lugar a momentos de raiva, por fim o desfecho trágico “- e aí o estrondo, ele cai-”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Como o título do livro sugere o jogo do poder, nesse conto em especial, segue uma lógica em que as diferenças de patentes, não impediram que um subordinado, ao possuir mais conhecimento que seu superior, pude-se usar esse poder, o cabo após levar o tiro certeiro, concluindo o trabalho a diferença entre tais situações, é muito bem trabalhada por Moacyr Scliar, mostrando a frieza do soldado por matar um pai de familia, pelo próprio vício, pela sua falta de memória, todos os pensamentos que lhe vieram foram inúteis diante da situação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Um ingrediente que parece amargo, mas da um sabor a mais, onde a repetição de ordens e a necessidade de ter a melhor informação, nos torna menos humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Para saber mais sobre o escritor...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.releituras.com/mscliar_bio.asp"&gt;http://www.releituras.com/mscliar_bio.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-4706413109407562518?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/4706413109407562518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=4706413109407562518' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4706413109407562518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4706413109407562518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/senha-moacyr-scliar.html' title='A Senha, Moacyr Scliar'/><author><name>Mauricio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11670673212982601926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-55agaW6Tssg/TpLjHhQNnTI/AAAAAAAAADE/SUYrQOJOUqw/s220/PICT0209.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iReAaJzmiz4/Rw1oR_VRNkI/AAAAAAAAAAM/1O5NSVQ1H0M/s72-c/moacyr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-8829923571938070507</id><published>2007-10-09T16:43:00.000-03:00</published><updated>2007-10-09T16:52:23.561-03:00</updated><title type='text'>A la pucha, tchê!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jehBrDyQ_3o/RwvbiI2huSI/AAAAAAAAAAM/QkQIgcN8dXI/s1600-h/analista.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119426780974922018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jehBrDyQ_3o/RwvbiI2huSI/AAAAAAAAAAM/QkQIgcN8dXI/s320/analista.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luis Fernando Veríssimo acaba de completar 71 anos no último dia 26. Jornalista porto alegrense, filho de Érico Veríssimo e pai de três filhos, tem uma vasta bibliografia que dá gosto de estudar. O colunista da Zero Hora, já trabalhou de tradutor a “editor de frescuras" e nunca se separou do seu saxofone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua obra hoje posta em discussão é “O Analista de Bagé” que pelas palavras do autor “ele não poderia vir de outro lugar”, e segundo o próprio analista “Mais ortodoxo que reclame de xarope”. O regionalismo e o humor são as características mais marcantes da obra e a naturalidade que passa em seus textos nos faz novamente se duvidar de sua já comprovada timidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gargalhadas são garantidas, mas se você tem algum causo difícil e que não parece ter solução ou esta precisando de alguns bons conselhos a leitura se torna leitura obrigatória. Pois aonde mais vão lhe dizer algo parecido com “Mas tu também é um bagual. Tu não sabe que em mulher e cavalo novo não se mete a espora?” ou “Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quiser conferir alguns dos causos do analista &lt;a href="http://www.releituras.com/lfverissimo_analista.asp"&gt;www.releituras.com/lfverissimo_analista.asp&lt;/a&gt;. Até a próxima semana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda." (O Gigolô das palavras) Érico Veríssimo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-8829923571938070507?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/8829923571938070507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=8829923571938070507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/8829923571938070507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/8829923571938070507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/la-pucha-tch.html' title='A la pucha, tchê!'/><author><name>Piero Carlo Pedrazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12136214387180766463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jehBrDyQ_3o/RwvbiI2huSI/AAAAAAAAAAM/QkQIgcN8dXI/s72-c/analista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-7362678051419194913</id><published>2007-10-08T19:19:00.000-03:00</published><updated>2007-11-02T21:50:30.129-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores Uruguaios'/><title type='text'>Para além do Doce de Leite!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RwrCYPQ3uGI/AAAAAAAAAAU/dhrDzM11ueE/s1600-h/Juan_Manuel_Blanes_-_El_Juramento_de_los_Treinta_y_Tres_Orientales.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119117648129931362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 378px; CURSOR: hand; HEIGHT: 191px; TEXT-ALIGN: center" height="188" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RwrCYPQ3uGI/AAAAAAAAAAU/dhrDzM11ueE/s320/Juan_Manuel_Blanes_-_El_Juramento_de_los_Treinta_y_Tres_Orientales.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;O Juramento dos Trinta e Três Orientais, óleo de &lt;/span&gt;&lt;a title="Juan Manuel Blanes" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Juan_Manuel_Blanes"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Juan Manuel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Blanes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"El novelista &lt;/em&gt;(romancista) &lt;em&gt;consigue, con mayor facilidad que el historiador, resucitar una época, dar seducción a un relato. La historia recoge prolijamente el dato, analiza fríamente los acontecimientos, hunde el escalpelo a un cadáver, y busca el secreto de la vida que fue. La novela asimila el trabajo paciente del historiador, y con un soplo de inspiración reanima el pasado, a la manera como un Dios, con un soplo de su aliento, hizo al hombre con un puñado de polvo del Paraíso y un poco de agua del arroyuelo".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;EDUARDO &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ACEVEDO&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;DÍAZ&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;em&gt;Carta sobre &lt;strong&gt;la novela histórica&lt;/strong&gt; publicada en &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;"El Nacional", Montevideo, setiembre 29, 1891&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Quem já foi alguma vez ao Uruguai com certeza já se deliciou com os famosos alfajores e doces de leite de lá. Provavelmente também já bebeu as excelentes cervejas que lá são fabricadas, naquelas garrafas de 1L que aqui no Brasil nos fazem falta. Os frios então, nem se fala. Não é à toa que quando voltamos de viagem trazemos conosco caixas e potes de guloseimas à reveria (e também alguns quilos a mais). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;É óbvio que essas iguarias - advindas da outrora chamada &lt;em&gt;Banda Oriental&lt;/em&gt; - com certeza podem acompanhar a nossa refeição. Entretanto, eu gostaria de incrementar o nosso sopão com um ingrediente que muitas vezes passa despercebido pelos nossos turistas, a saber&lt;em&gt;: &lt;/em&gt;a literatura uruguaia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Até onde eu sei, poucos escritores uruguaios são lidos por estes pagos. Minha sugestão para começarmos a adentrar nesse universo é o escritor, jornalista, político, diplomata e revolucionário (ufa, parece que terminou), Eduardo Acevedo Díaz. Suas obras - predominantemente romances históricos, dentre os quais destacam-se "Ismael" (1888), "Nativa" (1890), "Grito de Gloria" (1893) e "Lanza y Sable" (1914) - apresentam um fervor patriótico que nos permite ter idéia do espírito das massas que conquistaram a liberdade da Banda Oriental. Como diz o escritor e tradutor rio-grandense Aldyr Garcia Schlee, na contra capa da seleção de textos &lt;strong&gt;Pátria Uruguaia - Antologia, &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;"Temos aqui traduzida, cerca de cem anos depois, a voz do outro lado, levantando-se altaneira do lado de cá, para que saibamos como brasileiros o que sabem os uruguaios de sua Pátria e de sua literatura". &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O óleo do início deste texto ajuda a ilustrar um trecho do romance &lt;em&gt;Grito de Gloria (1893), &lt;/em&gt;onde os "Trinta y Tres Orientales" preparavam-se para insurgir contra o domínio brasileiro da Banda Oriental, em meados da década de 20 do século XIX, culminando posteriormente na &lt;em&gt;Batalla de Sarandí, &lt;/em&gt;onde os insurgentes orientais, comandados pelo general Juan Antonio Lavajella, derrotaram as tropas imperiais comandadas por Bento Manuel Ribeiro (este nome não lhes é familiar?). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Esse texto de Eduardo Acevedo Díaz é repleto de apelos patrióticos. Ao lê-los, percebem-se pelo menos duas coisas: 1) &lt;em&gt;el gaucho &lt;/em&gt;proveniente do Uruguai assemelha-se, em muito, ao que sabemos sobre o gaúcho rio-grandense, o que nos leva a crer que o gaúcho brasileiro tem a mesma raiz do &lt;em&gt;gaucho &lt;/em&gt;uruguaio e argentino; como bem já diziam escritores como Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Holanda e Eduardo Galeano; 2) o ideário que aprendemos ao estudar história no ensino médio, e que parece ser exclusivo dos idealizadores da revolução farroupilha, há muito tempo já "rondava" a região platina. O "espírito livre e guerreiro do gaúcho" aparece antes nas lutas contra o domínio espanhol e português, nas guerras de independência das Províncias Unidas do Rio da Prata, na Liga dos Povos Livres idealizada por José Gervarsio Artigas, e por último, nas guerras de independência da banda oriental.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Tenían el peligro detrás, al frente, más allá, por todas partes los amagos del desastre. ¿Qué importaba? La resolución estaba hecha, el sacrificio ofrecido en aras de una pasión ferviente y quedaba el consuelo de morir, el postrer recurso de los fuertes cuando nadie los comprende ni los ampara en sus decisiones supremas&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt; &lt;em&gt;(trecho de Grito de Gloria, capítulo IV)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Um ex-professor dizia que nos tornamos mais temperantes ao conhecer a versão &lt;em&gt;do outro. &lt;/em&gt;Para mim, é por isso que devemos conhecer a história e cultura de outros países, principalmente de nossos vizinhos. Através de Eduardo Acevedo Díaz, podemos perceber que nós - brasileiros, uruguaios, argentinos; enfim, sul-americanos - compartilhamos de um mesmo passado, que de certa forma foi o palco onde nossa identidade forjou-se a ferro e fogo, bem como a gritos de liberdade&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Link para o texto "Gritos de Glória": &lt;a href="http://www.cervantesvirtual.com/servlet/SirveObras/12826289770171510754846/index.htm"&gt;http://www.cervantesvirtual.com/servlet/SirveObras/12826289770171510754846/index.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Os Trinta e Três Orientais: &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Treinta_y_Tres_Orientales"&gt;http://es.wikipedia.org/wiki/Treinta_y_Tres_Orientales&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Link com biografia do autor: &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Acevedo_D%C3%ADaz"&gt;http://es.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Acevedo_D%C3%ADaz&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;Guerra del Brasil &lt;/em&gt;ou Guerra da Cisplatina: &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Guerra_del_Brasil"&gt;http://es.wikipedia.org/wiki/Guerra_del_Brasil&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Bento Manuel Ribeiro: &lt;a href="http://www.paginadogaucho.com.br/pers/bmr.htm"&gt;http://www.paginadogaucho.com.br/pers/bmr.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-7362678051419194913?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/7362678051419194913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=7362678051419194913' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7362678051419194913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/7362678051419194913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/o-juramento-dos-trinta-e-trs-orientais.html' title='Para além do Doce de Leite!'/><author><name>Jorge R. Tomás Japur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180828545580331767</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E4UWkSxLaOU/RwrCYPQ3uGI/AAAAAAAAAAU/dhrDzM11ueE/s72-c/Juan_Manuel_Blanes_-_El_Juramento_de_los_Treinta_y_Tres_Orientales.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-2091026834381115213</id><published>2007-10-05T19:13:00.000-03:00</published><updated>2007-10-06T18:04:11.698-03:00</updated><title type='text'>A auto – estrada (ou será a vida?)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Para finalizar a semana, um prato especial: um conto do impressionante escritor argentino Julio Cortázar. O conto “A Auto-Estrada do Sul” é uma narrativa incrível em que muitos carros ficam presos em um grande engarrafamento a caminho de Paris. Faz calor, frio, chove...as personagens se conhecem e se relacionam nesse espaço que é tudo o que elas têm e onde a duração do tempo não interessa. Apesar da situação fantástica, a sensação é de extrema realidade. Os ocupantes dos carros formam grupos, elegem líderes e se preocupam com as miudezas do dia-a-dia, como conseguir água e comida. No fim, a fila começa a se movimentar, em velocidade crescente, e as pessoas que formavam aquele micro-cosmos se separam; os motoristas, que antes se conheciam, agora não se olham, não se relacionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um primeiro olhar podemos perceber a crítica à sociedade ocidental do século XX, onde os relacionamentos são efêmeros e a vida passa muito rápido para que possamos perceber e conhecer as pessoas realmente. A auto-estrada é a vida, nela estabelecem-se os passos e as mudanças da sociedade, a qual caminha a passos cada vez mais frenéticos. A personagem principal – o engenheiro do Peugeot 404 - sonhava chegar a Paris e ter tudo que a cidade poderia oferecer, mas, quando os carros começaram a se movimentar e seus companheiros foram se afastando, ele passou a sentir uma profunda nostalgia por tudo o que aconteceu antes. A inevitável marcha que os separaria é o devir da humanidade e se confunde com devir do próprio indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conto de Cortázar, porém, sempre revela muitas nuances: a auto-estrada do Sul é também a América Latina. Ela pode ser vista como uma metáfora dessa parte do continente que sonha com tudo que a vida moderna pode oferecer, mas, ao mesmo tempo, sente uma nostalgia enorme de tudo o que deixou - e continua deixando - para trás. A velocidade que permeia a nossa vida e o desespero de ver quem – ou o que - se ama se afastar são as últimas sensações do conto. O final não é o fim, mas sim o caminho inexorável onde deixamos rastros e levamos lembranças, sempre seguindo em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um texto “pesado” para uma noite de sexta-feira, eu reconheço, mas quem quiser conferir o que eu escrevi – ou ler o conto completo e descobrir mais coisas nessa e em outras narrativas de Cortázar – não vai se arrepender. Eu garanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ter um “gostinho” é só clicar em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.releituras.com/jcortazar_menu.asp"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;http://www.releituras.com/jcortazar_menu.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt; e ler outro conto de Cortazar. Ah, “A Auto - Estrada do Sul” faz parte do livro “Todos os Fogos o Fogo”, o primeiro livro lançado pelo autor depois daquela que é considerada sua principal obra: “O Jogo da Amarelinha”.&lt;br /&gt;Até a próxima sexta - será que o meu texto vai ser mais condizente com o dia? Veremos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-2091026834381115213?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/2091026834381115213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=2091026834381115213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/2091026834381115213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/2091026834381115213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/auto-estrada-ou-ser-vida.html' title='A auto – estrada (ou será a vida?)'/><author><name>Cibelli Fogliato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08124810732729981257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-4264775056908470909</id><published>2007-10-04T20:01:00.000-03:00</published><updated>2007-10-06T18:05:23.236-03:00</updated><title type='text'>Conto "Trezentas Onças"</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que temos pra hoje? Prato típico, sim. E um dos melhores da culinária gaúcha: "Contos Gauchescos", de João Simões Lopes Neto. Desta obra, apresento-lhes o conto "Trezentas Onças", quiçá o melhor ingrediente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O conto traz a história de Blau Nunes, um tropeiro que foi encarregado de levar trezentas onças de ouro como pagamento do gado adquirido pelo patrão. No caminho, o personagem resolve descansar à beira de um rio, no qual banhou-se. Porém, ao retomar a viagem, esquece a guaiaca em que estava o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos esforços do cão que o acompanhava, na tentativa de alertá-lo do esquecimento, seguiu a galope despreocupadamente. Ao entardecer, quando chegava à estância onde passaria a noite, lembrou-se da guaiaca com as trezentas onças que deixara para trás. Somente agora compreendia tamanha inquietação de seu cachorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desesperado, decidiu voltar para procurar o dinheiro. Quando saía da fazenda, passou por uma comitiva de tropeiros que estava chegando. Quanto mais se aproximava do local onde lembrava ter deixado a guaiaca, mais aumentava sua ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite chegara, mas ainda assim reconheceu o lugar onde havia parado. Blau Nunes então desceu do cavalo e começou a procurar as trezentas onças. Após verificar todo o espaço no qual poderia estar a guaiaca sem nada encontrar, desiste da procura, retornando à estância. Enquanto galopava, pensava no gado que teria de vender para pagar ao menos parte da quantia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar novamente à fazenda, dirigiu-se para a caso do estancieiro onde estavam os demais tropeiros da comitiva. Na sala, conversavam e saboreavam um mate amargo. Blau Nunes cumprimenta a todos e só então percebe que sobre a mesa, ao lado da chaleira, estava a guaiaca, "barriguda, por certo com as trezentas onças, dentro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal característica deste conto, assim como de todo o livro, é a linguagem regionalista utilizada pelo autor. Muitas palavras e expressões que caracterizam a fala e indumentária gaúcha aparecem no decorrer do texto. A guaiaca, por exemplo, é uma peça pendurada à cinta utilizada geralmente para carregar dinheiro e outros objetos. Para o leitor que não é do Rio Grande do Sul, ou mesmo àqueles que aqui moram mas desconhecem a cultura gaúcha, tal linguagem pode causar certo estranhamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a maestria com que João Simoes Lopes Neto conduz a narrativa, destacando as características do homem e do solo gaúcho, faz da obra uma unanimidade. O singular encaixe entre as cenas e os personagens torna a leitura dinâmica e bastante prazerosa. Ao final deste ou de outro conto, dificilmente o leitor irá fechar o livro sem antes ler uma série de outras histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O conto pode ser encontrado no seguinte site:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.algosobre.com.br/resumos-literarios/contos-gauchescos.html"&gt;http://www.algosobre.com.br/resumos-literarios/contos-gauchescos.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-4264775056908470909?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/4264775056908470909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=4264775056908470909' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4264775056908470909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4264775056908470909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/o-que-temos-pra-hoje-prato-tpico-sim.html' title='Conto &quot;Trezentas Onças&quot;'/><author><name>Lucas Faustino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12233872528026111250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-143163447872014240</id><published>2007-10-03T20:43:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T22:10:41.595-03:00</updated><title type='text'>Canibais: Paixão e Morte na Rua do Arvoredo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Hum que fome, que tal colocarmos uma iguaria da culinária porto-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;alegrense&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;? Em meados do século XIX, era dito que as melhores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;lingüiças&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; eram feitas no açougue do Sr. José Ramos. Gostou? Então temos um problema, as famosas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;lingüiças&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, quase sem gordura e feitas de uma carne tenra e macia tinham como base os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;pacatos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; habitantes de uma Porto Alegre que pouco se parece com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;atual&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Tudo bem, eu sei que a receita parece um pouco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;indigesta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mas o livro tem um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;equilíbrio&lt;/span&gt; entre as duas palavras que formam o seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sub&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; título (paixão e morte), que é notável, realmente é uma história inteligente e forte, sobre um fato quase esquecido da história da capital, vamos aos ingredientes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Primeiramente, pegamos um escritor que na opinião desse humilde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;acadêmico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, é um dos melhores da nova geração de literários, o colunista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;esportivo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do jornal Zero Hora, David Coimbra, que em suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;crônicas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; consegue ligar qualquer fato (em especial mulheres) ao futebol. Com uma narrativa que prende o leitor em um suspense surpreendente, um tema forte, que é tratado como o "maior dos crimes", uma descrição sobre uma Porto Alegre ainda em formação, temos uma receita para um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ótimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; livro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Calma, calma, só estou aumentando o suspense, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;ja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; vamos entrar na história. O serial &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;killer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; em questão é o açougueiro José Ramos, um homem culto, sensível amante da música clássica e de poesia, que juntamente com sua esposa, a alemã, Catarina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Palse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mataram &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;dezenas&lt;/span&gt; de pessoas e com os restos fazem as famosas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;lingüiças&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, o processo para se preparar esse ingrediente era muito bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;planejado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Catrina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; saía pelas ruas da capital e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;anadava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pelas ruas pouco iluminadas e becos da cidade atrás de uma vítima em potencial. Quando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;cordeirinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; encontrava a loira de olhos verdes numa época em que mulheres de respeito não saíam na rua naquele horário, era levado até o açougue.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O sucesso do prato se espalhava pela cidade ( sabe aquelas delicias que só existe em cidade pequena e todo mundo conhece), até o momento em que a caçadora de homens, Catarina se aproxima do sapateiro Walter &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Scherer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, também alemão, um homem com certa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;instrução&lt;/span&gt; e posses, que era vizinho do casal e do açougue, para esse personagem, as melhores coisas da vida eram seus amigos, e os recebia todos os dias na sua sapataria onde conversavam tomavam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;chimarrão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e sempre que podiam, comiam as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;lingüiça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; feitas por José Ramos. Espera um pouco essa receita está meio doce demais!, a é então vamos dar uma apimentada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A aproximação dos dois começou a preocupar o açougueiro, na mesma proporção em que o interesse de Catarina aumentava pelo vizinho, surge um problema, José iria perder sua caçadora e Catarina temia pela vida de Walter. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;HUmmm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; agora sim tá ficando bom, no desenrolar da história, que segue nesse jogo de gato e rato, onde a polícia começa a suspeitar dos desaparecimentos na região.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Este escrito acaba por aqui, garanto que ficou com agua na boca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;né&lt;/span&gt;, mas em uma história de suspense eu não posso contar o final, se não perde a graça, espero ter despertado o apetite de vocês.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.planetanews.com/autor/DAVID%20COIMBRA"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;http//www.planetanews.com/autor/DAVID%20COIMBRA&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;, e pessoal aí está um link para quem quer saber mais sobre os livros de David Coimbra, até o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;próximo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;post&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-143163447872014240?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/143163447872014240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=143163447872014240' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/143163447872014240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/143163447872014240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/canibais-paixo-e-morte-na-rua-do.html' title='Canibais: Paixão e Morte na Rua do Arvoredo'/><author><name>Mauricio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11670673212982601926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-55agaW6Tssg/TpLjHhQNnTI/AAAAAAAAADE/SUYrQOJOUqw/s220/PICT0209.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-2007407131784555368</id><published>2007-10-02T20:38:00.000-03:00</published><updated>2007-10-02T21:47:39.579-03:00</updated><title type='text'>Primeiro ingrediente: “A orelha de Van Gogh”.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não se assustem: estou com o livro de receitas aberto em minhas mãos e garanto, vai adicionar a nossa sopa um sabor delicioso. “A orelha de Van Gogh” livro de contos escrito por Moacyr Scliar ganhou o prêmio Casa de lãs Américas 1989. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Moacyr Scliar nasceu em 1937 em Porto Alegre, descendente de judeus e formado em medicina pela UFRGS em 1962; características que o influenciaram em toda sua obra. Scliar publicou mais de setenta livros em varias línguas e foi eleito, em 2003, para a Academia Nacional de Letras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conto “A orelha de Van Gogh” trata da questão familiar tanto em seu âmbito emocional como financeiro. Com um narrador onisciente, Scliar traduz os pensamentos e sentimentos de toda família, relata rotinas e costumes das personagens e, apesar de conter apenas quatro páginas, descreve claramente o homem simples e batalhador do fim da década de 80. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O famoso jeitinho brasileiro é apresentado quando o pai tenta levar vantagem em relação ao fornecedor; o autor também mostra a humanidade em todas as personagens; como na ocasião em que o pai descobre que mesmo aquele homem conhecido como um credor implacável tinha um ponto fraco, que se revelou por ser uma paixão secreta por Van Gogh e o seu humor aparece no fim do conto na revolta e indignação do pai com a “falta de respeito” do fornecedor que não deixou ser enganado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em &lt;a href="http://www.contosemquadrinhos.blogspot.com/2007/07/orelha-de-van-gogh-conto-de-moacyr.html"&gt;http://www.contosemquadrinhos.blogspot.com/2007/07/orelha-de-van-gogh-conto-de-moacyr.html&lt;/a&gt; você encontra o conto completo e apresentado em quadrinhos pelo jornalista Leandro Malósi Dóro criador da arte gráfica que resume fielmente a realidade a qual Scliar se referia. A crítica da obra é tão boa quanto o próprio livro, não foi à toa que o San Francisco Chronicle divulgou que “Scliar sintetiza de forma irresistível o fantástico da imaginação latino-americana com o humor da parábola judaica”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-2007407131784555368?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/2007407131784555368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=2007407131784555368' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/2007407131784555368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/2007407131784555368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/primeiro-ingrediente-orelha-de-van-gogh.html' title='Primeiro ingrediente: “A orelha de Van Gogh”.'/><author><name>Piero Carlo Pedrazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12136214387180766463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5764886784838608620.post-4989069649207149231</id><published>2007-10-01T21:27:00.000-03:00</published><updated>2007-10-02T21:41:08.282-03:00</updated><title type='text'>A refeição está servida, acomodem-se!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Por acaso vocês sabem como se prepara um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;sopão&lt;/span&gt;? Não é complicado... Em geral leva tomate, cenoura, chuchu, repolho, talos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;salsão&lt;/span&gt;, espinafre, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;brócolis&lt;/span&gt;, cebolinha verde, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;salsinha&lt;/span&gt;, carne ou frango para dar gosto, arroz, macarrão; enfim, tudo quanto for possível adicionar em um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;panelão&lt;/span&gt;! Receitas existem muitas; entretanto, a essência - independente da receita - é sempre a mesma: quanto mais elementos forem adicionados, melhor. Como dizia a minha avó (e provavelmente a de vocês também), "quanto mais coisa no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;sopão&lt;/span&gt;, mais &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sustância&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É com o intuito de preparar uma grande sopa - de &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;sustância&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; mesmo - que nasce o &lt;strong&gt;¡&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Sopão&lt;/span&gt; de Letras!&lt;/strong&gt;, um blog produzido e assessorado por alunos do 4° semestre do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;UFSM&lt;/span&gt;). Os nossos mestres-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;cucas&lt;/span&gt; prepararão diariamente escritos sobre contos, poemas, e outras formas de expressão literária, para vocês sentirem o doce sabor da literatura latino-americana. Os ingredientes adicionados a cada dia poderão vir de todas as partes das Américas, e assim o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;sopão&lt;/span&gt; ganhará - de forma imprevisível - um sabor deveras consistente. Para dar um gostinho a mais, temperaremos as letras oferecendo &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;links&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; de sites e &lt;em&gt;blogs&lt;/em&gt; úteis, bem como eventualmente algumas entrevistas com escritores e arquivos de áudio e vídeo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Pues&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;entonces&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;... Estão com fome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Jorge Robespierre Tomás &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Japur&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Graduando em Jornalismo pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;UFSM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5764886784838608620-4989069649207149231?l=sopaodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/feeds/4989069649207149231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5764886784838608620&amp;postID=4989069649207149231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4989069649207149231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5764886784838608620/posts/default/4989069649207149231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopaodeletras.blogspot.com/2007/10/refeio-est-servida-podem-se-acomodar.html' title='A refeição está servida, acomodem-se!'/><author><name>Admin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03075331153833546306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
